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COFRINHO MAGRO

Poupança volta à remuneração máxima, mas, com saques trilionários, saldo fica negativo em 2021; entenda por quê

Após um recorde de captação em 2020, o saldo na aplicação, que é uma das preferidas dos brasileiros, ficou negativo em R$ 35,5 bilhões no ano passado

Cofrinho cor de rosa em formato de porco esmagado e com moedas caídas para fora | Poupança
Imagem: Envato

O novo ciclo de alta da taxa Selic levou a poupança de volta à rentabilidade máxima. Mas, com o fim do auxílio emergencial e a escalada da inflação, os saques na caderneta de poupança voltaram a superar os depósitos em 2021.

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Segundo o Banco Central informou nesta quinta-feira (6), após um recorde de captação em 2020, o saldo na aplicação ficou negativo em R$ 35,5 bilhões no ano passado.

Em dezembro, a conta ficou positiva em R$ 7,6 bilhões, interrompendo uma sequência de quatro meses de saída. O rendimento do mês foi de R$ 4,341 bilhões.

Contudo, no acumulado anual, os aportes de R$ 3,41 trilhões foram superados pelo saque de R$ 3,44 trilhões. Como a rentabilidade somou R$ 30,472 bilhões no período, os brasileiros encerraram 2021 com um volume de R$ 1,031 trilhão na aplicação.

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Em 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus, a poupança chegou a registrar dez meses consecutivos de depósitos líquidos (de março a dezembro). Mas, com a interrupção do auxílio emergencial, o primeiro trimestre de 2021 foi marcado pela retirada de recursos.

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Pesaram também as tradicionais despesas de início de ano — IPTU, IPVA, matrículas de filhos e gastos com material escolar —, e o brasileiro recorreu à poupança para fechar as contas.

De abril a agosto, porém, o resultado positivo foi influenciado pela volta do pagamento do auxílio emergencial para uma parcela da população. Os depósitos começaram a ser feitos em 6 de abril.

Inflação pesou para os "poupanceiros"

Agora, em meio à alta da inflação, a poupança voltou a registrar mais retiradas que aportes. Mesmo com a remuneração subindo, a aplicação não consegue acompanhar a alta dos preços. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, fechou o ano em 10,42%

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Vale lembrar que o rendimento dos depósitos é definido pela taxa básica de juros brasileira. Atualmente, com o aumento da taxa Selic a 9,25% ao ano, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

Quando a Selic está abaixo de 8,5%, a atualização é feita com TR mais 70% da taxa básica de juros. Mas, como antecipou o Estadão, o BC estuda mudar a regra de correção da caderneta de poupança: a proposta é que a aplicação tenha uma correção mais próxima daquela que é usada para fazer o financiamento de projetos imobiliários.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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