2022-05-12T18:42:12-03:00
Liliane de Lima
É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP.
PASSARINHO EM CRISE?

Após Elon Musk comprar o Twitter (TWTR34), plataforma congela contratações e enfrenta saída de executivos

O CEO do Twitter, Parag Agrawal, anunciou o congelamento de contratações a partir desta semana, após a demissão dos diretores

12 de maio de 2022
18:41 - atualizado às 18:42
Elon Musk ao lado do logotipo do Twitter
Elon Musk ao lado do logotipo do Twitter - Imagem: Montagem/Divulgação

Em apenas três semanas do passarinho preso na gaiola do bilionário Elon Musk, o clima organizacional parecer não ser dos melhores. Bruce Falck, diretor de produtos e receitas e Kayvin Beykpour, executivo de consumo, deixaram o Twitter (TWTR34) nesta quinta-feira (12).

A saída dos executivos foi anunciada pelo CEO Parag Agrawal, em comunicado interno. Ele afirmou que novas contratações estão congeladas a partir desta semana — inclusive as que já estavam em andamento.

A rede social deve reduzir gastos, mas não está planejando fazer demissões no momento.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente

Crise no Twitter (TWTR34)?

O atual CEO do Twitter (TWTR34) afirmou que os motivos para o congelamento de contratações são:

  • Não cumprimento de metas de crescimento de audiência e receita;
  • Cenário macroeconômico global e a guerra da Ucrânia trazem incertezas.

A expectativa da empresa, a partir dos objetivos estabelecidos em 2020, era alcançar US$ 7,5 bilhões em receita anual e 315 milhões de usuários até o final de 2023.

Contudo, conseguiu apenas US$ 5 bilhões em receita líquida e cerca de 217 milhões de usuários em 2021. Desde então, a meta foi retirada do balanço.

Leia também

Vale lembrar que a aquisição do Twitter por Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX, ainda não foi concluída. O bilionário segue em busca de financiamento para completar a negociação, já que cerca de US$ 21 bilhões da sua própria fortuna foram destinado para a compra da plataforma.

Além disso, o príncipe saudita, Alwaleed bin Talal, "emprestou" US$ 1,9 bilhão para o bilionário. O restante deve ser captado em instituições financeiras. O acordo de compra por US$ 44 bilhões deve ser concluído nos próximos meses.

Em seguida, o Twitter deve se tornar uma empresa privada, ou seja, as ações deixarão de ser negociadas na Bolsa de Valores.

Até o momento, Elon Musk não se pronunciou sobre as mudanças na companhia.

*Com informações de CNBC e The New York Times

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Clique aqui e receba a nossa newsletter diariamente
Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

NOVO MODELO DE NEGÓCIOS

Varejo adota ‘loja-contêiner’ para fugir dos custos de shoppings e aluguéis; conheça o que são os estabelecimentos modulares

A estreante no formato é a Chilli Beans, de óculos de sol. “Acho que não teria uma Eco Chilli se não houvesse pandemia”, afirma o CEO, Caito Maia

NÃO MEXE NO MEU QUEIJO

Membros do mercado financeiro defendem Lei das Estatais em documento enviado ao ao Congresso; revogação seria ‘retrocesso’

O texto também cita o relatório de 2020 em que a OCDE afirma que a Lei das Estatais deixou os conselhos de empresas públicas mais independentes de interferências

NESTA SEGUNDA-FEIRA

Governador de São Paulo fará coletiva nesta segunda-feira após Bolsonaro aprovar isenção do ICMS sem garantia de compensação aos estados

O presidente da República vetou o fundo de ajuda aos estados após sancionar o teto do imposto estadual

SEU DOMINGO EM CRIPTO

‘Compre na baixa’ anima e bitcoin (BTC) busca os US$ 22 mil; criptomoedas aguardam semana de olho no Fed

Entre os destaques da próxima semana estão o avanço dos juros nos Estados Unidos e um possível default da Rússia

DE OLHO NO FUTURO

Goldman Sachs quer entrar no mundo da ‘renda fixa’ em criptomoedas e lidera grupo para comprar a Celsius por US$ 2 bilhões

O staking vem crescendo nos últimos meses e é motivo de certa preocupação após o caso da Celsius — e o banco de Wall Street quer um pedaço dele