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Combustíveis

Petrobras aumenta preço do diesel, e governo estuda alívio no frete para caminhoneiros

A partir de amanhã (10), o preço médio de venda do diesel da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 o litro — um aumento de 40 centavos, ou 8,9%.

Foto da fachada do prédio da Petrobras (PETR3 e PETR4) na avenida Paulista, em São Paulo. A estatal decide o valor da gasolina vendida às distribuidoras e pode ser uma boa alternativa para quem investe de olho em dividendos e proventos
Imagem: Shutterstock

Após 60 dias, a Petrobras anunciou que irá realizar ajuste nos preços de venda de diesel para as distribuidoras.

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A partir de amanhã (10), o preço médio de venda do diesel da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,51 para R$ 4,91 o litro — um aumento de 40 centavos, ou 8,9%.

De acordo com a Petrobras, a parcela do reajuste que chegará ao consumidor é um pouco menor — com impacto de R$ 0,36 — em razão da composição do combustível que chega à bomba.

Necessidade de reajuste

A Petrobras justifica o reajuste diante do balanço global do diesel, que apresenta uma redução da oferta frente à demanda. Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais nos últimos cinco anos dentro das principais regiões supridoras, de acordo com a estatal.

“Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, informou a Petrobras, em comunicado

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É importante ressaltar que, além dos preços praticados pela Petrobras, a formação do preço dos combustíveis na bomba são influenciados por outros fatores, como as parcelas de misturas obrigatórias de biodiesel, custos e margens de  distribuição e revenda, e impostos.

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Alivio no frete   

Em meio à pressão do presidente Jair Bolsonaro após o anúncio do lucro de R$ 44,5 bilhões anunciado pela Petrobras no primeiro trimestre, o governo federal estuda mudanças nas regras de compensação dos preços dos combustíveis em contratos de afretamento de transporte rodoviário.

 O modelo, defendido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira,foi discutido na quinta-feira em reunião na Casa Civil pelo Ministério de Minas e Energia, segundo o Estadão.

A intenção do governo é aproximar o modelo brasileiro do americano, garantindo o preço do frete para o caminhoneiro pelo preço final, quando da entrega da mercadoria.

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É uma tentativa de reduzir o risco para o caminhoneiro autônomo, grupo que tradicionalmente apoia o presidente, mas que, com a alta dos combustíveis, tem feito muito barulho com críticas ao seu governo. Hoje, um dos problemas financeiros do caminhoneiro é a volatilidade.

Redução no Contingente

Dados da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) indicam que, há cinco anos, o Brasil tinha 919 mil transportadores autônomos. Em 2021, após a alta no preço dos combustíveis, a agência estima que o número caiu para 696 mil motoristas.

Equipe econômica busca espaço no Orçamento para subsidiar o diesel estratégico pelo Palácio do Planalto, dado o apoio que oferece a Bolsonaro.

O projeto é bem visto pela área econômica, porque, além de não ter impacto fiscal, já seria uma mudança na relação privada.

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No governo, a pressão por subsídio foi renovada. Mas o espaço no teto de gastos é zero. O governo quebra a cabeça para acomodar novas despesas que entraram no radar nas últimas semanas, comprimindo o espaço orçamentário.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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