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Listamos os modelos de carros menos beberrões e com maior autonomia para você visitar menos vezes o posto de combustível
Algumas pessoas podem até gostar, mas parar para abastecer no posto de combustível não é das tarefas mais agradáveis para quem tem carro. Além da fortuna para colocar alguns litros no tanque, é o tipo de serviço que quanto mais rápido, melhor.
Quem viaja, então, quer mais é seguir na estrada até o destino. Nessas horas, o tamanho do tanque e o consumo do carro podem fazer muita diferença.
Recentemente, ao lançar seu novo híbrido no Brasil, a Jeep fez questão de ressaltar que seu Compass 4xe atinge 927 km de autonomia média. Ou seja, você enche o tanque e consegue fazer uma viagem de ida e volta de São Paulo ao Rio.
O reservatório de combustível é pequeno: 36,5 litros. O segredo do Compass é ser híbrido. Na cidade, segundo o Inmetro, chega a fazer 25,4 km/l com gasolina. Na estrada, 24,2 km/l.
Mais do que prolongar suas visitas ao posto, ter um carro com maior alcance de quilometragem proporciona uma sensação de economia.
O engenheiro e consultor Henrique Pereira, que já atuou numa grande montadora, diz que essa é uma demanda do mercado.
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“É interessante o assunto consumo. Diria que mais que perfazer a economia, é a percepção que o cliente tem: quanto mais demora para o ponteiro baixar, melhor”, avalia.
Mas será que simplesmente basta à engenharia desenhar um carro com um tanque imenso? “Vale dizer que colocar um tanque grande em um carro dá uma ótima percepção. Por outro lado, pesa mais e, efetivamente, pode levar o carro a consumir mais. Ou seja, eis o grande dilema.”, diz Pereira.
Nem sempre os carros com maior autonomia são mais econômicos e vice-versa. Também não há uma relação direta com seu custo: hoje, os híbridos são os campeões em consumo e autonomia, mas são modelos menos acessíveis.
Nesta conta, não adianta o carro ter um tanque imenso e ser beberrão. Um Range Rover, por exemplo, que custa mais de R$ 1 milhão, possui tanque de pouco mais de 100 litros e por isso tem alcance de 615 km. Mas faz em média 6 km/l e está longe de ser um veículo acessível e econômico. Além disso, lá se vão R$ 700 toda vez que encher o tanque.
Tampouco adianta ter um carro supereconômico e forçar o motorista a parar várias vezes numa viagem para reabastecer.
Esse é o caso do automóvel mais barato do Brasil, hoje. O Renault Kwid, que sai a R$ 61.090, faz uma excelente média de consumo: 15,5 km/l. Mas por ter um tanque pequeno, de 38 litros, chega a uma média de 588 km de alcance. Boa, mas não chega perto das melhores.
Alguns carros, contudo, conseguem chegar em um meio termo. Alguns de nossos veículos nacionais com motor 1.0 são os mais eficientes nesse quesito: econômicos e com tanque volumoso, podem chegar em média a 800 km sem abastecimento. Sempre com gasolina, porque o etanol “bebe” mais.
Os sedãs lideram: Voyage, HB20S e Onix Plus, modelos na faixa entre R$ 80 mil e R$ 85 mil, são os que demoram mais para baixar o ponteiro do combustível.
Já os modelos a diesel, restritos a SUVs e comerciais leves (picapes) também proporcionam ótima autonomia. Cerca de 15 a 20% mais econômicos que os veículos movidos a gasolina, esses comerciais conseguem ter tanque maior, outra boa vantagem.
Em contrapartida, esses veículos são mais potentes e caros, na faixa de R$ 200 mil a R$ 445 mil.
E para quem não abre mão de economia e está disposto a apostar em novas tecnologias, os veículos híbridos podem ser uma ótima solução. Com ou sem carga na tomada, eles combinam a energia elétrica com a propulsão a gasolina (e até flex) para prolongar a autonomia.
Enquanto os híbridos de Volvo, BMW e Jeep são do tipo plug-in, Toyota e Kia não requerem reabastecimento na tomada, mas suas cargas duram menos.
