‘Por que os bancos existem?’: entenda a tese que ganhou o Prêmio Nobel de economia sobre a crise nos bancos
Ao contrário dos outros prêmios Nobel, o de economia não foi estabelecido no testamento de Alfred Nobel de 1895, mas pelo BC sueco, com a primeira premiação entregue em 1969

O Prêmio Nobel de Economia de 2022 foi atribuído ao ex-presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) Ben S. Bernanke e dois economistas dos Estados Unidos, Douglas W. Diamond e Philip H. Dybvig, por estudos sobre bancos e crises financeiras.
O anúncio foi feito pela Academia Real de Ciências da Suécia, em Estocolmo, nesta segunda-feira (10).
Na conferência do anúncio, o comitê avaliou que o trabalho dos três economistas mostrou como é vital evitar colapsos de bancos.
O prêmio em dinheiro é de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 4,6 milhões), que serão entregues em 10 de dezembro deste ano.
E o Nobel de economia vai para…
Os economistas Diamond e Dybvig receberam o prêmio porque desenvolveram modelos teóricos que explicam três pontos principais relacionados às instituições financeiras.
São eles: porque os bancos existem, como seu papel na sociedade os torna vulneráveis a rumores sobre seu colapso iminente e como a sociedade pode reduzir essa vulnerabilidade.
Leia Também
Ambos apresentaram uma solução para a vulnerabilidade bancária, na forma de seguro de depósito do governo.
"Quando os depositantes sabem que o estado garantiu seu dinheiro, eles não precisam mais correr para o banco assim que começam os rumores de uma falência bancária." Diamond também mostrou como os bancos desempenham um importante papel social, avaliou a academia sueca.
História das crises bancárias
Já Bernanke, ex-presidente do Fed, analisou as particularidades da Grande Depressão dos anos 1930 e mostrou como os bancos foram um fator decisivo para tornar a crise tão profunda e prolongada, afirmou o comitê.
Segundo a academia, os premiados "melhoraram significativamente nossa compreensão do papel dos bancos na economia, particularmente durante as crises financeiras, além de como regular os mercados financeiros".
"Quando os bancos entraram em colapso, informações valiosas sobre os tomadores de empréstimos foram perdidas e não puderam ser recriadas rapidamente. A capacidade da sociedade de canalizar poupanças para investimentos produtivos foi severamente diminuída", comentou a academia sobre a pesquisa de Bernanke.
PIB, salário mínimo e educação
Além disso, sua análise mostrou quais fatores foram importantes na queda do PIB e descobriu quais fatores que estavam diretamente relacionados à falência dos bancos foram responsáveis pela maior parte da recessão.
No ano passado, metade do prêmio foi para David Card por sua pesquisa sobre como o salário mínimo, a imigração e a educação afetam o mercado de trabalho.
A outra metade foi compartilhada por Joshua Angrist e Guido Imbens por proporem como estudar questões que não se encaixam facilmente nos métodos científicos tradicionais.
Histórico do prêmio Nobel
Ao contrário dos outros prêmios Nobel, o de economia não foi estabelecido no testamento de Alfred Nobel de 1895, mas pelo banco central sueco em sua memória. O primeiro vencedor foi escolhido em 1969.
Os anúncios do Prêmio Nobel começaram na última segunda-feira (03) de outubro. Confira as premiações já entregues:
- O cientista sueco Svante Paabo recebeu o prêmio em Medicina por desvendar os segredos do DNA neandertal que forneceram informações importantes sobre nosso sistema imunológico.
- Três cientistas ganharam conjuntamente o prêmio em Física na terça-feira (04): o francês Alain Aspect, o americano John F. Clauser e o austríaco Anton Zeilinger mostraram que partículas minúsculas podem manter uma conexão umas com as outras mesmo quando separadas, um fenômeno conhecido como emaranhamento quântico, que pode ser usado para computação especializada e para criptografar informações.
