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Desde as máximas, o BTC recua mais de 75% — mas se levarmos em conta as mínimas históricas, o retorno do bitcoin é da ordem de 25.413,90%

É o dia 3 de janeiro de 2009 e a primeira faísca de um mercado explosivo surgia. Há exatos 14 anos, Satoshi Nakamoto lançava a primeira criptomoeda do planeta, o bitcoin (BTC). A partir dali, surgiu todo um ecossistema baseado na inovadora tecnologia blockchain.
E como foram intensos os últimos 14 anos! Desde polêmicas envolvendo sua criação — não se sabe se Satoshi é uma pessoa, um grupo de pessoas ou coisa que o valha — até seus primeiros usos na deep web para transações escusas, o BTC passou por diversas provações.
Mas o fato é que o bitcoin é pai de todo universo das criptomoedas, que chegou a ter mais de dois trilhões de dólares em valor de mercado. Isso porque ele abriu os olhos para os usos da tecnologia blockchain, permitindo a criação de protocolos com a segurança dessa nova tecnologia.
Entenda a seguir porque o bitcoin foi tão revolucionário — e os melhores momentos da criptomoeda desde 2009:
Antes de mais nada, é preciso entender o que é a tecnologia que deu origem ao BTC. A blockchain nada mais é do que um sistema de armazenamento de informação.
Para melhor entendimento, os especialistas definem a blockchain como uma sequência de blocos de vidro encadeados e lacrados, impossíveis de serem modificados.
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O diferencial dessa tecnologia é que ela usa um sofisticado método de criptografia que impede a alteração da informação on-chain. Dessa forma, a blockchain é um registro imutável e que garante que todas as transações sejam feitas de maneira transparente.
O bitcoin é totalmente descentralizado — ou seja, não há uma entidade emissora por trás, sendo que cada token é emitido pela própria rede através da mineração — e não possui lastro.
Mais do que isso, o bitcoin é considerado o ouro digital por algumas características: ele é escasso, restrito a 21 milhões de unidades, e tem a pretensão de ser usado como padrão pelo mercado digital.
Desde sua criação, o bitcoin tem como objetivo ser um sistema financeiro a parte do mercado tradicional, sem a necessidade de um banco ou entidade garantidora por trás.
Assim, desde 2009, é possível fazer uma transação de valor usando BTC com a transferência entre carteiras digitais (wallets).
No entanto, os primeiros usos do bitcoin estavam em transações pouco claras nos rincões da internet. Afinal, as negociações são semi-anônimas devido à própria natureza do desenho dessa blockchain.
O tempo passou e essa má fama continua. Mas o BTC também passou a ser usado como reserva de valor e ainda pode ser usado para pagamentos — em especial após a criação da Lightning Network, que aumenta a velocidade das transações.
O bitcoin atingiu as máximas históricas aos US$ 68.672 em 2021. Alguns analistas chegaram a projetar que as cotações poderiam disparar até os US$ 120 mil com o aumento da adoção das criptomoedas pelo mercado tradicional.
Porém, 2022 foi um ano difícil para as criptomoedas. Desde as máximas, o BTC recua mais de 75%, acumulando queda de 63% em 12 meses.
Mas há quem enxergue o copo meio cheio. Desde as mínimas históricas, o retorno do bitcoin é da ordem de 25.413,90%, de acordo com o Cryptorank.
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