Claro, a inovação tem seu custo, mas aos poucos esses carros estão ficando mais viáveis. Se considerar que um sedã híbrido da Toyota pode chegar a 700 km de alcance com um tanque de gasolina e custa a partir de R$ 174 mil, a eficiência começa a ficar realmente mais acessível.
Outro exemplo é o Kia Stonic, importado, com motor 1.0 híbrido de 120 cv. Custa R$ 147 mil e pode chegar a 600 km de autonomia – com tanque de 45 litros e 13,2 km/l de média de consumo.
Nas listas a seguir, vamos indicar os veículos movidos a gasolina, outros a diesel e os híbridos que estão à venda hoje no mercado nacional, numa combinação ideal de consumo econômico e tamanho do tanque de combustível.
| Modelo | Motor | Consumo cidade/estrada (km/l) | Tanque (litros) | Autonomia cidade/estrada (km) | Preço (R$) |
| 1º Volkswagen Voyage | 1.0 77 cv | 13,4/15,6 | 55 | 737/858 | 85.770 |
| 2º Hyundai HB20S | 1.0 75 cv | 13,7/15,7 | 50 | 685/785 | 81.290 |
| 3º Chevrolet Onix Plus | 1.0 82 cv | 14,3/17,7 | 44 | 629/779 | 80.610 |
| 4º Renault Logan | 1.0 79 cv | 13,6/14,4 | 50 | 680/720 | 85.590 |
| 5º Fiat Argo | 1.0 77 cv | 13,9/15,1 | 48 | 667/725 | 75.368 |
| 6º Renault Sandero | 1.0 79 cv | 13,3/14,1 | 50 | 665/705 | 81.790 |
| 7º Fiat Mobi | 1.0 75 cv | 13,7/15,3 | 47 | 644/719 | 63.697 |
| 8º Chevrolet Onix | 1.0 82 cv | 13,9/16,7 | 44 | 612/735 | 73.820 |
| 9º Peugeot 2008 | 1.6 118 cv | 10,5/12,8 | 55 | 577/704 | 99.990 |
| 10º Honda City | 1.5 126 cv | 12,3/14,5 | 44 | 541/638 | 111.900 |
| Modelo | Motor | Consumo cidade/estrada (km/l) | Tanque (litros) | Autonomia cidade/estrada(km) | Preço (R$) |
| 1º Mitsubishi L200 Triton GL | 2.4 190 cv | 10,1/13,2 | 76 | 767/1.003 | 236.563 |
| 2º Ford Ranger XLS 4x2 | 2.2 160 cv | 9,6/11,3 | 80 | 768/904 | 211.490 |
| 3º Toyota Hilux SR | 2.8 204 cv | 9,7/11,1 | 80 | 776/888 | 268.520 |
| 4º Nissan Frontier S | 2.3 163 cv | 9,5/10,9 | 73 | 693/795 | 230.190 |
| 5º Jeep Compass | 2.0 170 cv | 10,3/13,4 | 60 | 618/804 | 221.354 |
| 6º Fiat Toro | 2.0 170 cv | 10,1/12,6 | 60 | 606/756 | 193.304 |
| 7º Mercedes-Benz GLC | 2.0 194 cv | 12/15,2 | 50 | 600/760 | 445.900 |
| Modelo | Motor | Consumo cidade/estrada (km/l) | Tanque (litros) | Autonomia cidade/estrada (km) | Preço (R$) |
| 1º Volvo XC90 | 2.0 407 cv | 19,2/20 | 70 | 1.389/1445 | 389.950 |
| 2º BMW 330e | 2.0 292 cv | 23,8/26,8 | 40 | 952/1.072 | 372.950 |
| 3º Jeep Compass 4xe | 1.3 240 cv | 25,4/24,2 | 36 | 958/915 | 350.000 |
| 4º Toyota Corolla | 1.8 123 cv | 16,3/14,5 | 43 | 700/623 | 174.070 |
| 5º Kia Stonic | 1.0 120 cv | 13,3/13,2 | 45 | 617/621 | 146.990 |
| 6º Toyota Corolla Cross | 1.8 123 cv | 17/13,9 | 36 | 612/500 | 192.380 |
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