- O Prêmio Nobel de Química foi concedido na última quarta-feira (05) aos americanos Carolyn R. Bertozzi e K. Barry Sharpless, e ao cientista dinamarquês Morten Meldal por desenvolverem uma maneira de "juntar moléculas" que pode ser usada para explorar células, mapear DNA e projetar drogas que buscando curar doenças como o câncer com maior precisão.
- A escritora francesa Annie Ernaux ganhou o Prêmio Nobel de Literatura na quinta-feira (06). O painel a elogiou por misturar ficção e autobiografia em livros que exploram sem medo suas experiências como uma mulher da classe trabalhadora na França desde a década de 1940.
- Já o Prêmio Nobel da Paz foi para o ativista de direitos humanos da Bielorrússia Ales Bialiatski, o grupo russo Memorial e a organização ucraniana Centro pelas Liberdades Civis, na sexta-feira (07).
*Com informações do Estadão Conteúdo
CASA PRÓPRIA
De olho na classe média, faixa 4 do Minha Casa Minha Vida começa a valer em maio; saiba quem pode participar e como aderir
21 de abril de 2025 - 7:00AÇÃO DO MÊS
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
3 de abril de 2025 - 6:10DE OLHO NAS REDES
Liberdade ou censura? Até que ponto as redes sociais devem “deixar rolar”: uma discussão sobre Tigrinho, ódio e mentiras
16 de fevereiro de 2025 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Solidão, futuro cancelado e as corridas de 10 km: o mundo visto pelas lentes do Instagram e do TikTok em 2024
22 de dezembro de 2024 - 8:00MONEY MONEY MONEY!
Quem é Justin Sun, o bilionário das criptos que virou sócio em sonho pessoal de Trump e comeu a banana mais cara da história
29 de novembro de 2024 - 18:41DE OLHO NAS REDES
Jovens conservadores: a Geração Z está desiludida a esse ponto? De onde vem a defesa de ‘valores tradicionais’ nas redes sociais?
24 de novembro de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Eleições de 2024: Enquanto todos temiam a inteligência artificial, foi a picaretagem à moda antiga que marcou a campanha
27 de outubro de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Da tolerância e outros demônios: como o Instagram e o TikTok estão mudando nossa relação com a arte?
25 de agosto de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Por que os influencers viraram “a voz de Deus” nas redes sociais — e como a parcela dos ‘sem escrúpulos’ prejudicam o próprio público
21 de julho de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Quanto de mim e de você tem no ChatGPT? Como nossos dados viraram o novo petróleo desta revolução
23 de junho de 2024 - 9:06HISTÓRIA
Lula e Bolsonaro estavam errados sobre o Plano Real — e eles tinham um motivo para isso 30 anos atrás
4 de junho de 2024 - 6:19AUTOMÓVEIS
Os carros mais injustiçados do Brasil: 7 modelos de bons automóveis que andam empacados nas concessionárias — mas talvez não seja à toa
2 de junho de 2024 - 7:50DE OLHO NAS REDES
Por que tem tanta gente burra nas redes sociais? Você provavelmente é o mais inteligente do seu círculo — qual é o problema oculto disso
26 de maio de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Como nossos pais: o TikTok não está oferecendo nada além do ultrapassado — e os jovens adoram. Mas por que achamos que seria diferente?
28 de abril de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
O que o TikTok, Instagram e Facebook têm a ver com as guerras em Gaza e na Ucrânia
17 de março de 2024 - 8:25DE OLHO NAS REDES
A morte da internet, o caso Choquei e o crime sem solução: o que Trump tem a ver com isso — e os desafios para redes em 2024
14 de janeiro de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Pesquisei como ganhar R$ 1 mil por mês sem trabalhar — e a resposta mais fácil não estava no Google e sim no TikTok
17 de dezembro de 2023 - 8:00DE OLHO NAS REDES
O WhatsApp criou mais um arma para espalhar mentiras ou os canais ajudam a quebrar o monopólio do “tio do zap”?
22 de outubro de 2023 - 9:30DE OLHO NAS REDES
Os bilionários piraram? Elon Musk e Mark Zuckerberg ameaçam brigar no ringue, mas tomam nocaute em suas redes sociais
27 de agosto de 2023 - 7:00Onde investir em 2023?