O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A relação entre o Banco Central e o governo não é das melhores: Lula e seus ministros têm pressionado a autoridade monetária a baixar os juros, atualmente em 13,75% ao ano

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (8) o nome de Gabriel Galípolo para o cargo de diretor de Política Monetária do Banco Central — no que seria uma indicação trivial, não fosse o fato de o governo estar em uma queda de braço com BC por conta do juro alto.
Galípolo é secretário-executivo da Fazenda, considerado um número 2 da pasta; e, mais que isso: é o braço direito de Haddad.
Esse posto agora será ocupado pelo advogado Dario Durigan, que foi assessor especial do ministro da Fazenda quando era prefeito de São Paulo e, atualmente, é o chefe de Políticas Públicas do WhatsApp.
A indicação de Galípolo para a diretoria de política monetária do BC seria apenas mais uma não fosse a atual relação do governo com a instituição comandada por Roberto Campos Neto (RCN).
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o próprio Haddad há tempos não têm poupado o Banco Central e RCN de críticas por discordarem do atual patamar dos juros no Brasil — mantido na quarta-feira passada (03) em 13,75% ao ano.
A bandeira branca chegou a ser hasteada quando o governo apresentou o arcabouço fiscal, mas a relação “harmônica” durou pouco.
Leia Também
A mais recente dessas críticas veio no final de semana, quando, durante viagem à Inglaterra para a coroação do rei Charles III, Lula voltou a condenar o nível da Selic.
Na ocasião, o presidente disse que a taxa elevada inibe os investimentos e o crescimento econômico no Brasil e que isso tem levado à quebra de empresas. O petista negou ainda que bata no BC, e afirmou que apenas discorda da política adotada por Campos Neto.
Na mesma linha, Haddad e outros ministros do governo Lula, entre eles Simone Tebet, que comanda o Ministério do Planejamento, também já pressionaram o BC a reduzir o juro.
"Avalio que a indicação fica ainda mais sensível quando pensamos que recentemente circulou um boato de que o nomeado para a pasta poderia ser o sucessor de RCN", diz Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.
Por conta desse ambiente nada amistoso, a indicação de Galípolo tende a desagradar o mercado — que pode ver o braço direito de Haddad como um sinal de interferência do governo no BC.
O próprio ministro da Fazenda tentou minimizar hoje essa tese. “A primeira vez que ouvi no nome de Galípolo para o BC foi do próprio Campos Neto”, disse ele, em coletiva de imprensa.
Haddad também se mostrou otimista com a aprovação do nome de Galípolo para a diretoria do BC.
“Não deve haver resistência para essa indicação. Ele é uma pessoa técnica e bem vista pelo Congresso. Ele tem negociado os principais projetos do Ministério da Fazenda, tem boa relação com os presidentes das casas e com os líderes partidários”, disse Haddad.
O ministro da Fazenda afirmou ainda que, uma vez no BC, Galípolo vai perseguir a harmonia entre a política fiscal e a política econômica. “O objetivo continua sendo crescer com baixa inflação e justiça social”, afirmou Haddad.
O ministro da Fazenda aproveitou a ocasião para comentar sua participação na reunião do G7 (grupo formado por EUA, Canadá, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Japão). O Brasil não é chamado para esse encontro desde o segundo governo Lula. Índia e Indonésia, que não fazem parte do G7, também foram convidadas.
Segundo Haddad, “há muita coisa acontecendo no mundo” e é fundamental que o Brasil volte a sentar em uma mesa global de discussões depois de anos de isolamento.
“Acho fundamental, inclusive, que o Brasil leve questões regionais importantes para o G7 e eu pretendo levar a questão do câmbio na Argentina”, disse Haddad.
O ministro viaja ainda hoje para o Japão, país que sediará o evento. Ele deve chegar ao país na quarta-feira (10). Entre os encontros bilaterais programados está uma reunião com a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen. Ambos devem tratar, entre outros temas, da reforma do Banco Mundial.
JORNADA DE TRABALHO
ALERTA DE NOVOS MILIONÁRIOS
BOLA DENTRO
COMBATE AO CRIME
IR NA MIRA
MUDANÇA NA LEI
REI DAS BILHETERIAS
DISCUSSÃO EM PAUTA
NOVO DESENROLA BRASIL
REFINARIA
GUIA DOS VESTIBULANDOS
FOCUS
SEGUNDOU
DE OLHO NA GARANTIA
CARTEIRA DE SUCESSO
FRAUDE
LOTERIAS
LOTERIAS
GUERRA DO VAREJO
GUIA DOS VESTIBULANDOS