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O diretor de Fiscalização do Banco Central afirmou que o Copom deve manter o ritmo de cortes na Selic "se nada acontecer".

Se o mercado financeiro procurava pistas sobre os próximos passos do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic, um diretor do BC decidiu acalmar os investidores e sinalizou as expectativas para o Copom (Comitê de Política Monetária) nas próximas reuniões.
O diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino Santos, afirmou que o Copom deve manter o ritmo de cortes de 0,50 ponto porcentual na Selic "se nada acontecer".
"Se nada acontecer, o Copom vai manter o atual nível de corte na Selic. Obviamente, o cenário pode piorar e podemos rediscutir ritmo nas reuniões", afirmou, em entrevista coletiva.
Vale lembrar que, na última reunião, o Comitê reduziu a Selic de 12,75% para 12,25% ao ano, no terceiro corte seguido desta dimensão.
Para além do ciclo de cortes na Selic, o diretor destacou que o Copom reafirmou "de maneira clara", sua preocupação em relação à questão fiscal após ser questionado se as incertezas sobre as contas públicas podem voltar a figurar no balanço de riscos.
"O comunicado e ata deixam claro o quanto é importante a meta fiscal. Se essa meta é um valor ou outro, passa a ser uma questão política que não está na minha alçada", disse o diretor do Banco Central.
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A conversa sobre a questão fiscal no Brasil voltou aos holofotes depois das declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o déficit primário em 2024 no mês passado.
O chefe do Executivo afirmou que dificilmente o Brasil atingirá o déficit zero nas contas públicas em 2024, indo na contramão da proposta de Fernando Haddad.
Na visão do presidente, um rombo de 0,5% ou 0,25% não é "nada" e o governo vai tomar a decisão "que seja melhor para o Brasil".
É importante ressaltar que o déficit zero é uma das metas necessárias para que o arcabouço fiscal fique de pé — além de constar no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado ao Congresso.
Ainda nesta quinta-feira, o diretor de Fiscalização do Banco Central se posicionou sobre as questões envolvendo o rotativo do crédito.
O executivo afirmou que a autoridade monetária ainda não tem um estudo consolidado a respeito dos impactos das propostas de solução para os juros do rotativo do cartão de crédito sobre a situação financeira dos bancos.
"O BC é só árbitro, que não deve ter opinião sobre construção solução do mercado. Há muitas propostas na mesa sobre rotativo, e é preciso encontrar um consenso para que o BC leve uma proposta para o Conselho Monetário Nacional (CMN). É claro que qualquer solução terá sim impacto sobre o resultado dos bancos", afirmou Aquino.
Ainda em entrevista coletiva, o diretor do BC disse que as medidas relacionadas ao novo marco cambial já estão em vigor.
Segundo Aquino, a instituição deve apresentar em breve a proposta de regulamentação sobre o uso de ativos virtuais no mercado de câmbio e as operações interbancárias de câmbio.
"Todos estão esperando essa regulamentação e iremos apresentá-la nos próximos meses."
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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