🔴 UM SALÁRIO MÍNIMO DE RENDA TODO O MÊS COM DIVIDENDOS? – DESCUBRA COMO

A agência de turismo que se tornou uma das minhas ações de tecnologia favoritas

As agências de turismo digitais, como Booking, Airbnb e Expedia são negócios já antigos e extremamente lucrativos. Conheça a minha favorita

23 de março de 2023
6:15 - atualizado às 16:52
Uma imagem de praia dentro de uma tela de celular
Uma imagem de praia dentro de uma tela de celular - Imagem: DALL-E

Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Nos últimos meses, gastei um tempo considerável estudando as maiores empresas de turismo do mundo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As OTAs, sigla em inglês para agências de turismo digitais, como Booking, Airbnb e Expedia são negócios já antigos, extremamente lucrativos e suportados por tendências de longo prazo bastante positivas.

A conclusão deste estudo se deu no final de 2022, com a recomendação de compra para as ações do Booking.com (Nasdaq: BKNG | B3: BKNG34), para os assinantes da série Investidor Internacional, da Empiricus.

Hoje, compartilho com os leitores do Seu Dinheiro alguns dos pontos mais interessantes sobre essa tese de investimentos.

  • Você investe em ações, renda fixa, criptomoedas ou FIIs? Então precisa saber como declarar essas aplicações no seu Imposto de Renda 2023. Clique aqui e acesse um tutorial gratuito, elaborado pelo Seu Dinheiro, com todas as orientações sobre o tema. 

Booking: A maior empresa de turismo do mundo não tem nenhuma propriedade

Enquanto escrevo essas linhas, o valor de mercado das ações do Booking é de US$ 96 bilhões (pouco mais de R$ 500 bilhões). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O portfólio de negócios da companhia é composto pelos sites Booking, Kayak e Rentalcars (os mais populares), entre outros.

Leia Também

Fonte: Booking

Num segmento notoriamente fragmentado, o valor do agregador se tornou claro nos últimos 10 anos.

Não só o Booking evoluiu para se tornar a maior OTA do mundo, como se tornou também o maior anunciante do Google, uma das maiores referências globais sobre marketing digital de performance e conversão.

"Alugando" o Google

Praticamente a totalidade da linha de despesas de marketing nos demonstrativos do Booking são gastos de publicidade com o Google Search. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2019 (onde os números estão mais próximos de seu equilíbrio de longo prazo, sem efeitos da pandemia), foram aproximadamente US$ 5 bilhões em despesas de marketing.

Essa despesa se transformou em pouco mais de US$ 100 bilhões em "bookings", ou seja, viagens contratadas através da plataforma.

Diferente, por exemplo, do Airbnb, que é super reconhecido na indústria por sua capacidade de gerar tráfego orgânico (e portanto, construir uma marca forte), o Booking "aluga" o Google em vez de se pautar na força da sua marca.

Assim, a empresa concentra seus esforços em decifrar os algoritmos mais importantes do mundo e se posicionar como um agregador natural nessa vertical de pesquisas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na época do IPO, um dos grandes argumentos dos investidores de AirBnb era que a empresa podia economizar em marketing, enquanto seu maior concorrente “desperdiçava” bilhões de dólares anualmente com essas despesas.

Um bom argumento teórico, mas que não resiste a um confronto com a realidade: o Booking não só é um muito mais rentável que o AirBnb como tem cada vez mais adentrado o terreno do concorrente.

Gigante, lucrativo e ainda em trajetória de crescimento

Obviamente, a pandemia puxou um freio de mão para toda a indústria de turismo.

Três anos depois, o Booking está finalmente acima dos níveis de 2019, além de ainda contar com enorme espaço para recuperar rentabilidade e seguir surfando uma demanda reprimida nos últimos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por exemplo, no 4T22, o volume de vendas ("gross bookings", em inglês) nas plataformas do Booking totalizou US$ 27,3 bilhões, crescimento de 43% na comparação anual.

No consolidado de 2022, o volume de vendas totalizou US$ 121 bilhões (ultrapassando os US$ 100 bilhões pela primeira vez na história da companhia), equivalentes a um crescimento de 26% versus 2019.

Esse crescimento foi amparado tanto pelo crescimento do volume de reservas quanto pela expansão do ticket médio. Se você fechou férias recentemente sabe do que estou falando.

Em 2022 a receita do Booking totalizou US$ 17 bilhões, ou 14,1% do volume de vendas da plataforma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do aumento na demanda, outros dois fatores são interessantes na tese de investimentos:

  • a internalização do meio de pagamentos pelo Booking e
  • a redução estrutural nos gastos com marketing, graças ao aumento da popularidade do seu aplicativo mobile. 

