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A plataforma de negociação de créditos de carbono tem previsão de lançamento para o primeiro trimestre de 2024 e contará com parceria da ACX Group
Enquanto ocorre a COP 28, que debate soluções sustentáveis para as mudanças climáticas, o Brasil dá mais um passo no novo universo da economia verde. A B3 anunciou hoje (8) o lançamento de uma parceria com a ACX Group para criação de uma plataforma de negociação de créditos de carbono.
O acordo prevê desembolsos de até R$10 milhões por parte da B3. O lançamento da plataforma da ACX Brasil está previsto para o primeiro trimestre de 2024.
ACX é uma empresa de tecnologia sediada em Abu Dhabi que opera plataformas e oferece o serviço de infraestrutura de mercado para negociação de créditos de carbono.
A parceria com a companhia possibilitará acesso a um livro global centralizado de ordens e conectado aos principais standards do mundo, de acordo com a B3.
O objetivo é que o sistema sirva como ambiente para que os emissores de créditos de carbono possam negociar com empresas que desejam diminuir sua pegada ambiental e se adaptar a práticas ESG.
“Além disso, o negócio está alinhado à estratégia da B3 de desenvolvimento de novos produtos ESG e no avanço da agenda que promova o desenvolvimento econômico sustentável”, reforça Leonardo Paulino Betanho, superintendente de Produtos Balcão da B3.
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A participação no mercado de créditos de carbono busca não só a aproximação de compradores internacionais, como também a entrada de fundos e agentes financeiros.
Além disso, tem como objetivo adicionar uma camada de integridade na cadeia de negociação do produto para a formação de preço, revela a nota da B3.
O mercado de créditos de carbono oferece às empresas a oportunidade de compensar suas emissões de gases de efeito estufa (GEE). A operação é realizada por meio da compra de créditos de carbono gerados por projetos responsáveis pela redução ou remoção de gases de carbono na atmosfera.
Após a verificação dos créditos de acordo com as metodologias de certificações internacionais, esses créditos podem ser vendidos para empresas que precisam compensar suas emissões de CO2 na atmosfera.
Em geral, empresas do setor industrial que emitem muito CO2 ou equivalentes, podem adquirir esses créditos para cumprir metas de neutralidade climática. Por outro lado, empresas geradoras de créditos podem entrar na plataforma e registrar os créditos disponíveis para negociação.
Ainda não existe um mercado regulado de carbono no país. As empresas que optam por neutralizar suas emissões realizam as operações de forma voluntária.
No entanto, o tema vem ganhando relevância no mundo todo e já existem projetos para a regulação do mercado brasileiro.
A B3 já está presente no mercado de produtos de descarbonização, como o Créditos de Descarbonização por Biocombustíveis (CBIO), a CPR Verde com promessa de redução de emissões, e ETFs, que são fundos de índices, indexados ao Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3).
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A assinatura, no entanto, não faz o acordo valer imediatamente. Após o evento, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país do Mercosul
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