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No ano passado, o éter passou pelo The Merge, considerada a atualização mais importante da história do mercado de criptomoedas
Os olhos dos investidores se voltam ao mercado de criptomoedas. Afinal, o bitcoin (BTC) se tornou o melhor investimento de janeiro — mas a bola da vez é o ethereum (ETH), que prepara uma nova atualização ainda para 2023.
A atualização Shangai faz parte do roadmap de atualizações para o ethereum chegar à sua versão definitiva, o Ethereum 2.0 ou Eth2 como os desenvolvedores gostam de chamar.
Na quinta-feira (02), a rede de testes (testnet) chamada Zhejiang dará a primeira visão do que será essa novidade.
No ano passado, o éter passou pelo The Merge, considerada a atualização mais importante da história do mercado de criptomoedas.
Agora, os analistas se preparam para a segunda fase do processo de melhorias da rede do ethereum.
Dando alguns passos para trás, no início do projeto da rede Ethereum, alguns investidores puderam deixar suas criptomoedas no sistema de staking — uma espécie de conta de rendimento — na blockchain do éter.
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Diferentemente do que acontece com outras contas, os usuários não puderam sacar essas criptomoedas ao longo dos últimos anos. Isso só será possível após a atualização Shangai.
Porém, a criação da testnet Zhejiang será apenas uma prévia de como isso irá acontecer, dando uma amostra para os usuários se familiarizarem com a plataforma.
Em outras palavras, ainda não será possível movimentar os ETH travados. Segundo dados da rede, existem mais de 16 milhões de tokens ETH em staking na rede — aproximadamente US$ 24 bilhões na cotação atual.
O Shangai Update ainda está programado para março deste ano. Entretanto, com a fase de testes e a cautela dos desenvolvedores, essa data pode ser alterada — o próprio The Merge precisou ser atrasado em cinco anos para melhora das condições da rede.
O ethereum é uma blockchain que serve de base para outros protocolos ou criptomoedas. Desde a sua criação, em 2014, o projeto tem um calendário de atualizações bem definido pela organização de desenvolvedores Ethereum Foundation.
E um dos problemas enfrentados pela mais popular blockchain de infraestrutura é justamente a escalabilidade, ou seja, o crescimento da rede.
Por isso, após a Shangai, o ethereum passará pelo The Surge, que permitirá a fragmentação (shards) da rede, permitindo o crescimento mais descentralizado e seguro da blockchain.
Ainda que haja uma expectativa com o sharding do ethereum ainda em 2023, é preciso muita cautela. Isso porque a própria rede pode decidir por um atraso no calendário para manter a segurança.
Como já dito, o ethereum é a maior blockchain de infraestrutura do planeta, movimentando mais de US$ 6,2 bilhões por dia.
Conforme o tempo passa e o protocolo cresce, mais cuidado os desenvolvedores precisam ter — afinal, “trocar o pneu de um carro andando” é mais fácil do que “trocar o motor de um avião no ar”.
Enquanto esperam, os investidores podem comprar ETH nas corretoras de cripto (exchange) ou por meio de suas carteiras digitais (wallets).
Por volta das 10h, a segunda maior criptomoeda do mundo custava US$ 1.579,86, uma alta de 0,32% em relação às últimas 24h. Em janeiro, os preços subiram 32,6% — contra 39,9% do BTC.
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