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Havia grande expectativa sobre o que o atual chefe do Executivo diria sobre o resultado das eleições, cuja transparência e segurança foi tão questionada por Bolsonaro ao longo da campanha
Foram mais de 40 horas em silêncio, que quebraram o protocolo do reconhecimento da vitória do adversário. Mas na tarde desta terça-feira (01), o presidente Jair Bolsonaro (PL) finalmente veio à público fazer um pronunciamento após a derrota no segundo turno das eleições de domingo (30). Veja um vídeo do pronunciamento no nosso Instagram (e aproveite para nos seguir por lá, basta clicar aqui).
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O saguão do Palácio da Alvorada estava lotado de jornalistas — o último pronunciamento de Bolsonaro neste palco foi na quarta-feira (26), quando ele acusou uma rádio do interior de não divulgar propagandas de campanha.
As primeiras palavras do presidente em final de mandato foram em agradecimento aos 58 milhões de eleitores pelos votos recebidos no domingo (30).
Bolsonaro também falou sobre as manifestações que tomaram conta das rodovias do país, indicando que são fruto "da indignação e da injustiça" pelo resultado das urnas.
“As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas nossos métodos não podem ser os da esquerda”, disse ele, condenando a obstrução do direito de ir e vir gerado pelas protestos dos caminhoneiros.
O presidente também voltou a mencionar que atua “dentro das quatro linhas da Constituição” — uma expressão que ficou marcada durante sua gestão.
“Sempre fui rotulado como antidemocrático, mas, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas. Enquanto presidente, continuarei cumprindo os mandatos da Constituição”, afirmou.
No breve discurso, Bolsonaro também repetiu o slogan “Deus, pátria e liberdade” e destacou a força que o bolsonarismo terá no Congresso a partir do ano que vem com os senadores e deputados eleitos.
"É uma honra ser presidente dessa nação que assim como eu defende a liberdade econômica, de expressão e de diretos e defende as cores verde e amarela do nosso país", disse.
Bolsonaro estava cercado de alguns ministros, entre eles Ciro Nogueira, da Casa Civil — que será responsável pela transição de governo.
Assim que o presidente encerrou o curto discurso, sem responder perguntas dos jornalistas presentes, Nogueira assumiu o microfone: "Fui autorizado pelo presidente a seguir com a transição de governo como manda a lei", afirmou.
Segundo Nogueira, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, deve anunciar formalmente na quinta-feira (03) o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, como o responsável pela transição do lado do novo governo.
Por lei, a transição de governo começa quando saem os resultados da eleição, mas é necessário que o candidato vencedor dê o início formal ao processo ao entrar em contato oficialmente com o atual ocupante do Palácio do Planalto.
Numa apuração apertada, Lula derrotou Bolsonaro obtendo o apoio de pouco mais de 60 milhões de eleitores — o que equivale a 50,90% dos votos válidos. O atual presidente, por sua vez, ficou 49,10%, ou 58,2 milhões de votos.
Há quem diga que quando soube que havia perdido — a primeira derrota eleitoral de Bolsonaro, que ficará sem mandato pela primeira vez em quase 30 anos — o atual presidente preferiu se recolher e acabou indo dormir.
Depois do isolamento voluntário, os primeiros políticos que Bolsonaro recebeu foram o ministro da Defesa, o general Paulo Sérgio de Oliveira, e seu candidato a vice, Walter Braga Netto.
Mas, se Bolsonaro demorou mais de 40 horas para se pronunciar. O mesmo não aconteceu com líderes nacionais e internacionais.
Por aqui, logo que o resultado do pleito foi divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), além de outros aliados de Bolsonaro, parabenizaram Lula por ter vencido a corrida ao Palácio do Planalto e sinalizaram a intenção de trabalhar em conjunto com o petista para unificar o Brasil.
Lá fora, o presidente da França, Emmanuel Macron, puxou a fila dos grandes líderes globais que celebravam Lula como novo presidente do Brasil.
O caso mais simbólico do reconhecimento relâmpago internacional talvez tenha sido o de Joe Biden, presidente dos EUA, que em menos de 1 hora depois do resultado do pleito, parabenizava o petista pelo terceiro mandato inédito no Brasil.
Mas não foram só Macron e Biden que se agilizaram para saudar o resultado das urnas. Líderes dos principais parceiros comerciais do país também reconheceram a vitória de Lula, entre eles, China, União Europeia (UE) e Argentina — cujo presidente já esteve no Brasil depois da eleição.
Enquanto Bolsonaro se mantinha em silêncio, manifestantes passaram a interditar rodovias pelo País, pedindo a intervenção do Exército.
Há registro de envolvimento de caminhoneiros e produtores rurais nos atos, mas são majoritariamente organizados por "populares", segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Até o início da tarde, a PRF indicava que os pontos de interdições e bloqueios em rodovias do País caíram de 227 para 206. Há ocorrências em 21 Estados e no Distrito Federal.
São eles: Amazonas, Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Até o momento, o maior número de bloqueios era registrado em Santa Catarina, com 37, e o de interdições em Mato Grosso, com 26. O Paraná concentra 26 ocorrências entre interdições e bloqueios. Segundo a PRF, 339 manifestações já foram desfeitas.
A corporação anunciou uma operação para liberar estradas na madrugada desta terça-feira (01), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar a liberação imediata das vias públicas.
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