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CENTRAL DAS ELEIÇÕES

Eleições 2022: Veja como a imprensa internacional repercutiu o resultado da eleição

Acompanhe a cobertura ao vivo das eleições 2022 com as principais notícias sobre os principais candidatos à Presidência e nos Estados

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3 de outubro de 2022
10:35 - atualizado às 20:29
Urna Eletrônica Central das Eleições SD
Urna Eletrônica - Imagem: Shutterstock / Montagem Brenda Silva

RESUMO DO DIA: O resultado do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil encontra-se na capa dos principais veículos de comunicação do mundo. Veja como foi a repercussão.

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Lula para o segundo turno: Ao invés de comemorar vitória, deputados terão que ir para rua nos ajudar

O candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, voltou a dizer nesta segunda-feira (3), após reunião do conselho político, que é especialista em vencer eleição no segundo turno e que o atraso na vitória tenha sido “talvez por nossa culpa”.

O ex-presidente afirmou ainda que, no segundo turno, conseguirá ampliar a distância do presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente nos Estados do Nordeste, o qual já teve vantagem, e em Minas Gerais, que ficou um pouco à frente – apesar de a distância ter sido menor do que foi capturado nas pesquisas de intenção de voto.

Lula disse que contará com a ajuda dos deputados eleitos em cada Estado para alavancar sua candidatura.

“Ao invés de comemorar vitória, (os deputados) terão que ir para rua nos ajudar. Em São Paulo o compromisso é duplo”, disse, ao citar a eleição de Fernando Haddad (PT) no Executivo paulista. 

Em Minas, o governador eleito, Romeu Zema, negou a possibilidade de fazer campanha para o petista.

No seu discurso, o ex-presidente agradeceu a Deus pelo resultado de ontem e disse, que a partir de amanhã, a campanha será iniciada com amplo diálogo. 

“Lulinha paz e amor estará todo pronto para conversar com todo mundo”, enfatizou.

Bolsonaro começa segundo turno com menos dinheiro do que Lula

O presidente Jair Bolsonaro (PL) inicia o segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto em desvantagem financeira para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pelas contas parciais declaradas das campanhas, ele ainda tem para gastar R$ 25,1 milhões. 

Por sua vez, o petista contará com R$ 79,3 milhões. A equipe de campanha de Bolsonaro vai recorrer a ruralistas, parceiros de primeira hora, para aumentar os recursos.

Os custos devem subir até o prazo final da prestação de contas. É certo, porém, que nomes do agronegócio foram a principal fonte de receita de Bolsonaro, que obteve de pessoas físicas 54% dos R$ 40,2 milhões arrecadados. 

Para angariar doações entre pecuaristas, o presidente escalou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho 01, e Tereza Cristina (PP), ex-ministra da Agricultura e senadora eleita neste domingo (2) por Mato Grosso do Sul.

Com menos doações individuais que Bolsonaro, o ex-presidente Lula contou com recursos do Fundo Eleitoral. Os R$ 88 milhões que o PT direcionou até a semana passada para a campanha do candidato representam 98% do total arrecadado pelo petista. 

Deste total, ele gastou R$ 57,7 milhões. Além disso, Lula terá ainda R$ 49 milhões de uma sobra geral do partido com todas as suas candidaturas. (estadão Conteúdo)

Bancada do PT quase dobra, mas Alesp segue mais bolsonarista; renovação é de 45%

Seguindo a linha das eleições para presidente e governador, a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) também foi marcada pela polarização nacional entre apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do atual, Jair Bolsonaro (PL). 

O partido do presidente foi o maior vencedor quando as urnas foram abertas no domingo (2), com 19 parlamentares eleitos. 

O PT, no entanto, com 18 vencedores, encostou e disputará o domínio da Casa a partir de 2023 com mais força — em 2018, a sigla elegeu apenas dez. Do total de 84 eleitos, 25 são mulheres, número recorde.

Os números altos obtidos por ambos os partidos não indicam necessariamente renovação. Dos 19 eleitos do PL, por exemplo, 14 já ocupam uma vaga na Alesp. 

