Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O ’11 de setembro’ israelense: como proteger seus investimentos em meio a uma tragédia humanitária

Entenda como ativos como ouro, títulos indexados à inflação e posições em moedas fortes ajudam proteger os investimentos nesses momentos de cautela

10 de outubro de 2023
6:21 - atualizado às 8:49
Barril de petróleo e mapa-múndi.
Conflito pressiona o petróleo. - Imagem: Shutterstock

Durante o fim de semana, ocorreu um evento trágico quando Israel foi alvo de um grave ataque terrorista perpetrado pelo Hamas na manhã de sábado, durante um feriado judaico importante, levando o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a declarar guerra em resposta.

No ataque, os terroristas do Hamas romperam a cerca da fronteira, invadindo cidades israelenses e disparando contra civis, incluindo participantes de um festival de música ao ar livre. Centenas de pessoas perderam suas vidas e mais de 100 foram sequestradas.

O Hamas é um grupo militante islâmico que foi designado como organização terrorista pelos EUA e pela União Europeia. Eles tomaram o controle da Faixa de Gaza em 2007, após a retirada de Israel, desencadeando várias guerras desde então.

A extensão desse conflito ainda não foi determinada, dada a constante inundação de informações em tempo real e a complexidade da situação.

Pior ataque a Israel desde a Guerra do Yom Kippur

No entanto, é evidente que a atmosfera na comunidade internacional é extremamente preocupante, considerando que este foi o pior ataque a Israel desde a Guerra do Yom Kippur em 1973.

Naturalmente, o mundo reagiu. O Presidente Biden e outros líderes ocidentais condenaram o ataque terrorista do Hamas e reafirmaram o direito de Israel de se defender. Os EUA deslocaram um grupo de ataque de porta-aviões para o Mediterrâneo Oriental para apoiar a contraofensiva de Israel, se necessário.

Leia Também

Por outro lado, o Irã elogiou o Hamas, um grupo que tem recebido apoio de longa data em termos de armas e tecnologia.

Há indícios de que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ajudou a planejar o ataque desde agosto e deu sinal verde ao Hamas na semana passada. As fontes internacionais estão divididas sobre esse assunto.

Apesar de alguns compararem esse incidente a um 11 de setembro para Israel, as táticas empregadas pelo Hamas se assemelham mais às usadas pela Rússia durante a invasão da Crimeia em 2014 do que pela Al-Qaeda em 2001.

Impacto em Israel deve ser duradouro

Isso representa uma falha notável no proclamado programa de inteligência de Israel, que terá um impacto duradouro em sua política e sociedade nas próximas décadas.

O impacto desse ataque se estenderá profundamente pelo Oriente Médio. Se realmente houve envolvimento de inteligência iraniana e apoio logístico externo, as relações entre o Ocidente e o Oriente Médio ficarão mais tensas.

O objetivo aparente é perturbar as negociações de paz entre israelenses e sauditas, aproveitando um momento em que Israel enfrenta desafios políticos internos e o Ocidente está menos preparado para reagir.

Além dos conflitos na Ucrânia, outros cenários de guerra ameaçam eclodir na Europa, como na Sérvia e no Azerbaijão, enquanto os EUA enfrentam dificuldades orçamentárias.

Vale mencionar que Israel estabeleceu conexões diplomáticas e econômicas com antigos adversários na região nos últimos anos. Um desses países, os Emirados Árabes Unidos, criticou veementemente a grave escalada do Hamas.

Conflito sem solução imediata

A reunião de emergência convocada pelo Conselho de Segurança da ONU para abordar o conflito entre o Hamas e Israel terminou sem um consenso claro e sem a divulgação de um comunicado conjunto.

Tudo indica que o conflito se prolongará sem uma solução imediata, especialmente agora que Israel iniciou uma ofensiva substancial contra o Hamas em resposta aos ataques terroristas.

Essa nova dinâmica geopolítica resultará em rearranjos e implicações significativas.

Além da interrupção nas negociações entre Israel e Arábia Saudita, outras frentes de combate podem se intensificar, como no Líbano, que pode se envolver por meio do Hezbollah, e a possível pausa no acordo nuclear entre os EUA e o Irã.

