O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Nenhuma outra força é tão importante quanto os juros. Além de afetar a economia, as taxas afetam diretamente o preço dos ativos
Em um conjunto de dimensões distantes e de segunda mão, em um plano astral que nunca foi feito para voar, as névoas estelares ondulantes oscilam e se separam...
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEA tartaruga, cujo nome é Grande A'Tuin, vem nadando lentamente pelo abismo interestelar, com gelo de hidrogênio em seu enorme e antigo casco marcado com crateras de meteoros. Através de olhos do tamanho do mar, incrustados de remela e poeira de asteroides, ela olha fixamente para o Destino.
Num cérebro maior que uma cidade, com lentidão geológica, ela pensa apenas no peso.
A maior parte do peso é, obviamente, explicada por Berilia, Tubul, Grande T'Phon e Jerakeen, os quatro elefantes gigantes sobre cujos ombros largos e bronzeados repousa o Mundo.
Trecho retirado do livro The Colour of Magic, de Terry Pratchett
A Turtle Theory ou Teoria da Tartaruga tornou-se popularmente conhecida pelo escritor britânico de ficção científica Terry Pratchett em Discworld, sua série de 41 romances. De acordo com a teoria, o mundo é suportado por quatro elefantes gigantes que, por sua vez, ficam em cima de uma enorme tartaruga, chamada Grande A’Tuin, que nada lentamente pelo espaço.
É difícil e maluco imaginar uma tartaruga sustentando quatro elefantes no meio do universo, mas para facilitar a imaginação de todos, seria mais ou menos isso daqui:
Leia Também
A imagem dos quatro elefantes que sustentam o mundo é uma metáfora para explicar como o universo é mantido em equilíbrio a partir de uma série de forças que se conectam entre si. A tartaruga que sustenta os quatro elefantes é, portanto, a força que sustenta a estabilidade do mundo.
Trazendo essa metáfora para o mercado financeiro, nenhuma outra força é tão importante quanto as taxas de juros. Além de afetar a economia em si, as taxas de juros têm múltiplas consequências sobre o preço dos ativos.
Quando as taxas de juros sobem, todos os preços dos ativos devem cair. É quase uma lei da natureza.
O primeiro efeito do juro se traduz em um aumento na despesa financeira das empresas. A empresa tem lá uma dívida atrelada ao CDI; quando os juros sobem, ela passa a pagar mais para o banco e sobra menos dinheiro para o acionista ou para investir em crescimento. O lucro cai.
O aumento do juro também implica menor consumo por parte das famílias naquela economia. As famílias compram menos. As empresas têm suas receitas caindo. O lucro também cai em função da menor demanda, somando-se ao impacto negativo gerado pela redução de despesa financeira.
Quanto menor o lucro, menor a predisposição do investidor em pagar ‘caro’ pela empresa. Simples, certo? O investidor paga mais caro por empresas que crescem lucro.
A coisa vai ficando ainda pior quando o lucro menor das empresas e o juro alto retiram a atratividade do investimento em ações. O momento ruim causa uma maciça migração da renda variável para a renda fixa.
Esse tem sido o Brasil dos últimos 2 anos.
Com o juro básico indo a 13,75%, voltamos ao paraíso do CDI. Se você pode ganhar mais de 1% ao mês sem sair do seu sofá, sem risco de crédito e com liquidez diária, esse parece mesmo ser o caminho natural.
Pessoa física vende Bolsa todo dia e com isso cria-se um ciclo vicioso em que os gestores de fundo precisam se preocupar mais em honrar resgates do que propriamente selecionar as novas ações para comprar.
O cotista pede o resgate, o gestor é obrigado a vender; essa pressão vendedora empurra as ações ainda mais pra baixo; o cotista se aborrece e pede um novo saque. Um loop ruim e difícil de ser quebrado.
Você pode estar concluindo que o momento é péssimo para comprar ações, certo? Não, errado.
Se a elevação do juro é péssima para ativos de risco, o contrário é verdadeiro: a queda do juro é ótima para ativos de risco.
Depois de ter subido de 2% para 13,75%, o consenso ta voltando a acreditar na queda do juro brasileiro. Difícil cravar o momento exato em que isso vai acontecer. Nem quero passar essa vergonha, na verdade. Mas é difícil imaginar um juro desse por muito mais tempo do que já está com tanta empresa já sofrendo as consequências disso.
Sem falar da inadimplência da pessoa física. Devemos chegar ao final do ano com 72 milhões de pessoas negativadas, o equivalente a 40% da população ativa. É muita coisa.
Diante desse cenário, me parece que a tartaruga gigante que nada pelo mercado financeiro terá que mudar sua trajetória.
Se o juro recuar, vai ficar mais difícil sustentar múltiplos de preço tão descontados como os atuais.
Nesse gráfico da Brasil Capital, é possível observar como o múltiplo Preço/Lucro do Ibovespa se encontra em patamares bem abaixo da média histórica, mesmo fatiando o índice entre empresas de commodities e empresas locais.
Me parece que o atual patamar de preços aliado a possibilidade de queda de juro, torna o momento atual assimétrico.
Isso não significa que a bolsa vai subir de forma rápida e relevante. A não ser que o governo enderece nosso problema secular, que é a trajetória da dívida - o que não me parece o caso.
Mas na minha opinião, o investidor corajoso que está comprando ações hoje, após um árduo período colhendo prejuízo, me parece ter mais probabilidade de ganhar do que de perder.
Posso estar completamente errado, mas é justamente isso o que tenho feito na minha carteira pessoal:
A hora que a tartaruga mudar de direção, eu já estarei posicionado para me beneficiar dela.
Um abraço,
Matheus Soares
Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo
Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência
Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional
O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas
Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje
Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá
Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor
Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio
O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor