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Apesar das desonerações promovidas pelo governo de Jair Bolsonaro, a maior arrecadação de impostos veio dos tributos federais

Os contribuintes brasileiros pagaram em 2022 R$ 2,89 trilhões em impostos, um aumento de 11,5% em relação a 2021. As informações são do painel Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
O total corresponde ao montante arrecadado aos governos federal, estadual e municipal incluindo taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária. Em 2021, o mesmo painel registrou aproximadamente R$ 2,6 trilhões.
Apesar das desonerações promovidas pelo governo de Jair Bolsonaro, a maior arrecadação veio de tributos federais, de acordo com o economista do Instituto Gastão Vidigal da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa.
“Adicionalmente, ainda, tivemos inflação em níveis elevados, o que encarece produtos e serviços”, destacou Gamboa.
Só no estado de São Paulo, a arrecadação passou de R$ 1 trilhão em 2022 e correspondeu a 37,4% da arrecadação total do país.
Para Gamboa, são necessárias reformas estruturais para reduzir o peso dos impostos sobre os brasileiros.
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“A nossa carga tributária continua sendo elevada para os padrões de um país emergente. A reforma administrativa e a contenção dos gastos públicos são alguns dos caminhos para diminuir o peso dos impostos”, disse.
O novo governo tem defendido a realização de uma reforma tributária para corrigir assimetrias. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prometeu que anunciará ainda no primeiro trimestre medidas "para colocar o país no rumo certo".
"A partir do fim de abril, vou começar a discutir reforma tributária e arcabouço fiscal com o Congresso", disse Haddad no começo da semana.
O projeto que deve ser discutido é o de Bernard Appy, que já está mais avançado no Congresso. Appy foi um dos primeiros nomes anunciados por Haddad para compor sua equipe e virou secretário especial para a reforma.
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