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EM FORTE QUEDA

China derruba preços do petróleo internacional e pode ajudar na redução da gasolina no Brasil; entenda

Desde as máximas em março deste ano, o barril de petróleo Brent já recuou cerca de 26% com a perspectiva de desaceleração — e, possivelmente, recessão — global

China derruba cotações do petróleo hoje
O petróleo cai depois dos problemas com a China; entenda.Imagem: Shutterstock

A principal commodity energética do mundo reage aos dados fracos da economia chinesa, divulgados durante a madrugada no Brasil. Ao que tudo indica, a desaceleração da atividade por lá deve reduzir a demanda por petróleo — e as cotações seguem em queda. 

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Por volta das 9h30, o barril do Brent — utilizado como referência internacional — registrava recuo de 5,11%, negociado a US$ 93,13. Essa é a menor cotação para a commodity em mais de seis meses. 

Desde as máximas em março deste ano, o barril de petróleo Brent já recuou cerca de 26% com a perspectiva de desaceleração — e, possivelmente, recessão — global.

Vale relembrar que os preços do petróleo dispararam após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, o que sustentou uma alta generalizada de combustíveis em todo mundo. No Brasil, o alívio das cotações deve gerar uma descompressão da gasolina e derivados. 

China com o pé no freio: menor demanda por petróleo

De acordo com o Dow Jones Newswires, a produção industrial da China aumentou 3,8% em relação ao ano anterior, ligeiramente abaixo do aumento de 3,9% em junho, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).

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Mas a leitura ficou aquém do crescimento de 4,5% esperado pelos economistas consultados pelo The Wall Street Journal.

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Do mesmo modo, as vendas no varejo — uma das métricas principais para o consumo — cresceram 2,7% em relação ao ano anterior em julho, abaixo da expansão de 3,1% de junho e do aumento de 5% esperado pelos economistas pesquisados.

Corte de juros inesperado

Para estimular a atividade econômica — fortemente afetada pela política de “covid zero” de Pequim —, o Banco Central do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou as principais taxas de juros no país.

A notícia pegou os mercados de surpresa na manhã desta segunda-feira (15), tendo em vista que o PBoC vinha mantendo uma postura neutra frente a alta de preços internacional.

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Além do corte nos juros, o banco central chinês ainda injetou liquidez de 400 bilhões de yuans (cerca de US$ 59,3 bilhões) por meio do MLF (“Medium-Term Lending”, ou empréstimo de médio prazo, na tradução em inglês) de um ano e 2 bilhões de yuans por meio de recompras reversas de sete dias.

O reflexo disso na economia global — e no petróleo

Os sinais mistos da China abriram espaço para uma queda acentuada do petróleo, o que deve refletir nas ações do setor aqui na bolsa brasileira. 

Mas quem deve se beneficiar dessa queda é o consumidor. Há pouco menos de um mês, um projeto de lei (PL) limitou o ICMS dos combustíveis ao teto de 17%, além de cortar outros impostos federais da gasolina, óleo diesel e telecomunicações. 

Somado a esse movimento, as cotações do petróleo também vem caindo diante da perspectiva de desaceleração global da economia.

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Nos EUA, por exemplo, a chamada “recessão técnica” — quando o PIB cai por dois trimestres seguidos — mantém os investidores com um pé atrás diante do risco de uma recessão real.

Uma forcinha na corrida eleitoral

A queda do preço dos combustíveis — que deve refletir em uma redução da inflação — pode ser um fator determinante para um novo capítulo das eleições. 

O atual presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), pode se beneficiar de novos cortes nos preços dos combustíveis.

O chefe do Planalto vive uma crise de popularidade e permanece em segundo lugar nas pesquisas eleitorais, atrás do seu principal opositor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Assim, com o Auxílio Brasil e uma possível queda nos combustíveis, analistas políticos entendem que Bolsonaro pode ampliar sua base e levar a eleição para o segundo turno.

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