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Veja tudo o que movimentou os mercados nos últimos dias, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo
A semana após o feriado de Carnaval foi mais curta e menos agitada na B3. Ainda assim, as notícias que surgiram entre a quarta-feira de cinzas e esta sexta-feira (24) movimentaram os negócios.
Para o Ibovespa, esse movimento foi majoritariamente de descida. O principal índice acionário brasileiro fechou o dia com um recuo de 1,67%, aos 105.798 pontos, e acumulou forte queda de 2,95% na semana. O dólar à vista, por outro lado, disparou 1,23% hoje, cotado em R$ 5,1987 — mas anotou uma alta mais tímida na semana, de 0,72%.
Um dos responsáveis pela queda da bolsa e pela pressão no câmbio foi o mau humor que contaminou Wall Street nos últimos dias. Já na volta do feriado, as bolsas de Nova York pesaram por aqui, com os investidores norte-americanos repercutindo a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
O documento indicou que os dirigentes do Fed que defendem um ajuste de 0,50 ponto percentual perderam a batalha de influência no último encontro, mas destacou que a ideia pode voltar com ainda mais força na reunião de março.
A percepção foi fortalecida pela última leitura do PCE — o indicador de inflação preferido pelo BC dos EUA — divulgada hoje e que mostrou um avanço acima do esperado em janeiro.
Por aqui, a alta dos preços também movimentou o pregão. O IPCA-15, considerado a prévia oficial da inflação brasileira, acelerou para 0,76% em fevereiro, na comparação mensal, acima das projeções do mercado.
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No noticiário corporativo, um dos destaques da semana foi a confirmação de um caso da doença da vaca louca no país e a suspensão temporária da exportação de carne bovina para a China.
O mal que afeta o sistema nervoso dos bovinos é uma pedra no sapato das empresas de proteínas e ressurge de tempos em tempos.
Ainda assim, o pódio de maiores quedas da semana não ficou com o setor e foi formado por empresas de saúde e ligadas ao consumo, com Via (VIIA3) ocupando a ponta negativa. Já a Petz (PETZ3) dominou as maiores altas do período.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
DESAGRADOU
Minerva (BEEF3) frustra investidores e despenca na B3 após balanço decepcionante — mas o papel ainda pode subir quase 100%. Apesar dos resultados mais fracos, analistas acreditam que reabertura da China tende a beneficiar a empresa.
MAGALU TÁ ON
O Magazine Luiza (MGLU3) está de volta ao carrinho de compras de um grande banco; saiba o quanto a ação pode subir agora. O Citi acredita que a empresa deve se beneficiar das mudanças que estão acontecendo na indústria após a ‘crise de crédito’ de um grande concorrente.
GIGANTE DOS FIIS
Dividendos do Maxi Renda (MXRF11) saltam 10% e atingem o maior valor em cinco meses; o que impulsionou os rendimentos do fundo imobiliário? Quem tinha o FII na carteira em janeiro recebeu R$ 0,11 por cota, um rendimento que equivale a 96,48% do CDI.
ANIVERSÁRIO DE 1 ANO
A guerra 365 dias depois: os sinais de que Putin planejava a invasão à Ucrânia, mas o Ocidente fingiu não ver. Pronunciamentos, sanções, envio de equipamentos e plano de paz da China fazem parte dos principais eventos que marcaram o dia.
LINHA D´ÁGUA
Nadando com os tubarões: a visão dos grandes gestores de fundos sobre o que esperar da economia e dos mercados. Quem melhor para buscar informações sobre o mercado do que aqueles que colocam a cara a tapa ao investirem bilhões de reais?
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A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
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