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A corrida eleitoral começou e a batalha por votos nas redes sociais está à solta; veja quem está ganhando
“Ele não iria mentir, eu o conheço há anos.” Ouvi essa frase de um motorista de aplicativo há alguns meses. Ele falava sobre como uma série de vídeos que recebeu de um conhecido pelo WhatsApp o ajudou a decidir em quem votar para presidente nas eleições de 2018.
Ele também disse que “todo mundo só falava dele”, referindo-se ao então candidato Jair Bolsonaro. Quando eu perguntei como ele chegou a essa conclusão, a resposta foi: “era só abrir o Facebook que já dava pra ver. Não tinha jeito, o homem ia ganhar”.
O motorista não foi o único. De acordo com uma pesquisa do DataSenado, 45% dos eleitores afirmaram que a decisão de voto foi tomada levando em consideração algum conteúdo visto nas redes sociais.
A pesquisa indica ainda que a principal fonte de informação do brasileiro hoje é o WhatsApp. Das mais de 2 mil pessoas que participaram, quase 80% disseram que sempre utilizam a rede para se informar. Para você ter uma noção, a televisão aparece como fonte primária para 50% dos entrevistados, bem ao lado do YouTube.
As redes sociais que tiveram maior impacto nas eleições de 2018 foram o Facebook (31%), o WhatsApp (29%), o YouTube (26%), o Instagram (19%) e o Twitter (10%). Estamos falando de um campo fértil para políticos, já que o brasileiro gasta em média 41 anos na internet, o que equivale a 54% do tempo de vida médio da população, de acordo com um levantamento da NordVPN.
Não dá para negar que essas plataformas são uma verdadeira potência na hora de convencer o eleitor. Os candidatos ao pleito deste ano estão bem cientes disso e já entraram no “vale tudo” por votos — principalmente os dos mais jovens, que são mais influenciados pelas redes e fogem dos meios tradicionais para se informar.
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Bolsonaro que o diga. Afinal, ele venceu as eleições de 2018 contando com apenas 8 segundos de televisão, enquanto Geraldo Alckmin teve 5 minutos e mesmo assim não ultrapassou os 5% de votos no primeiro turno. O atual presidente também não contou com o modelo clássico: alto financiamento, estrutura partidária ou palanques estaduais.
Por outro lado, os adversários acusaram a campanha de Bolsonaro de se beneficiar de disparos em massa de notícias falsas contra o Partido dos Trabalhadores (PT), supostamente financiados por empresários — o que é vedado pela legislação eleitoral pois se trata de doação de campanha por empresas.
O ano de 2018 marcou uma importante mudança para a campanha eleitoral nesse ambiente: a possibilidade do impulsionamento de publicações. Antes, de acordo com a legislação eleitoral, só era permitido contar com o desempenho orgânico nas redes, o que restringia o alcance em potencial.
Desde então, várias batalhas vêm sendo travadas nas redes com o objetivo de alavancar os candidatos. Aqui vamos analisar o ‘poder de fogo’ dos dois candidatos que lideram a corrida de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto: Lula e Bolsonaro.
No ringue das redes sociais, ter um grande influenciador ao seu lado pode ser uma boa carta na manga. De acordo com cientistas políticos consultados pela BBC, as celebridades não são capazes de mudar o resultado de uma eleição, mas são relevantes para a construção do eleitorado, já que contam com milhares de seguidores nas redes sociais.
Com mais de 100 milhões de seguidores no TikTok, Instagram e Twitter, Anitta tem o poder de mobilizar uma avalanche de pessoas e trazê-las para o debate político. Mesmo aqueles que se consideram ‘neutros’ se sentem mais à vontade de retuitar alguma publicação da cantora — que já deixou claro que não é petista e só apoia Lula por ser contrária a Bolsonaro.
O ex-presidente ainda conta como apoio declarado de outros grandes influencers, como Felipe Neto, Pabllo Vittar, Mano Brown, Bianca Andrade (a Boca Rosa) e etc. Todos eles contam com mais de 40 milhões de seguidores no Instagram.
Do outro lado, o influenciador mais fiel do campo bolsonarista é Luciano Hang que, apesar de estar suspenso nas redes sociais por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, também contava com milhões de seguidores nas plataformas e está constantemente ligado a Bolsonaro.