Parte deles se elegeu em 2018 pelo PSL, então partido de Bolsonaro, e outros fizeram a mesma migração do presidente neste ano. São nomes como Major Mecca, Gil Diniz, Tenente Coimbra, Agente Federal Danilo Balas e Capitão Conte Lopes.

Entre os bolsonaristas mais votados estão Bruno Zambelli (PL), irmão da deputada federal Carla Zambelli (PL), que teve 235 mil votos; e Major Mecca, com 224 mil. Candidatos que surfaram na popularidade do presidente, como Valéria Bolsonaro (PL) e Delegada Graciela (PL), também entraram.

Já entre os deputados associados à esquerda, destaque para Eduardo Suplicy (PT), o mais votado da Casa, com 807 mil votos; Carlos Giannazi (PSOL), com 276 mil; e Paula da Bancada Feminista (PSOL), com 259 mil.

Deputados petistas que somam diversos mandatos conseguiram se reeleger, como Emídio de Souza, Professa Bebel, Enio Tatto, Luiz Fernando e Barba.

Assim como em 2018, a terceira maior bancada da Casa é do PSDB, que elegeu nove deputados estaduais – um a mais que na última eleição.

 A quarta posição é do União Brasil e do Republicanos, ambos com 8 representantes. A eleição paulista para a Alesp contou com mais de 21 milhões de votos. 

O partido que mais recebeu votos em relação ao todo foi o PL, com 17,40% dos válidos, seguido pelo PT, com 15,12%, e pelo PSDB, com 8,71%. (Estadão Conteúdo)

Câmara dos Deputados terá quatro parlamentares indígenas

Quatro mulheres indígenas foram eleitas para a Câmara dos Deputados nestas eleições, de 2022. Elas assumem o cargo em 1 de fevereiro de 2023, no dia de início da nova Legislatura do Congresso Nacional. O mandato é de quatro anos.

Confira as mulheres indígenas eleitas:

  • Sônia Guajajara, eleita pelo PSOL de São Paulo; 
  • Célia Xakriabá, eleita pelo PSOL de Minas Gerais; 
  • Silvia Waiãpi, eleita pelo PL do Amapá;
  • Juliana Cardoso, eleita pelo PT de São Paulo.

O levantamento foi feito com base nas declarações das candidaturas disponíveis pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

A primeira mulher indígena eleita para a Câmara Federal é a deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), que assumiu o cargo em 2019.

No domingo (2), Joenia Wapichana recebeu 11.221 votos, mas não conseguiu a reeleição. Antes dela, o primeiro deputado indígena foi Mário Juruna (PDT-RJ), que tomou posse em 1983.

Candidatos famosos não repetem desempenho passado e não são eleitos em 2022

Alguns candidatos com experiência política, projeção nas redes sociais e altos índices de votação em eleições passadas não conseguiram repetir o desempenho e foram derrotados nas urnas neste domingo (2). 

Mesmo aqueles que já cumpriam mandato tiveram dificuldades para atrair eleitores neste ano e superar a onda bolsonarista que dominou o pleito para o Legislativo.

É o caso de Alexandre Frota (PSDB-SP), que fez carreira na televisão. Ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), ele se elegeu para a Câmara dos Deputados pelo PSL (então sigla de Bolsonaro) em 2018 com mais de 150 mil votos. 

este ano, tentava uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), mas recebeu 24 mil votos e não se elegeu. Ele desembarcou do bolsonarismo após criticar as atitudes do presidente, em 2019, e desde então passou a fazer críticas publicamente ao chefe do Executivo.

O mesmo ocorreu com outros ex-aliados do presidente. Joice Hasselmann (PSDB-SP), por exemplo, recebeu mais de 1 milhão de votos em 2018, quando associava sua imagem à de Bolsonaro, e apenas 13 mil neste ano. 

Janaína Paschoal (PRTB-SP), que teve mais de 2 milhões de votos nas últimas eleições e se tornou a candidata mais votada da história do País, teve 447 mil ao tentar o Senado por São Paulo neste ano. 

Também houve nomes tradicionais da política que não se elegeram. O senador José Serra (PSDB) ficou em 80º lugar no número total de votos para deputado federal por São Paulo, tendo sido escolhido por 88.926 eleitores. 

