O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Após 60 dias de mandato, está claro que o mercado financeiro já precifica Lula com Dilma. Para ser mais preciso: 73% como Dilma
Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva escondia com afinco quais seriam suas diretrizes macroeconômicas caso fosse eleito.
Jogando no escuro, o mercado financeiro lhe cobrava um plano, mas dava o benefício da dúvida (ao menos publicamente): seu terceiro mandato poderia ser de mais ortodoxia fiscal, como foi o primeiro (2003-2006), ou de mais desenvolvimentismo, como o de Dilma Rousseff (2011-2014).
Era isso que ouvíamos em outubro, novembro e dezembro do ano passado.
Após 60 dias de mandato, está claro que o mercado financeiro já precifica Lula com Dilma. Para ser mais preciso: 73% como Dilma.
Dê uma olhada no gráfico abaixo, elaborado pela Studio Investimentos:
A linha laranja é a taxa da NTN-B para 2050; a azul, o mesmo título de 2030. Esse número é, na prática, quanto o mercado cobra de juros reais para emprestar dinheiro para o governo.
Ele é uma excelente medida do que o mercado acha da capacidade de pagamento do Tesouro Nacional. Se algo no Brasil pode ser considerado um score de crédito do governo, isso é o que chega mais perto.
O ponto mais alto do gráfico, considerando a linha laranja, acontece no auge da crise do governo Dilma: 7,63% ao ano em 22 de setembro de 2015. No último dia 27, esse número era de 6,42%. O que pode ser interpretado como: o mercado já enxerga nesse governo 73% do risco que enxergava no governo Dilma.
(Como o risco nunca vai ser zero, nesse tipo de cálculo o mercado subtrai o mínimo do período, de 3,23%, resultando em [6,42 - 3,23] / [7,63 - 3,23] = 73,18%).
Em grande medida, essa desconfiança maior do mercado financeiro foi construída pelo próprio governo.
Depois de sua posse, o presidente Lula resolveu opinar sobre a política monetária do Banco Central, questionar sua autonomia e as intenções “desse cidadão” Roberto Campos Neto, que mantém os juros em 13,75%.
Leia Também
A isso, soma-se a disputa entre a “facção Haddad” e a “facção Gleisi” do governo, a indicação de um político para a Petrobras entre tantos outros fatos e factoides.
O efeito no mercado fica evidente na tabela abaixo, também da Studio:
Se você comparar os pregões recentes ao primeiro dia após a eleição terminar, vai perceber que o mercado, após as eleições, previa juros mais baixos para o fim de seu mandato do que o que prevê hoje.
Os números mostram, portanto, que a expectativa do mercado em relação ao governo piorou conforme ele começou a piorar. Em outras palavras, ficou claro que Lula está dilmando.
Abraços,
Renato Santiago
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista
Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira
Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam
Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita
Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo
Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros
Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?