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A nova leva de ministros inclui o “núcleo duro” do governo, que ficará com o PT; confira os nomes que Lula anunciou e as peças que ainda faltam
A dez dias de tomar posse, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira mais nomes para compor o futuro ministério.
A nova leva de ministros inclui o "núcleo duro" do governo, que ficará com o PT e terá o deputado Alexandre Padilha em Relações Institucionais.
A Casa Civil, entregue ao governador da Bahia, Rui Costa, terá um perfil mais técnico e de gestão, nos moldes do que era quando Dilma Rousseff comandou a pasta, de 2005 a 2010, no governo Lula.
Mas o anúncio de hoje deixou de fora cargos sobre os quais ainda há impasse, como Minas e Energia e Cidades, negociados tanto com o MDB quanto com o Centrão. Ainda restam 13 vagas nos ministérios, de acordo com o próprio Lula.
Lula convidou o economista André Lara Resende para assumir o Planejamento, mas ele ainda hesita. O petista pediu, então, para o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice eleito, Geraldo Alckmin, conversarem com Lara Resende na tentativa de convencê-lo a aceitar.
Outro nome sondado para o Planejamento foi o do senador eleito Renan Filho (MDB-AL), ex-governador de Alagoas. Mas a indicação é da bancada do MDB no Senado, que reivindica uma pasta com orçamento mais robusto e visibilidade. Os ministérios favoritos são o das Cidades, a ser recriado, ou Minas e Energia.
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Os dois ministérios também entraram na fatura do Centrão como contrapartida por ajudar Lula a aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição no Congresso, que permite ao futuro governo ampliar os gastos.
A senadora Simone Tebet (MDB-MS) virou outro problema para Lula. Ela gostaria de comandar o Ministério do Desenvolvimento Social, que abrigará o Bolsa Família. O programa, no entanto, é considerado a vitrine do novo governo e o PT não quer entregar esse ministério.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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