O ex-senador José Aníbal (PSDB), que já foi vereador, deputado federal e secretário do governo de Geraldo Alckmin (PSB), teve desempenho ainda pior: ficou em 306º lugar, com 7.692 votos.

Por outro lado, houve candidatos famosos que se mantiveram no bolsonarismo e superaram seu desempenho de 2018. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) recebeu 214.733 votos, mais que o dobro dos cerca de 86 mil recebidos nas eleições passadas.

O estreante Mario Frias, que assim como Frota fez carreira na TV, chegou ao governo como secretário especial de Cultura no meio do mandato de Bolsonaro e teve 122.564 votos em sua primeira eleição, o que lhe valeu o mandato de deputado federal. (Estadão Conteúdo)

Bolsonaro compartilha notícia sobre anúncio do 13º do Auxílio Brasil a mulheres

O presidente Jair Bolsonaro (PL) compartilhou nesta segunda-feira (3) em seu grupo oficial do Telegram a informação sobre o anúncio do 13º do Auxílio Brasil para mulheres, sem dar detalhes sobre quando o benefício será anunciado. 

No segundo turno da eleição contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o chefe do Executivo deve fazer nova aposta na economia para tentar se reeleger.

O custo da medida seria de R$ 10,110 bilhões para dar um pagamento adicional de R$ 600 para 16,85 milhões de famílias. 

De acordo com informações da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministério da Cidadania, as mulheres representaram 81,6% no recebimento do Auxílio Brasil em setembro. São 16,85 milhões de famílias chefiadas por mulheres que recebem o mínimo de R$ 600 do programa de transferência de renda.

O governo também antecipou hoje o calendário de pagamentos do Auxílio Brasil em outubro. Os repasses começariam originalmente no dia 18 e terminariam no dia 31, conforme o Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários. 

Agora os pagamentos serão feitos a partir do dia 11 e terminarão no dia 25, cinco dias antes do segundo turno das eleições.

O Auxílio Brasil era tido pela campanha de Bolsonaro como o principal trunfo para a reeleição do presidente. Às vésperas da disputa pelo Palácio do Planalto, o governo conseguiu aprovar no Congresso o aumento da parcela do benefício social de R$ 400 para R$ 600 até o final do ano. 

Ao longo do primeiro turno, a dificuldade do chefe do Executivo em conseguir apoio da população de baixa renda surpreendeu o QG bolsonarista, mas o número de votos de Bolsonaro nas urnas, maior do que o esperado, voltou a animar os aliados.(Estadão Conteúdo)

Lira critica pesquisas, fala em responsabilizar institutos, mas descarta CPI

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltou a fazer críticas às pesquisas de intenções de voto, que erraram nas previsões em relação a algumas eleições de primeiro turno, mas descartou investigar institutos de pesquisa. 

Segundo ele, há uma pressão para se instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas afirma que não vai abrir uma investigação no momento.

Em entrevista à Globo News nesta segunda-feira (3), o deputado — que foi eleito ontem — disse que as pesquisas podem ter influenciado eleições em diversos Estados e que os levantamentos não devem ser usados para conduzir o eleitorado. Nesta manhã, ele já havia se manifestado nas redes sociais.

 

As críticas de Lira abriram espaço para a possibilidade de ele acatar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) quer criar. 

Hoje, Eduardo Bolsonaro e o deputado Carlos Jordy (PSL) anunciaram que já começaram a recolher assinaturas para uma CPI sobre a atuação dos institutos de pesquisas. Os pedidos de CPI entram em uma fila, mas os presidentes das Casas podem passá-los na frente dos outros.

Apesar da pressão que afirma receber para criar uma comissão, ele descartou a possibilidade no momento. Ao invés disso, ele falou em modificar a legislação para responsabilizar empresas de pesquisa. (Estadão Conteúdo)

Candidatos no 2° turno podem retomar campanha na rua às 17h de hoje

As candidatas e os candidatos que passaram para o segundo turno das eleições gerais, marcado para 30 de outubro, poderão retomar diversos atos de campanha em espaços públicos a partir das 17h de hoje (3), quando se completam 24 horas do fechamento das urnas no primeiro turno.

