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O Brasil volta, enfim, a comemorar uma sexta-feira de Carnaval com tudo o que a data tem direito, mas nem por isso os investidores brasileiros se sentiram animados para ir às compras antes da pausa para o feriado.
Isso porque os últimos dias — com grande tensão entre o governo federal e o Banco Central — definitivamente passaram longe da temperatura ideal para o andamento dos negócios na B3.
É bem verdade que hoje (17) as novidades político-fiscais podem ser categorizadas como positivas, uma vez que o Conselho Monetário Nacional (CMN) não promoveu mudanças na meta de inflação e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a mostrar uma tentativa de aproximação com o BC.
A proximidade do feriado, no entanto, pesou — assim como o tom de cautela em Wall Street e o desempenho negativo do petróleo, refletindo preocupação com as chances de uma recessão global.
Como o seguro morreu de velho, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,70%, aos 109.176 pontos. Na semana, a alta do índice foi de 1,02%.
A curva de juros, que operou em alta durante quase toda a sessão, passou por um alívio na reta final das negociações. Já o dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,96%, a R$ 5,1615, refletindo a desvalorização global da moeda.
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Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
DESVENDANDO OS NÚMEROS
Vale (VALE3) tem balanço sólido, mas o mercado ainda prefere esperar para embarcar outra vez na mineradora — entenda os motivos. A empresa ainda depende de mais previsibilidade sobre o preço do minério e da solução para a divisão de metais básicos para decolar outra vez.
VIROU MODA?
Marisa (AMAR3) segue Tok&Stok e Americanas e dá calote em fundo imobiliário; o que está acontecendo com a varejista? A empresa é a maior locatária do FII em questão, o Brasil Varejo, correspondendo a 81,47% de sua receita.
ELO MAIS FRACO
Americanas pede autorização da justiça para pagar dívidas trabalhistas e com micro e pequenas empresas. Débito da varejista com os credores mais frágeis soma R$ 192,4 milhões, uma fração mínima do total que consta na recuperação judicial.
DECEPCIONOU
XP despenca quase 20% em Nova York após resultados considerados fracos, e Credit Suisse rebaixa ação para venda. Receitas da corretora no quarto trimestre registraram queda e decepcionaram analistas; lucro se manteve estável na comparação ano a ano.
COMPRAR OU VENDER?
A ação que já subiu mais de 26.000% na B3 ainda pode entregar mais? Veja o que pensam os analistas. Itaú BBA e JP Morgan mantiveram a recomendação para esses papéis e enxergam um potencial de valorização que pode chegar a 20%.
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