O empresário foi visto, inclusive, ao lado de Bolsonaro durante o discurso em Brasília para o 7 de setembro. O atual presidente também mobiliza outras personalidades, como Gusttavo Lima, Zé Neto, Ronaldinho Gaúcho e outros.
Cabe lembrar que esta é apenas uma análise da estratégia de redes sociais dos dois políticos e não significa que o vencedor será o campeão das eleições deste ano. Um exemplo disso é o presidente Joe Biden, que tinha cerca de 10% do total de seguidores de Donald Trump em 2020 e mesmo assim levou a faixa presidencial.
Dito isso, vamos aos números: enquanto Jair Bolsonaro tem 36 milhões de seguidores somados em todas as suas redes, Lula conta com 12 milhões. Claro que alguns se repetem pois podem ser seguidores em mais de uma plataforma, mas a contagem serve para dimensionar o poder de cada um.
Enquanto Lula ainda engatinha, Bolsonaro já é um ‘macaco velho' nas redes. Ele conta com uma equipe que sabe bem como mobilizar o público, direcionada por Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, e chamada pelos adversários de ‘gabinete do ódio’.
Em um breve giro pelas redes sociais do presidente, é possível identificar que ele e a equipe têm uma capacidade impressionante de ‘virar o jogo’. Quando uma pessoa ou instituição publica algo que o contradiz, ele logo se apressa para transformar em piada para seus seguidores.
Essa estratégia conversa muito com uma das principais estratégias que grandes influenciadores vêm adotando há ao longo dos últimos anos: transformar informação em entretenimento, da maneira mais rápida possível.
Em especial após o fortalecimento do TikTok, que fez com que outras redes adotassem o modelo de vídeos curtos focados em chamar a atenção, o que gera menor tolerância por parte dos usuários a conteúdos densos e com menor apelo de engajamento.
Outra estratégia adotada pelas redes de Bolsonaro é bater de frente com influenciadores contrários ao presidente, como Anitta. A cantora havia usado o Twitter para afirmar que as cores da bandeira do Brasil pertencem aos brasileiros e não a um partido político.
Ele logo a caçoou em uma publicação com tom irônico. A popstar então decidiu bloquear Bolsonaro nas redes sociais, o que não impediu a conta do presidente de “repercutir” as postagens, mesmo sem conseguir responder diretamente.
Enquanto isso, Lula ainda parece estar replicando conteúdos feitos para a televisão e com menor potencial de engajamento. Um exemplo está em alguns vídeos de seu Instagram, veja a seguir:
Ver essa foto no Instagram
Claramente, trata-se de um conteúdo que foi apenas reproduzido nas redes, com baixo apelo no formato que tem bombado na plataforma: o reels.
Enquanto Mark Zuckerberg estiver tentando derrubar o TikTok, os vídeos do Instagram devem seguir a mesma linguagem da rede das ‘dancinhas’. Ou seja, tela preenchida, foco em informações rápidas, fala acelerada e assim por diante.
Inclusive é uma recomendação da própria rede social a priorização de imagens na vertical. Isso porque, como a esmagadora maioria dos conteúdos por lá é feita dessa forma, o usuário se adapta e tende a rechaçar nos primeiros segundos algo que esteja fora do padrão, o que pode prejudicar a distribuição do material.
Por outro lado, o ex-presidente está se adaptando melhor ao TikTok, onde produz conteúdos com foco nas tendências da rede. No vídeo abaixo, por exemplo, ele usa os influenciadores que o apoiam para gerar engajamento, em um vídeo rápido e divertido, o foco da plataforma e que conversa em especial com os jovens.
Porém, fica claro que, apesar do esforço de Lula, Bolsonaro ainda leva o prêmio, ao contar com a melhor estratégia de redes sociais, de acordo com o público e a linguagem de cada plataforma.
Enquanto a corrida eleitoral está a todo vapor, as redes sociais do Seu Dinheiro trazem os momentos mais importantes em vídeo.
Durante as sabatinas no Jornal Nacional, por exemplo, nós publicamos a cobertura em tempo real das entrevistas com os pontos mais importantes. O mesmo aconteceu no primeiro debate presidencial.
Então aproveite para nos seguir na página do Instagram (basta clicar aqui), assim você fica por dentro de tudo que está movimentando a disputa pela presidência em 2022.
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