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Muitos brasileiros têm caminhado nesse sentido: pilotar ao invés de dirigir. É preciso, contudo, ter habilitação, saber pilotar e escolher uma moto econômica. Confira os modelos

A redução de ICMS em alguns estados reduziu levemente os preços da gasolina. Mas nada que alivie o peso no bolso: encher o tanque de um Chevrolet Onix, por exemplo, um carro compacto e um dos mais econômicos atualmente, chega a custar assustadores R$ 300!
Nessas horas, quem realmente precisa se deslocar e não abre mão da autonomia e liberdade de ir e vir, pode olhar para uma alternativa: o mundo das duas rodas.
Com apenas 1 litro de combustível, motos, scooters e motonetas fazem entre 40 e 50 km. Um carro popular 1.0, dentro de boas condições, circula em média 12 km com 1 litro de combustível fóssil na cidade.
O mercado das motocicletas está superaquecido. Com a retomada da economia, volta do trabalho presencial e redução dos casos de Covid, em abril e maio as fábricas tiveram produção plena. As vendas no varejo saltaram 25,6% de janeiro a maio em comparação ao mesmo período de 2021, com a entrega de 515.724 unidades.
Para se ter ideia do ânimo do setor de duas rodas, o volume de licenciamentos registrados em maio (133.344 unidades) foi o maior desde janeiro de 2014 (133.632 unidades) e o melhor desempenho para o mês desde 2012 (149.871 motocicletas).
De acordo com o Detran de São Paulo, os seguidos aumentos nos preços dos combustíveis vêm obrigando muitos motoristas a encontrar soluções para economizar dinheiro com o abastecimento dos veículos. Trocar o automóvel por uma moto tem sido uma dessas alternativas, informou o órgão de trânsito.
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Um levantamento indicou que o número de primeiras habilitações para categoria A (moto) emitidas em março de 2022 cresceu 64,7% no estado de São Paulo, se comparado com o mês de fevereiro. Foram 2.002 contra 1.214 no mês passado.
Esse é o maior número registrado desde janeiro de 2020, quando 2.104 habilitações foram emitidas.
O crescimento de CNH categoria A em março coincidiu com a alta no valor da gasolina, que subiu 6,9% no período.
Para o diretor-presidente do Detran.SP, Neto Mascellani, a alta reflete a busca por um combustível mais econômico. “Os números mostram que a troca do carro pela moto é uma das alternativas encontradas para condutores que circulam constantemente.”
Trocar o carro pela moto também tem a ver com a facilidade em se deslocar. Com a retomada das atividades, quem mora nas grandes cidades já voltou a enfrentar trânsito pesado. A moto é o melhor meio para driblar os congestionamentos. E para muitos, tempo é dinheiro.
“Rodar de moto é melhor no trânsito, pois elas são menores e mais ágeis. Na capital paulista, o motorista consegue usar a moto no dia do rodízio municipal. É outro grande benefício para quem trabalha com o veículo todos os dias”, afirma Gilberto Almeida dos Santos, presidente do SindimotoSP e da Febramoto.
Não é só a economia de combustível e a busca por rapidez. Também procura moto aquele motorista que não consegue mais bancar a compra de um carro.
Um estudo da Bright Consulting indica que em 2019 o ticket médio por um modelo zero-km no Brasil era de R$ 82 mil. Hoje essa média saltou para R$ 137 mil.
Antes de decidir acrescentar o A em sua CNH — ou, se já tiver a habilitação, adquirir uma moto —, é importante avaliar se este é o momento para ter uma moto e o tipo que colocará na garagem.
Por exemplo, alguém que precisa usar o veículo para levar crianças na escola ou fazer compras no supermercado. Nesse caso, se o casal tiver dois veículos, vale mais a pena trocar um deles pela moto, e assim fazer economia de consumo de combustível, e manter um carro para outras necessidades. Mas se a família só tiver um carro, a compra da moto precisa ser reavaliada.
Quem viaja com frequência precisa analisar a questão da segurança e aptidão para pilotar em estrada. Motos e scooters de baixa cilindrada (menos de 200 cm³) não são indicados para rodovias nem carregar bagagens.
Outra armadilha é optar por motos mais potentes e de maior cilindrada: além de caras, chegam a ter consumo de carros mais econômicos. Essas motos também costumam ter manutenção mais cara e, conforme o uso, requerem mais trocas de peças (outro item mais caro). Pesquise consumo e custo de manutenção antes de decidir qual comprar.
A região onde mora também pode influenciar na decisão: motos são mais prazerosas de pilotar em áreas litorâneas ou quentes e podem ser desconfortáveis onde faz frio ou chove com frequência. Considere o clima onde mora para definir sua escolha.
Modelo | Preço* | Consumo (km/l) |
| 1º Honda Pop 110i | R$ 8.330 | 55 |
| 2º Honda Biz 110i | R$ 10.170 | 50 |
| 3º Haojue DK 150 S Fi | R$ 14.398 | 48 |
| 4º Haojue DR 160 | R$ 18.996 | 47 |
| 5º Honda NXR 160 Bros | R$ 16.270 | 46 |
| 6º Haojue Nex 115 | R$ 12.993 | 45 |
| 7º Haojue Chopper Road 150 | R$ 13.686 | 43 |
| 8º Yamaha Factor 125 | R$ 13.190 | 42 |
| 9º Honda CG 160 | R$ 12.280 | 41 |
| 10º Yamaha Factor 150 ED | R$ 13.990 | 40 |
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