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A CNN verificou as falas de Trump ao anunciar a intenção de voltar a ser presidente. Fizemos a seleção do que é fato, fake e impreciso com base nesse levantamento; confira
Quando deixou a Casa Branca pela última vez, em janeiro de 2021, Donald Trump estabeleceu uma marca inusitada. Ele havia proferido 30.573 declarações inverídicas ao longo dos quatro anos em que foi presidente dos EUA.
Entre mentiras e inverdades, uma média de 21 declarações falsas por dia. Mais de uma por hora se considerarmos que, segundo o médico da Casa Branca, Trump dormia de quatro a cinco horas por noite.
Os números acima não saíram da nossa cabeça, mas do serviço de checagem de fatos do Washington Post, jornal norte-americano conhecido pelo conservadorismo.
Tudo bem, mentiras e distorções fazem parte do mundo político desde tempos imemoriais. No entanto, Trump chamou a atenção não apenas pela escala, mas pelo que analistas entenderam como uma tática de mobilização permanente de seu eleitorado.
Na noite de terça-feira (16), Trump anunciou publicamente a intenção de concorrer novamente à Casa Branca nas eleições presidenciais de 2024.
No discurso, ele manteve a forma. Pronunciou mais de 20 declarações inverídicas ou imprecisas ao longo de um discurso de aproximadamente uma hora de duração em sua residência/clube de Mar-A-Lago, na Flórida.
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Isso segundo o serviço de checagem de fatos da CNN, veículo que sabidamente não vai com a cara de Trump, mas dispõe de credibilidade jornalística internacionalmente reconhecida.
Separamos a seguir as sete principais mentiras, uma meia-verdade e também duas verdades ditas por Trump durante o discurso.
1 - Registros presidenciais de Trump e Obama
Ao se queixar do fato de estar sob investigação criminal por levar documentos presidenciais para Mar-A-Lago, Trump alegou que seu antecessor, Barack Obama, “levou muitas coisas com ele”. Segundo a própria Administração Nacional de Arquivos e Registros, a declaração é falsa. Os arquivos de Obama encontram-se integralmente sob os cuidados da autarquia, conforme exige a lei, ao contrário do que aparentemente ocorre com parte substancial dos documentos do governo Trump.
2 - Afeganistão
Trump afirmou que os EUA deixaram US$ 85 bilhões em equipamentos militares no Afeganistão após sua retirada militar em 2021.
Esse foi um número arredondado — mais próximo de US$ 83 bilhões — para a quantia total de dinheiro que o Congresso destinou, durante a guerra, a um fundo de apoio às forças de segurança afegãs. Apenas parte desse financiamento foi para equipamentos.
O Departamento de Defesa estima que esse equipamento valia cerca de US$ 7,1 bilhões, não US$ 85 bilhões.
3 - Trump e China
O ex-presidente se gabou das tarifas impostas à China durante seu mandato. Alegou que “nenhum presidente jamais havia solicitado ou recebido US$ 1 da China pelo nosso país até que eu aparecesse”.
Na realidade, os EUA impõem tarifas à China ininterruptamente há mais de dois séculos. De acordo com a Comissão de Comércio Internacional dos EUA, o país asiático gerou uma média de US$ 12,3 bilhões em taxas alfandegárias por ano somente de 2007 a 2016.
4 - Muro na fronteira com o México
Trump afirmou que completou a construção do muro na fronteira dos EUA com o México e que pretende aumentá-lo em um possível novo mandato.
Mas o pré-candidato republicano não chegou nem perto de concluir o muro na fronteira. Para começo de conversa, se o tivesse completado, não precisaria ampliá-lo.
De acordo com um relatório oficial “Border Wall Status” escrito pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA dois dias depois que Trump deixou o cargo, cerca de 737 km do muro foram concluídos por Trump. No entanto, 335 km foram identificados como área para a construção do muro, mas as obras não foram concluídas.
5 - Imigração ilegal
Lamentando a imigração ilegal, Trump disse que “10 milhões de pessoas entraram nos EUA durante a gestão de Joe Biden e não de 3 a 4 milhões como afirmam dados oficiais”. O dado que Trump forneceu não tem base empírica.
O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras registrou a entrada clandestina de mais de 4,3 milhões de estrangeiros pela fronteira em todo o país sob a gestão de Biden.
O dado inclui pessoas que posteriormente se apresentaram às autoridades para iniciar o processo de busca de proteção humanitária.
6 - Inflação
Trump afirmou que os norte-americanos pagarão três a quatro vezes mais no preço do peru para o feriado de Ação de Graças. Os preços da ave realmente aumentaram desde a última temporada de Ação de Graças, mas não chegaram nem perto de triplicar ou quadruplicar.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA houve um aumento de cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
E embora Trump tenha feito esses comentários ao responsabilizar Biden pela inflação, vale notar que o mercado de aves foi significativamente afetado por casos de gripe aviária.
7 - Fraude eleitoral em 2020
Contrariando conselhos de pessoas próximas, Trump não conseguiu se conter e voltou a declarar-se vítima de fraude eleitoral nas eleições presidenciais de 2020.
Embora tenha dedicado apenas uma pequena parte do discurso ao tema, Trump recorreu a teorias conspiratórias sobre uma suposta fraude eleitoral para pressionar líderes de seu partido a endossarem alterações que restrinjam o direito ao voto nos Estados Unidos.
Trump perdeu as eleições de 2020 para Biden por 7 milhões de votos nas urnas e por 306 a 232 no Colégio Eleitoral. Não houve comprovação de fraude em larga escala no pleito.
Preço da gasolina: Trump disse que em seu governo o galão da gasolina custava US$ 1,87 e agora varia entre US$ 4 e US$ 8.
Embora o preço de um galão de gasolina comum nos EUA tenha caído para US$ 1,87 (ou menos) no auge da pandemia de covid-19, em 2020, a média nacional no último dia de mandato de Trump era de US$ 2,393 por galão, segundo a American Automobile Association. Já a média nacional na terça-feira (15) era de US$ 3,759.
Trump certamente fez outras afirmações verdadeiras durante o discurso. Mas o pessoal da CNN não deixou barato e destacou as duas mais importantes que o ex-presidente falou.
1 - Ele quer ser presidente dos EUA mais uma vez
O anúncio da candidatura de Trump já era uma bola cantada, aliás. O pronunciamento de ontem era esperado desde antes das eleições de meio de mandato.
2 - O sistema eleitoral norte-americano
Nas palavras do próprio Donald Trump, o sistema eleitoral dos Estados Unidos parece “coisa de terceiro mundo”, e fica difícil não concordar.
Mais de uma semana se passou depois das eleições de meio de mandato nos EUA. A confirmação de que o Partido Democrata manteria o controle do Senado veio à tona apenas no domingo, cinco dias depois do pleito.
Já o controle da Câmara dos Representantes provavelmente cairá nas mãos do Partido Republicano por uma pequena margem, mas oficialmente a situação segue indefinida.
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