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O tom adotado pelos grandes veículos do exterior é um só: a volta inédita do petista ao Palácio do Planalto, quatro anos depois de ter sido retirado da corrida presidencial que levou Bolsonaro ao comando do Brasil
Há algum tempo, o sentimento entre os brasileiros era de que o segundo turno das eleições jamais chegaria. Por isso, é de se imaginar que quando o confronto entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finalmente chegasse ao fim, a maioria esmagadora dos jornais brasileiros repercutiriam o resultado. O Seu Dinheiro, por exemplo, fez a cobertura completa do último domingo (30).
Acontece que não era apenas no Brasil que as decisões eleitorais eram aguardadas. Da Argentina à Inglaterra e da Espanha aos Estados Unidos, grandes veículos da imprensa estrangeira amanheceram com o resultado do pleito estampado em suas páginas.
O tom adotado pelas narrativas era um só: o retorno inédito do petista ao Palácio do Planalto, quatro anos depois de ter sido cortado da corrida presidencial que levou Bolsonaro à chefia do Brasil.
O jornal norte-americano The Washington Post acredita que a vitória do ex-presidente “devolve um titã esquerdista do Sul Global ao cenário mundial, onde sua voz progressista contrastará fortemente com a da direita”.
O Post destacou as promessas de Lula de defender a democracia, salvar a floresta amazônica e levar justiça social ao país ao derrotar o presidente trumpiano do Brasil”.
Já o portal do jornal New York Times ressaltou o “notável retorno político” de Lula após o político ter saído de uma cela de prisão. O petista ficou 580 dias detido sob determinação do então juiz Sergio Moro após os escândalos de corrupção ligados à Operação Lava Jato.
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“A vitória completa um renascimento político impressionante para Lula – da presidência à prisão e vice-versa – que antes parecia impensável”, disse o NYT.
O jornal norte-americano ainda ressaltou como “dezenas de milhões de brasileiros se cansaram do estilo polarizador e das frequentes turbulências do governo” de Bolsonaro.
Afinal, em mais de três décadas de democracia no Brasil, esta é a primeira vez em que um presidente em exercício não conseguiu vencer a reeleição, apesar das margens apertadas.
Para a britânica BBC, o maior desafio enfrentado por Lula será unir o Brasil.
O petista venceu o segundo turno com a menor margem de vitória da história do país — o que mostra o quão dividido os brasileiros estão em relação à aceitação do novo chefe do Executivo.
“Goste dele ou o odeie, o fato de Lula, outrora o político mais popular do Brasil, estar voltando ao cargo máximo é um momento da história.”
A BBC enfatizou ainda o silêncio de Bolsonaro após a vitória do rival no domingo. “Um mau perdedor talvez, mas há uma preocupação real sobre se Bolsonaro e seus seguidores mais radicais aceitarão o voto.”
Outro britânico, o The Guardian, ressaltou que o candidato do PT disputou as eleições presidenciais deste ano “contra um oponente que ficará na história tanto pela forma como manchou o mais alto cargo do Brasil quanto por quaisquer grandes conquistas políticas”.
“O futuro de uma das maiores democracias do mundo e da floresta amazônica estava no fio da navalha quando o Brasil realizou sua eleição mais importante em décadas”, escreveu o jornal.
Na França, o foco da imprensa foi a expectativa — nacional e internacional — de uma resposta de Bolsonaro ao que foi decidido nas urnas, após inúmeros questionamentos do candidato à reeleição sobre a veracidade do sistema eleitoral brasileiro e sobre a mídia no país.
O Le Monde destacou que “a ‘fênix brasileira’ tinha um longo caminho para percorrer”, uma vez que, desde as eleições de 2018, o sentimento antipetista se espalhou pelo país e determinou a vitória do rival Bolsonaro há quatro anos.
Enquanto isso, na Argentina, o Clarín deu luz ao novo erro das pesquisas eleitorais, que previam uma vantagem maior de Lula ante Bolsonaro.
“O resultado indica que o PT não conseguiu convencer plenamente um país que se voltou largamente para a centro-direita”, disse o jornal.
Na visão do Clarín, a reduzida diferença entre o petista e o atual presidente consolidou Bolsonaro como o chefe da oposição a Lula e “tem reflexos que marcarão o futuro imediato do país”.
O espanhol El País destaca que, apesar de as eleições finalmente terem chegado ao fim, a batalha de Lula ainda não terminou. “Bolsonaro foi derrotado nas urnas, mas é inegável que culturalmente não.”
“Os últimos meses viram uma estratégia altamente sofisticada para frustrar a tentativa de Bolsonaro de corroer a democracia, oferecendo uma lição importante para países cuja democracia também está ameaçada”, analisou o jornal.
Mesmo assim, o El País acredita que, ainda que Bolsonaro aceite a derrota em um cenário improvável e que a transição para Lula seja feita de forma pacífica, “é difícil que a democracia brasileira seja totalmente recuperada”.
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