Está autorizado já nesta segunda-feira (3), por exemplo, o uso de alto-falantes e amplificadores de som, bem como realizar comícios, fazer caminhadas, carreatas ou passeatas, publicar anúncios em jornais (impresso ou internet) e distribuir material gráfico.

A regra consta na resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trata da propaganda eleitoral e vale para todos os 24 candidatos a governador, de 12 estados que disputarão segundo turno.

Os dois candidatos que seguem na corrida presidencial — o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro, que tenta a reeleição — também já podem retomar os atos de campanha.

Em Pernambuco, os eleitores escolherão pela primeira vez na história uma mulher como governadora — Marília Arraes (Solidariedade) ou Raquel Lyra (PSDB). Em 2019, Luciana Santos se tornou a primeira mulher a governar o estado, mas foi eleita como vice.

Confira abaixo a lista de candidatos aos governos estaduais que disputam o segundo turno:

  • Alagoas – Paulo Dantas (MDB) x Rodrigo Cunha (União)
  • Amazonas – Wilson Lima (União) x Eduardo Braga (MDB)
  • Bahia – Jerônimo Rodrigues (PT) x ACM Neto (União)
  • Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB) x Marato (PL)
  • Mato Grosso do Sul – Capitão Contar (PRTB) x Eduardo Riedel (PSDB)
  • Paraíba – João Azevêdo (PSB) x Pedro Cunha Lima (PSDB)
  • Pernambuco – Marília Arraes (Solidariedade) x Raquel Lyra (PSDB)
  • Rio Grande do Sul – Onyx Lorenzoni (PL) x Eduardo Leite (PSDB)
  • Rondônia – Coronel Marcos Rocha (União) x Marcos Rogerio (PL)
  • Santa Catarina – Jorginho Mello (PL) x Décio Lima (PT)
  • Sergipe – Rogério Carvalho (PT) x Fábio (PSD)
  • São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos) x Fernando Haddad (PT) (Agência Brasil)
Governador de Minas pode declarar apoio a Bolsonaro

Reeleito no primeiro turno das eleições para governador em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) sinalizou apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrenta o segundo turno contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio foi feito há pouco tempo na afiliada da TV Globo de Minas Gerais.

“Apoiar o PT é impossível. Várias cidades foram arrasadas por gestões desse partido. Estamos falando com o presidente e com o PL e as conversas estão sendo muito boas. Talvez hoje mais tarde ou amanhã venhamos a anunciar alguma questão”, disse. 

Zema ainda lembrou que o PL, partido do atual presidente, elegeu 69 deputados e deve voltar a fazer sinalizações ao partido ao longo do segundo turno.

Minas Gerais é considerado um “estado chave” para as eleições por se tratar do quarto maior colégio eleitoral do Brasil, ficando apenas atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e pouca coisa da Bahia. 

Nas eleições do último domingo, o ex-presidente Lula venceu em Minas Gerais por 48,29% a 43,60% contra Bolsonaro. Em relação à contagem total de votos em todos os estados, o ex-presidente teve 48,43% contra 43,20%.

Com isso, a disputa deve permanecer acirrada para o segundo turno das eleições, que deve acontecer no dia 30 de outubro.

Confira a lista com todos os deputados federais eleitos no Brasil

O Brasil elegeu 513 deputados federais para a Câmara neste domingo (2). União Brasil, Progressistas (PP) e o PL de Jair Bolsonaro dominam a lista. Já PDT, PT e PSOL  aparecem em menor quantidade. 

O mais votado para esse cargo no País foi o mineiro Nikolas Ferreira (PL-MG), com 1.492.047 votos. Em segundo lugar vem Guilherme Boulos (PSOL-SP), com pouco mais de 1 milhão. 

Confira a lista completa dos deputados eleitos.

Lava Jato elege Moro ao Senado e Dallagnol à Câmara

A Operação Lava Jato pode ter sido anulada depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter declarado a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro para julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Isso não impediu, porém, que os dois principais expoentes da operação conseguissem se eleger. E com votações expressivas.

O ex-juiz federal e ex-ministro Sérgio Moro (União Brasil) foi eleito senador pelo Paraná com 33,5% dos votos válidos.