Apesar de manter uma distância física do conflito, o Brasil tem a responsabilidade de abordar essa crise, pois atualmente ocupa temporariamente a presidência do Conselho de Segurança da ONU e faz parte dos BRICS, um grupo que recentemente convidou o Irã para se juntar a partir de 2024.

Como essa nova guerra afeta o petróleo

No mercado internacional, o preço do petróleo disparou para quase US$ 88 por barril após os eventos do fim de semana, enquanto o dólar se fortaleceu e os ativos de risco, como ações, tiveram quedas globais.

A declaração de guerra pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em resposta ao ataque terrorista do Hamas, pode ter impactos significativos nos mercados, especialmente por estar em uma região próxima de grandes produtores de petróleo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar.

Embora os recentes eventos em Israel não representem uma ameaça imediata aos fluxos de petróleo, há o risco de o conflito se transformar em uma guerra por procuração mais devastadora, envolvendo os EUA e o Irã.

Qualquer retaliação contra Teerã, diante dos relatos sugerindo seu envolvimento nos ataques, poderia colocar em risco a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, um canal vital que o Irã ameaçou fechar.

Num cenário de curto prazo, é muito possível que o petróleo supere facilmente os US$ 95 por barril, com alguns prognosticando até ultrapassar os US$ 100.

Ainda assim, como regra geral, os surtos de conflito entre Israel e os palestinos neste século tiveram um impacto mínimo no preço do petróleo.

Um gráfico de Marko Papic, do Grupo Clocktower, analisa o desempenho médio do petróleo durante o período de 150 dias antes do início do conflito até 150 dias depois, demonstrando essa tendência.

Fonte: Clocktower.

Não é como a guerra do Yom Kippur

O paralelo histórico evidente com a Guerra do Yom Kippur de 1973, que desencadeou o embargo árabe ao petróleo, pode não ser relevante em um mundo muito menos dependente do petróleo do Oriente Médio.

Um retorno ao risco de tensões militares diretas — especialmente ataques israelenses às instalações nucleares do Irã — teria, provavelmente, um impacto sistêmico e não pode ser descartado se o conflito se intensificar.

Não estamos à beira de uma repetição do embargo de petróleo dos anos 1970, por várias razões, principalmente devido à independência energética dos EUA.

No entanto, preços mais altos do petróleo por um período prolongado certamente alimentariam as preocupações com a inflação. O conflito, por natureza, é inflacionário, especialmente no Oriente Médio.

Neste momento, podemos esperar um aumento moderado nos preços do petróleo para reconhecer que o risco de uma grande interrupção no fornecimento (causada por uma guerra) acabou de aumentar. Isso provavelmente estabelecerá um "piso" sob o preço do petróleo, mas não muito mais que isso por enquanto.

Além disso, o mercado de petróleo já está bastante apertado, com uma demanda crescente não sendo correspondida pela oferta.

Petróleo pode ajudar a proteger a carteira

Os fundamentos apontavam para um potencial de valorização considerável da commodity. Ao mesmo tempo, o petróleo representa uma possibilidade interessante de proteção para o restante da carteira.

A oferta de petróleo não é afetada imediatamente pelo ataque do Hamas. No entanto, há uma probabilidade de que o conflito se intensifique. Surge a possibilidade de um evento extremo.

Esse contexto trágico nos lembra da importância de ter proteções em nossas carteiras para momentos delicados como este, que podem piorar rapidamente.

Falamos recentemente sobre o ouro, que pode enfrentar pressão no curto prazo (devido ao aumento das taxas nos EUA), mas ainda é a principal reserva de valor na história.

No Brasil, podemos manter uma reserva de caixa que ainda rende dois dígitos e ancorar os rendimentos de nossa carteira em títulos indexados à inflação, o que já é benéfico.

Posições em moedas fortes, como o dólar, também são essenciais, especialmente porque o caixa em dólar já está rendendo mais de 5%.

No curto prazo, é um momento de cautela, com os investidores buscando proteção. Tudo isso, claro, é feito com o devido dimensionamento das posições, levando em conta o perfil de risco, e uma diversificação de carteira adequada, com as respectivas proteções associadas.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia