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Atual secretária especial de produtividade e competitividade da pasta, Daniella Marques foi escolhida para suceder Guimarães em meio a escândalo de assédio sexual

Pedro Guimarães ainda é o presidente da Caixa Econômica Federal, pelo menos no papel. Enquanto o alto escalão do governo decide se ele sairá ou será saído em meio a uma investigação de assédio sexual contra o executivo, o nome de quem o substituirá já está definido. De acordo com fontes citadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, ele será sucedido por Daniella Marques.
Parceira de longa data do Ministério da Economia, Paulo Guedes, Daniella Marques chefia atualmente a secretaria especial de produtividade e competitividade da pasta.
Antes de ingressar na equipe econômica, Daniella Marques trabalhou com Guedes na Bozano Investimentos. Ela entrou no Ministério da Economia pouco depois da posse de Guedes.
Ela começou como assessora especial do ministro antes de ser alçada a secretária especial de produtividade e competitividade em fevereiro de 2022. Nos últimos anos, tinha cadeira cativa nas negociações entre o Palácio do Planalto e o Congresso em assuntos do interesse do Ministério da Economia.
De acordo com Lauro Jardim, a opção por Daniella Marques frustrou a intenção do Centrão de indicar o próximo presidente da Caixa Econômica Federal.
Aliados cobram do governo uma reação rápida para evitar que o escândalo respingue na candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição. Segundo pesquisas, um dos públicos com maior rejeição a Bolsonaro é o feminino.
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Fontes citadas pela jornalista Carla Araújo, do UOL, disseram a escolha de Daniella para o cargo foi considerada “um golaço”, numa tentativa de passar a mensagem de que o presidente Jair Bolsonaro não compactuaria com situações de assédio sexual.
Pedro Guimarães é investigado pelo Ministério Público Federal por múltiplas denúncias de assédio sexual; o caso foi noticiado em primeira mão pelo site Metrópoles.
Mesmo sob pressão para deixar imediatamente o cargo, Guimarães conduziu hoje um evento do banco em Brasília; jornalistas foram impedidos de entrar no espaço.
Guimarães apareceu acompanhado da esposa e nada disse sobre as acusações.
Ao falar para a plateia de funcionários, Guimarães disse que tem um relacionamento profissional "pautado na ética".
O Sindicato de Bancários de Brasília cobra a demissão de Guimarães. Ele é formalmente investigado por uma série de denúncias de assédio sexual por parte de diversas funcionárias do banco. Entretanto, a investigação transcorre em sigilo.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.
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