Em sua estreia nas urnas, ele desbancou Paulo Martins (PL), que teve 29,1% dos votos válidos, e o senador Alvaro Dias (Podemos), que liderava boa parte dos levantamentos de intenção de votos, mas terminou em terceiro, com 23,9%.

Já Deltan Dallagnol (Podemos), ex-coordenador da Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF), foi o deputado federal mais votado do Paraná, com mais de 344 mil votos.

PSDB faz menor bancada da história e liberará sigla para apoiar Lula ou Bolsonaro

O PSDB, que governou o Brasil duas vezes com Fernando Henrique Cardoso, e polarizou a disputa nacional com o PT por 20 anos, saiu do primeiro turno eleição de 2022 com um tamanho menor do que aquele já tinha e perdeu pela primeira vez em 28 anos o governo de São Paulo. 

Rodrigo Garcia, que fez carreira no DEM (hoje União Brasil) e entrou nas fileiras tucanas apenas no ano passado, ficou em terceiro lugar da disputa e não vai ao segundo turno, que terá Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).

Nenhum tucano foi eleito senador neste ano e nenhum governador foi eleito no primeiro turno. 

O PSDB ainda vai disputar o segundo turno para o governo do Rio Grande do Sul, onde Eduardo Leite (PSDB) vai concorrer com Onyx Lorenzoni (PL), o de Pernambuco, onde Raquel Lyra (PSDB) disputa contra Marília Arraes (Solidariedade), e na Paraíba, onde Pedro Cunha Lima (PSDB) vai enfrentar João Azevedo (PSB). 

Em todos os três Estados os tucanos chegaram ao segundo turno em desvantagem e ficaram em segundo lugar. Em Mato Grosso do Sul, o tucano Eduardo Riedel disputará o segundo turno com o candidato Capitão Contar (PRRB).

No cenário nacional, o partido decidiu pela primeira vez desde a sua fundação não ter candidato a presidente. A legenda estava na coligação de Simone Tebet (MDB) e tinha Mara Gabrilli (PSDB) como candidata a vice. 

O partido convocou uma reunião para a próxima terça-feira (4) e deve liberar os filiados para apoiarem quem quiser no segundo turno — Jair Bolsonaro (PL) ou Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Na prática, poucos tucanos se engajaram na campanha de Simone. A velha guarda se moveu na direção de Lula e os parlamentares colaram em Bolsonaro. (Estadão Conteúdo)

Bolsonaro nas redes: Presidente comemora eleição de aliados na Câmara e no Senado

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), comemorou nas redes sociais durante a madrugada desta segunda-feira (3) a eleição de aliados para a Câmara e o Senado. 

“Contra tudo e contra todos, tivemos no 1° turno de 2022 uma votação mais expressiva do que aquela que tivemos em 2018. Foram quase 2 milhões de votos a mais! Também elegemos as maiores bancadas da Câmara e do Senado, o que era a nossa maior prioridade neste primeiro momento”, escreveu no Twitter.

Bolsonaro também voltou a criticar os institutos de pesquisas e disse que no domingo (2) ocorreu a “maior vitória dos patriotas” na história do País. 

Candidato à reeleição, Bolsonaro disputará o segundo turno com o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Confira alguns dos aliados de Bolsonaro eleitos para uma vaga no Senado: 

  • Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos; 
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente; 
  • Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura; 
  • Cleitinho (PSC-MG); 
  • Jorge Seif (PL-SC); 
  • Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro do Desenvolvimento Regional; 
  • Marcos Pontes (PL-SP), ex-ministro da Ciência e Tecnologia;
  • Magno Malta (PL-ES)

Com 99,99% das urnas apuradas, Lula teve 48,43% no primeiro turno, contra 43,20% de Bolsonaro.

A pesquisa Datafolha divulgada na véspera da eleição apontava o petista com 50% e o presidente com 36%. O levantamento do Ipec, por sua vez, mostrava o candidato do PT com 51% e o candidato à reeleição com 37%.

Confira a repercussão do resultado do primeiro turno pelo mundo

O resultado do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil encontra-se na capa dos principais veículos de comunicação do mundo.

Veja como o processo eleitoral brasileiro repercutiu ao redor do globo.

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