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No episódio #39 do Market Makers, os irmãos Marcelo e Pedro Luiz Cerize, sócios da Lev, destrincham o relacionamento entre o próprio Banco Central e o mercado financeiro

A conturbada relação entre o Banco Central e o governo brasileiro esteve no topo dos assuntos nos noticiários recentemente, especialmente nos últimos episódios do Market Makers.
Muito se falou sobre o cabo de guerra travado entre o presidente Lula e o chefe do BC, Roberto Campos Neto, em relação à política monetária brasileira. Mas há uma outra interação que esteve fora dos holofotes.
Convidados ao episódio #39, os irmãos Marcelo e Pedro Luiz Cerize, sócios da Lev, uma distribuidora de títulos e valores mobiliários, dão luz ao relacionamento entre o próprio BC e o mercado financeiro.
“Eu acho que ele [BC] tem outros interesses, existe uma contaminação muito grande entre Banco Central e mercado”, afirma Pedro Cerize, em conversa com os apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago — ele também é sócio da Skopos Investimentos.
Confira aqui o podcast completo:
Na visão de Cerize, é como se a economia estivesse dividida entre os times do Banco Central e do mercado financeiro — mas há aqueles que seguem trocando de equipe ou ocupando a divisa. “O cara sai daqui e vai para cá, sai daqui e vem para cá.”
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Um dos exemplos citados pelo gestor é Fabio Kanczuk, que atuou como diretor de política econômica do Banco Central de 2019 a 2021 e agora trabalha como analista financeiro e head de macroeconomia na gestora ASA Investments.
"Esse cara queria botar o juro a zero [quando estava no BC]. Saiu, tá trabalhando no dia seguinte e agora fala que quer botar o juros a 16%. O estrago que esse cara fez é um absurdo", conta.
De 2016 a 2018, Kanczuk atuou como secretário de política econômica durante o governo Michel Temer, ao lado do então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que deu vida ao teto de gastos.
Recentemente, em entrevista ao site E-Investidor, o head da ASA deixou clara sua opinião sobre o arcabouço fiscal proposto pelo novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
“As reações ao arcabouço foram curiosas. De um lado, o mercado reagiu bem e com entusiasmo. Do outro, os economistas reagiram mal porque viram que esse projeto não resolverá os problemas. A minha impressão é de que o próprio mercado vai voltar atrás. Quando começarem a fazer as contas, perceberão que foi uma alegria curta”, disse ao Estadão.
Para Marcelo Cerize, a nova regra fiscal seria melhor se a base inicial fosse mais sólida. “A gente está partindo de um teste”, afirma. “Você precisa da inflação como tributo adicional para poder fechar a conta, e isso não fecha com esse Banco Central. Então, acho que o arcabouço fiscal vai funcionar no modelo do PT se o Congresso permitir realmente.”
Você confere a conversa na íntegra aqui:
JORNADA DE TRABALHO
ALERTA DE NOVOS MILIONÁRIOS
BOLA DENTRO
COMBATE AO CRIME
IR NA MIRA
MUDANÇA NA LEI
REI DAS BILHETERIAS
DISCUSSÃO EM PAUTA
NOVO DESENROLA BRASIL
REFINARIA
GUIA DOS VESTIBULANDOS
FOCUS
SEGUNDOU
DE OLHO NA GARANTIA
CARTEIRA DE SUCESSO
FRAUDE
LOTERIAS
LOTERIAS
GUERRA DO VAREJO
GUIA DOS VESTIBULANDOS