O pagamento é um dos grandes gargalos que o Booking enfrentou durante anos.

Seus fornecedores são hotéis dos mais variados tamanhos, a maioria deles sem qualquer infraestrutura de tecnologia. Sem um meio de pagamentos para assegurar a transação, é mais difícil que a empresa gerencie cancelamentos e descontos.

As receitas vindas do processamento de pagamentos, apesar das margens menores, são totalmente incrementais. O objetivo da empresa é alcançar 60% de pagamentos processados dentro de casa, nos próximos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, esse volume ainda gira em torno de um terço.

O potencial do aplicativo

Agora, sobre o aplicativo, o app do Booking tem ganho representatividade nas vendas totais em todos os anos, nos últimos 5 anos. 

Hoje, 44% das viagens fechadas na plataforma ocorrem diretamente no app, sem haja compartilhamento de receitas com parceiros comerciais, como o Google.

Esses fatores, em longo prazo, tendem a beneficiar as margens da empresa, mesmo que o setor se torne mais competitivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Booking: Alto potencial de longo prazo

Há pouco, mencionei que o Booking é altamente lucrativo. 

Pelas minhas contas, entre 2011 e 2019 o Booking teve uma geração de caixa livre para o acionista acumulada de aproximadamente US$ 29 bilhões. Desse montante, 75% (ou cerca de US$ 22 bilhões), foram utilizados para recomprar ações.

Com essa dinâmica, entre 2013 e o final de 2022, a quantidade de ações em circulação do Booking diminuiu em 26%, fazendo com o que o lucro por ação crescesse muito mais do que a receita líquida.

Quantidade de ações em circulação do Booking (amarelo), preço da ação (vermelho) e o volume financeiro alocado em recompra de ações (verde) | Elaboração: Empiricus | Fonte: Koyfin

Um equilíbrio como esse é o sonho de todo acionista de longo prazo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos últimos 12 meses, por exemplo, a empresa reduziu em 5% a quantidade de ações em circulação.

Ao somar o potencial da empresa de seguir crescendo receitas acima de 10% ao ano nos próximos anos, o espaço para ganhos de margem e o suporte de um retorno aos acionistas de cerca de 5% ao ano via recompra de ações, não é preciso fazer nenhum malabarismo matemático para enxergar o potencial do Booking de ser uma ação entregando um retorno de aproximado de 15% ao ano, em dólares, para os seus acionistas ao longo dos próximos anos.

Hoje, essa é uma das minhas ações de tecnologia preferidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As projeções para a economia em 2026, inflação no Brasil e o que mais move os mercados hoje

26 de novembro de 2025 - 8:36

Seu Dinheiro mostra as projeções do Itaú para os juros, inflação e dólar para 2026; veja o que você precisa saber sobre a bolsa hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os planos e dividendos da Petrobras (PETR3), a guerra entre Rússia e Ucrânia, acordo entre Mercosul e UE e o que mais move o mercado

25 de novembro de 2025 - 8:20

Seu Dinheiro conversou com analistas para entender o que esperar do novo plano de investimentos da Petrobras; a bolsa brasileira também reflete notícias do cenário econômico internacional

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: O paradoxo do banqueiro central

24 de novembro de 2025 - 19:59

Se você é explicitamente “o menino de ouro” do presidente da República e próximo ao ministério da Fazenda, é natural desconfiar de sua eventual subserviência ao poder Executivo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Hapvida decepciona mais uma vez, dados da Europa e dos EUA e o que mais move a bolsa hoje

24 de novembro de 2025 - 7:58

Operadora de saúde enfrenta mais uma vez os mesmos problemas que a fizeram despencar na bolsa há mais dois anos; investidores aguardam discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE) e dados da economia dos EUA

BOMBOU NO SD

CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3), o ‘terror dos vendidos’ e mais: as matérias mais lidas do Seu Dinheiro na semana

23 de novembro de 2025 - 17:13

Matéria sobre a exposição da Oncoclínicas aos CDBs do Banco Master foi a mais lida da semana; veja os destaques do SD

MERCADOS HOJE

A debandada da bolsa, pessimismo global e tarifas de Trump: veja o que move os mercados hoje

21 de novembro de 2025 - 9:27

Nos últimos anos, diversas empresas deixaram a B3; veja o que está por trás desse movimento e o que mais pode afetar o seu bolso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Planejamento, pé no chão e consciência de que a realidade pode ser dura são alguns dos requisitos mais importantes de quem quer ser dono da própria empresa

20 de novembro de 2025 - 8:36

Milhões de brasileiros sonham em abrir um negócio, mas especialistas alertam que a realidade envolve insegurança financeira, mais trabalho e falta de planejamento

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Fed já pode usar AI para cortar juros?

