Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O que Charlie Munger pode nos ensinar sobre o próximo bull market

O escudeiro de Warren Buffett deixou vários ensinamentos, mas os mais importantes para mim são sobre a inveja

1 de dezembro de 2023
6:37 - atualizado às 14:45
Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway e braço direito de Warren Buffett
Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway e braço direito de Warren Buffett. - Imagem: Shutterstock

Nesta semana, o mundo dos investimentos ficou mais triste. Perdemos Charlie Munger, um dos maiores investidores de todos os tempos e, mais do que isso, uma grande pessoa.

Em seus quase 100 anos de vida – ele iria completar um século no dia 1º de janeiro – o escudeiro de Warren Buffett nos ensinou muita coisa, e seria impossível tentar colocar tudo aqui.

Mas os ensinamentos mais importantes dele para mim são sobre a inveja. Mais especificamente, duas citações memoráveis sobre sobre o assunto:

"A inveja é um pecado extremamente estúpido, porque é o único dos sete pecados capitais dos quais você não tem nenhuma diversão."

"Aqui vai uma verdade que provavelmente o seu assessor de investimentos discordará: se você está ficando rico e um conhecido está ficando rico mais rápido que você, por exemplo, investindo em ativos arriscados, e daí?! Alguém sempre estará ficando mais rico mais rápido do que você. Isso não é uma tragédia."

Por que isso é importante? No mundo dos investimentos, sempre estaremos rodeados de comparações, que por vezes podem escalar para a inveja ou a sensação que estamos sendo passados para trás.

Leia Também

"Tal fundo subiu X%, enquanto o outro valorizou Y% no período", "uma ação subiu 10% no período, enquanto aquela outra cresceu o dobro", "um determinado título de renda fixa ganhou Z% de valor no ano, enquanto o Tesouro Selic rendeu W%", e por aí vai…

Como investidores, sempre estaremos reféns dessas comparações, que na verdade podem se tornar perigosas e nos levar a conclusões equivocadas.

Não necessariamente o que subiu mais é melhor, porque muitas vezes os riscos associados são omitidos nessas comparações.

Um exemplo simples e fácil de entender é a escolha entre o Tesouro Selic ou uma debênture de uma empresa que não está muito bem das pernas.

Entre um retorno de 12% sem risco no Tesouro Selic e 12,5% na tal debênture, você não deveria ter dúvidas de que é melhor investir no primeiro, ainda que o retorno do segundo pareça maior.

Munger e a volta das comparações

Eu trouxe esse assunto à tona não apenas para lembrar desse ensinamento de Munger, mas porque se o ciclo de corte de juros no Brasil realmente começar a acelerar e as taxas pararem de subir nos Estados Unidos, há grandes chances de estarmos caminhando para um período favorável para a renda variável.

E isso significa que, em breve, você começará a se deparar com aquele vizinho, ou aquele parente contador de vantagem, todos dizendo que estão ganhando rios de dinheiro com o mercado de ações.

Em um cenário que o Ibovespa estiver subindo 50% em 12 meses, você começará a ficar desconfortável em ver sua carteira rendendo "apenas" 40%, especialmente se a rodinha de amigos e amigas estiver com retornos melhores do que os seus.

Mas será que isso é realmente um problema? Poxa, se mesmo investindo em empresas boas e com parte do seu portfólio seguro em renda fixa você está vendo o patrimônio crescer 40%, por que sofrer com o ganho de 50% dos outros?

Você não sabe onde eles estão se metendo, quais riscos estão assumindo e, mais importante, quanto eles estão arriscando do patrimônio se o mercado virar de uma hora para outra.

Não sei você, mas entre uma viagem tranquila de duas horas e outra que dura a metade do tempo, mas com sérios riscos de um acidente grave, eu escolho a primeira, muito obrigado!

"Agressivar" é diferente de fazer loucura

Não precisa ser como Munger para saber que, dependendo da melhora do ambiente, pode ser necessário fazer algumas alterações na carteira.

Reduzir um pouco a posição em renda fixa, alocar um pouco mais em ações de empresas cíclicas, que se beneficiam mais da queda de juros e aumento do PIB, são alterações que ajudam a aproveitar a melhora do mercado. Mas isso não significa entrar em qualquer bolha que você encontrar por aí.

Mas não se preocupe, quando elas começarem a aparecer, eu voltarei para alertar você.

Até lá, ainda dá para aproveitar bastante a valorização das ações brasileiras, que seguem descontadas e com muito potencial caso realmente estivermos diante de um período de juros mais baixos.

Outra classe de ativos que deve se beneficiar dessa queda de juros são os Fundos Imobiliários (FIIs), cujos rendimentos começam a ficar mais atrativos à medida que a Selic diminui, o que também deve começar a gerar maior procura por essa classe de ativos.

Aliás, preparamos um relatório gratuito para você acessar os melhores FIIs para gerar renda com imóveis em 2024. Se quiser conferir a lista, deixo aqui o convite.

  • As empresas que estão descontadas na Bolsa e podem valorizar muito em breve: veja 10 ações recomendadas para você investir AGORA e poder surfar o próximo bull market brasileiro. O relatório GRATUITO está disponível aqui.

Um grande abraço e até a próxima semana!

Ruy

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar