O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com voto de Lewandowski, placar contrário à continuidade do orçamento secreto vai a 6 a 4 e não podia mais ser revertido
O que já era considerado imoral agora também é ilegal. O Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta segunda-feira pela inconstitucionalidade do uso indevido das emendas do relator depois que o ministro Ricardo Lewandowski declarou-se contrário ao chamado “orçamento secreto”.
O voto de Lewandowski levou o placar no STF a 6 a 4 em favor da inconstitucionalidade do mecanismo. Diante disso, mesmo com o voto do ministro Gilmar Mendes a favor do “orçamento secreto”, a situação não pôde mais ser revertida na mais alta instância da poder judiciário brasileiro. O placar final ficou em 6 a 5.
O primeiro voto pela inconstitucionalidade do “orçamento secreto” foi proferido pela relatora da ação, a ministra Rosa Weber. Votaram com ela os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.
Já os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes argumentaram que o mecanismo deve continuar válido, desde que passe a ser mais transparente e a seguir critérios mais claros de distribuição de recursos.
Hoje conhecidas como parte do “orçamento secreto”, as emendas do relator tornaram-se alvo de críticas nos últimos meses pela falta de transparência.
A destinação dos recursos derivados das emendas de relator era definida em negociações entre parlamentares aliados e o governo.
Leia Também
Estabelecido durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), o “orçamento secreto” transformou-se em moeda de troca entre o governo federal e o Congresso Nacional.
Em uma tentativa de chegar a um meio termo, o Congresso comprometeu-se em dar mais transparência às emendas de relator.
Ainda assim, 30% dos parlamentares com emendas contempladas no orçamento secreto não apresentaram nenhuma informação.
O voto de Rosa Weber foi considerado duro por observadores. A ministra cita a violação de princípios como transparência, impessoalidade, moralidade e publicidade.
Em seu voto, ela propõe que as leis orçamentárias de 2021 e de 2022 sejam interpretadas com base na Constituição Federal.
Deste modo, as emendas de relator geral do orçamento, designadas apenas pelo código RP-9, poderiam ser aplicadas somente na correção de erros e omissões. Ficaria assim proibido seu uso indevido na inclusão de novas despesas e investimentos no Orçamento da União.
Entre suas críticas, Rosa Weber afirmou que “o segredo injustificado sobre a arrecadação de despesas e a destinação de recursos públicos é incompatível com a forma republicana e o regime democrático de governo”.
Ainda de acordo com a relatora, a emendas em questão beneficiaram um grupo restrito e incógnito de parlamentares.
Apesar de um pedido do STF, o Congresso Nacional e o Ministério da Economia foram incapazes de identificar adequadamente nos autos do processo os pleiteantes das despesas registradas sob o código RP-9, bem como as obras realizadas, os objetos adquiridos ou os programas beneficiados.
Na avaliação da ministra, os fatos mostram a progressiva tomada do orçamento por integrantes da bancada de apoio ao governo e a transformação do orçamento em uma espécie de balcão de negócios.
“A balcanização do orçamento, que deixa de atender a critérios objetivos de distribuição, leva à desestruturação de serviços e políticas públicas essenciais, cujo planejamento fica inviabilizado”, justificou Rosa Weber.
A votação do STF pela inconstitucionalidade do orçamento secreto vinha sendo acompanhada com apreensão em Brasília.
Aliados do governo eleito temiam que um resultado contrário ao orçamento secreto indispusesse o chamado Centrão com o presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva e barrasse a PEC da Transição na Câmara.
Na noite de domingo, porém, o ministro Gilmar Mendes autorizou o governo a abrir crédito extraordinário para financiar programas de renda básica, dinheiro que era buscado por Lula na PEC da Transição.
Na prática, a decisão proporciona uma saída para Lula manter a promessa de pagar benefício mensal de R$ 600 no Bolsa Família mesmo sem conseguir aprovar a PEC da Transição.
Em um primeiro momento, a inconstitucionalidade das emendas de relator limita o acesso do Congresso ao orçamento. Resta saber como o Centrão reagirá ao revés.
*Atualizada às 13h41 com o voto de Gilmar Mendes.
Erich Decat, analista político da Warren, faz um balanço da gestão Lula 3 no podcast Touros e Ursos, e comenta os impactos da queda de Nicolas Maduro nas eleições brasileiras
Até o momento, não há notícias de brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques dos EUA ao país vizinho
Em entrevista à agência Reuters, o senador falou em corte de gastos, privatizações e governo “enxuto”
Previdência e seguro‑desemprego têm redução, enquanto emendas somam R$ 61 bilhões em ano eleitoral; texto vai ao plenário e pode ser votado ainda nesta sexta-feira (19)
Ministro afirma que não será candidato, mas prevê saída do cargo até fevereiro para colaborar com a reeleição de Lula
Durante evento nesta quinta-feira (11), promovido pelo Itaú Asset Management, Thomas Wu e Felipe Seligman dizem que o petista é o favorito, mas enfrenta alta rejeição e dilemas econômicos e geopolíticos que podem redefinir o futuro do Brasil
A ministra do Planejamento e Orçamento defendeu em evento da Febraban que o governo quer cortar “gastos ruins”, mas sofre com a resistência de grandes setores
STF tem maioria contra revisão da vida toda, do INSS; impacto da medida alivia até R$ 480 bilhões para as contas públicas
Segundo Moraes, convocação de apoiadores “disfarçada de vigília” indica a repetição do modus operandi da organização criminosa no sentido da utilização de manifestações populares criminosas, com o objetivo de conseguir vantagens pessoais
Ao decretar a prisão de Bolsonaro, Alexandre de Moraes argumentou que “foram adotadas todas a medidas possíveis para a manutenção da prisão domiciliar” do ex-presidente
Documento de identidade e caneta esferográfica preta são itens obrigatórios, e há itens de vestuário que são proibidos
Ex-ministro da Economia acredita que o mundo vive um novo momento de desordem em que os conservadores estão à frente das mudanças
Em visita à Indonésia, Lula confirmou que pretende disputar um quarto mandato; pesquisas mostram o petista na liderança das intenções de voto
Levantamento feito pelo Datafolha pressiona governo por definição clara antes da COP30, enquanto Petrobras aguarda liberação do Ibama
Com a decisão, Barroso encerrará um ciclo de 12 anos no STF
Levantamento Genial/Quaest indica resistência à nova candidatura do presidente, enquanto eleitorado bolsonarista se divide sobre o futuro político do ex-presidente
Deputados retiraram a votação do texto da pauta e, com isso, a medida provisória perde a validade nesta quarta-feira (8)
Aprovação sobe a 48%, impulsionada por percepção positiva da postura do governo diante de tarifas impostas por Trump
Medida provisória 1.303/25 é aprovada por comissão mista do Congresso e agora segue para ser votada nos plenários da Câmara e do Senado
Telefonema de 30 minutos nesta segunda-feira (6) é o primeiro contato direto entre os líderes depois do tarifaço e aumenta expectativa sobre negociações