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Economia da China em apuros e yuan sem forças para substituir o dólar: Entenda tudo o que está acontecendo com o gigante asiático

Confira tudo o que está acontecendo com a China, inclusive como anda e onde pode chegar o país, atualmente a segunda maior economia do mundo

Arte mostrando, na parte inferior, a bandeira da China e, na parte superior, prédios com arquitetura oriental; cruzando a imagem, uma seta amarela descendente. A imagem representa as dificuldades da economia chinesa
Imagem: iStock

A China é hoje o principal parceiro comercial brasileiro. Apenas em 2022, foram quase US$ 88 bilhões em exportações. Não é de se estranhar, portanto, que sempre que se fale da economia brasileira e do nosso mercado de ações, a China apareça. 

Nos nossos dois episódios mais recentes do Market Makers, o 45, com Ruy Alves (Kinea), e 46, com José Rocha (Dahlia) e Roberto Dumas (Insper), ouvimos muito sobre como anda e onde pode chegar o país, atualmente a segunda maior economia do mundo. 

De temas atuais, como a esperada reabertura econômica, a assuntos mais estruturais, como o processo de desenvolvimento dos asiáticos, os dois programas tiveram embutidas pequenas aulas sobre o país, ministradas com o conteúdo e a profundidade típicas das nossas fontes.

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Este texto é uma tentativa de organizar e sintetizar esse vasto conteúdo.

Como a Ásia e a China funcionam

As grandes economias asiáticas viveram ciclos bastante semelhantes. Começaram agrárias e aumentaram sua produtividade, liberando mão de obra para as fábricas.

Em seguida, concentraram investimento na indústria, atraindo divisas com exportações de qualidade, para, depois, se transformarem em economias de consumo.

No caso da China, o último passo não vem acontecendo: o dinheiro acaba em imóveis, e não para o consumo, o que acaba trazendo uma concentração de capital enorme.

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Hoje, só 40% do PIB chinês vem do consumo. No caso do Brasil, são 65%.

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Esse é o momento chinês no típico ciclo asiático.

Os imóveis na China

O crescimento chinês, em parte, é construído com o Estado vendendo terrenos para o desenvolvimento imobiliário, numa dinâmica que acontecia há muitos anos no país.

”A gente sempre se perguntou como se fecharia a conta do crescimento chinês sem a dinâmica dos terrenos. Como seria a economia quando esse ciclo se quebrasse? Estamos tendo as primeiras respostas”, concluiu Ruy.

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Uma reabertura diferente

A conclusão do gestor da Kinea vem do fato de a reabertura chinesa não estar mostrando o vigor que se imaginava no que diz respeito ao desenvolvimento imobiliário e de infraestrutura.

A retomada da China fica evidente no consumo de bens de luxo, no turismo e nos outros serviços. Na construção, até agora, nada.

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O novo normal na China

O principal sinal que essa reabertura traz é o de que a economia local não tem mais como crescer com transpiração, mas precisa de inspiração.

Em outras palavras: a mera injeção de capital na construção de infraestrutura e imóveis não será suficiente para sustentar patamares de crescimento do PIB na casa de 8% ou 9%.

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O novo normal deve ser a casa do 4,5% a 5%.

A China precisa, portanto, de ganho de produtividade, mas seu governo joga contra a iniciativa privada, maior responsável por esses ganhos em qualquer economia do mundo.

'Desdolarização' não

É bastante improvável que a moeda chinesa substitua o dólar como divisa internacional enquanto os partido comunista chinês não abrir mão de controlar os bancos e o câmbio.

Além disso, os Estados Unidos têm uma economia maior e mais independente de outros países que a chinesa.

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População vai cair

No ano passado, a população chinesa caiu pela primeira vez nos últimos 60 anos.

A natalidade do país vem reduzindo há anos devido aos custos de criação de uma criança.

Se o ritmo se mantiver assim, a população do país pode cair pela metade em 2100.

Abraços,
Renato Santiago

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