19 de novembro de 2025 - 20:00

Chegamos à situação contemporânea nos EUA em que o mercado de trabalho começa a dar sinais em prol de cortes nos juros, enquanto a inflação (acima da meta) sugere insistência no aperto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A nova estratégia dos FIIs para crescer, a espera pelo balanço da Nvidia e o que mais mexe com seu bolso hoje

19 de novembro de 2025 - 8:01

Para continuarem entregando bons retornos, os Fundos de Investimento Imobiliários adaptaram sua estratégia; veja se há riscos para o investidor comum. Balanço da Nvidia e dados de emprego dos EUA também movem os mercados hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O recado das eleições chilenas para o Brasil, prisão de dono e liquidação do Banco Master e o que mais move os mercados hoje

18 de novembro de 2025 - 8:29

Resultado do primeiro turno mostra que o Chile segue tendência de virada à direita já vista em outros países da América do Sul; BC decide liquidar o Banco Master, poucas horas depois que o banco recebeu uma proposta de compra da holding Fictor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Eleição no Chile confirma a guinada política da América do Sul para a direita; o Brasil será o próximo?

18 de novembro de 2025 - 6:03

Após a vitória de Javier Milei na Argentina em 2023 e o avanço da direita na Bolívia em 2025, o Chile agora caminha para um segundo turno amplamente favorável ao campo conservador

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os CDBs que pagam acima da média, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje

17 de novembro de 2025 - 7:53

Quando o retorno é maior que a média, é hora de desconfiar dos riscos; investidores aguardam dados dos EUA para tentar entender qual será o caminho dos juros norte-americanos

VISÃO 360

Direita ou esquerda? No mundo dos negócios, escolha quem faz ‘jogo duplo’

16 de novembro de 2025 - 8:00

Apostar no negócio maduro ou investir em inovação? Entenda como resolver esse dilema dos negócios

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esse número pode indicar se é hora de investir na bolsa; Log corta dividendos e o que mais afeta seu bolso hoje

14 de novembro de 2025 - 8:24

Relação entre preço das ações e lucro está longe do histórico e indica que ainda há espaço para subir mais; veja o que analistas dizem sobre o momento atual da bolsa de valores brasileira

SEXTOU COM O RUY

Investir com emoção pode custar caro: o que os recordes do Ibovespa ensinam

14 de novembro de 2025 - 6:55

Se você quer saber se o Ibovespa tem espaço para continuar subindo mesmo perto das máximas, eu não apenas acredito nisso como entendo que podemos estar diante de uma grande janela de valorização da bolsa brasileira — mas isso não livra o investidor de armadilhas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Seca dos IPOs ainda vai continuar, fim do shutdown e o que mais movimenta a bolsa hoje

13 de novembro de 2025 - 7:57

Mesmo com Regime Fácil, empresas ainda podem demorar a listar ações na bolsa e devem optar por lançar dívidas corporativas; mercado deve reagir ao fim do maior shutdown da história dos EUA, à espera da divulgação de novos dados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos resumir uma vida em uma imagem?

12 de novembro de 2025 - 19:54

Poucos dias atrás me deparei com um gráfico absolutamente pavoroso, e quase imediatamente meu cérebro fez a estranha conexão: “ora, mas essa imagem que você julga horripilante à primeira vista nada mais é do que a história da vida da Empiricus”

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Shutdown nos EUA e bolsa brasileira estão quebrando recordes diariamente, mas só um pode estar prestes a acabar; veja o que mais mexe com o seu bolso hoje

11 de novembro de 2025 - 8:28

Temporada de balanços, movimentos internacionais e eleições do ano que vem podem impulsionar ainda mais a bolsa brasileira, que está em rali histórico de valorizações; Isa Energia (ISAE4) quer melhorar eficiência antes de aumentar dividendos

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ibovespa imparável: até onde vai o rali da bolsa brasileira?

11 de novembro de 2025 - 7:28

No acumulado de 2025, o índice avança quase 30% em moeda local — e cerca de 50% em dólar. Esse desempenho é sustentado por três pilares centrais

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Como era verde meu vale do silício

10 de novembro de 2025 - 19:57

Na semana passada, o mitológico investidor Howard Marks escreveu um de seus icônicos memorandos com o título “Baratas na mina de carvão” — uma referência ao alerta recente de Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, sobre o mercado de crédito

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar