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Enquanto a temporada de balanços não começa por aqui, os investidores seguem de olho nos desdobramentos da crise da Americanas
A biruta parece um instrumento simples, quase rudimentar. Um mero direcionador de vento. Sem a biruta, porém, a segurança aeronáutica pode ficar comprometida. E não é pouco. Ela é usada normalmente para orientar justamente os momentos mais críticos de qualquer voo: a decolagem e o pouso.
Quem talvez gostaria de ter uma biruta à disposição nesta terça-feira são os agentes do mercado financeiro. Afinal, os sinais vindos de fora nesta manhã não são claros e o noticiário local é de pouca ajuda para a decolagem.
Na Ásia, a maioria das bolsas segue fechada para as celebrações do ano-novo lunar. Na Europa, os investidores estão atentos a qualquer pausa na fala da presidente do BCE, Christine Lagarde. Nos Estados Unidos, o impulso do rali das ações de tecnologia aos poucos vai se esvaindo.
Por aqui, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagoniza sua primeira viagem ao exterior, os investidores seguem digerindo com dificuldade os comentários do novo governante e de seus colaboradores mais próximos a respeito de temas econômicos.
Isso inclui a insatisfação do governo com as metas de inflação, a perspectiva de uso do BNDES para estimular negócios para empresas brasileiras no exterior e o debate sobre a criação de uma moeda comum para fomentar o comércio com a Argentina. Entre outras coisas.
Além disso, enquanto a temporada de balanços não começa por aqui, os investidores seguem de olho nos desdobramentos da crise da Americanas.
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No campo dos indicadores, a expectativa é de que o resultado do IPCA-15 de janeiro venha num nível próximo do registrado em dezembro, com leve desaceleração no acumulado em 12 meses.
Para ficar de olho na biruta do mercado hoje, acompanhe a cobertura do Seu Dinheiro.
P.S.: Ao contrário do informado na newsletter de ontem, o ano lunar chinês encerrado na semana passada foi o do tigre de água, e não o do tigre de madeira. A informação correta foi uma cortesia do leitor Gino Romanelli.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS
Surreal! O ‘peso-real’ deixou todo mundo histérico, mas inutilmente. Entenda por que moeda comum não vai sair do papel. Uma ideia ruim acabou sendo explicada da maneira errada para um jornal com um pouco mais de credibilidade e peso-real rendeu uma confusão enorme – e o colunista Matheus Spiess explica o porquê.
RESPIRO?
Americanas (AMER3) sobe 12,7% no primeiro dia fora do Ibovespa, mas ações acumulam tombo de 93% desde escândalo contábil. Os papéis da varejista se despediram do Ibovespa na última sexta-feira valendo menos de um real.
CAIXA CHEIO
Ganhou mais: Petrobras (PETR4) recebe pagamento adicional de R$ 313 milhões da TotalEnergies. Em abril do ano passado, a estatal já havia recebido um pagamento bilionário por conta de uma participação no campo de Atapu.
O FIM DE UM 'SONHO'
O melhor cartão de crédito para juntar milhas perdeu a majestade: Itaucard Pão de Açúcar muda regras de pontuação e decepciona viajantes. Cartão queridinho dos viajantes obcecados por juntar milhas passa a fazer conversão de pontos com base no valor das compras em dólar, e não mais em real.
FORA DA PLAYLIST
A crise chegou ao streaming: Spotify anuncia demissão de 6% da força de trabalho. E, à moda das big techs, a informação chegou via e-mail aos funcionários com a assinatura do CEO, Daniel Ek; o motivo para o corte no quadro de pessoal é o cenário macroeconômico.
SUCESSO NOS CINEMAS
Avatar 2 faz história: James Cameron é o único diretor com três filmes com mais de US$ 2 bilhões em bilheteria. A continuação “Avatar: O Caminho da Água” arrecadou US$ 2,023 bilhões desde a estreia, segundo o site The Numbers.
Uma boa terça-feira para você!
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