Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
MELHORA ARTIFICIAL

Pedidos de recuperação judicial caem em 2021 ao menor nível desde 2014

Para os especialistas os números do ano passado não representam uma recuperação econômica, mas uma melhora artificial no ambiente de negócios promovida por políticas públicas pontuais

Fim do túnel
Segundo o levantamento, em 2021, pediram recuperação judicial 604 micro e pequenas empresas, 197 de médias e 90 de grandes companhias — Imagem: Shutterstock

O número de pedidos de recuperação judicial de empresas no segundo ano da pandemia do novo coronavírus registrou queda de 24,4% em todo o País comparado a 2020, primeiro ano da doença e quando houve queda de 15% em relação ao anterior, segundo dados da Serasa Experian.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao todo, o Judiciário registrou 891 pedidos ano passado, contra 1.179 de 2020. "O ano de 2021 fechou com o menor número de pedidos desde 2014", informam Guilherme Macêdo e Uri Wainberg, sócios do escritório Marcello Macêdo Advogados, especializado em reestruturação empresarial.

Segundo levantamento feito pelo escritório, do total de recuperações judiciais requeridas à Justiça, 604 foram de micro e pequenas empresas, 197 de médias e 90 de grandes companhias.

O setor mais afetado foi o de serviços, que tem o maior peso na economia brasileira - cerca de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB).

Do total de 891 pedidos em 2021, as empresas de serviços foram responsáveis por 460 solicitações de recuperação judicial, contra 589 no acumulado de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já os setores de comércio e indústria registraram 199 e 142 pedidos, respectivamente.

Leia Também

DE OLHO NAS DESPESAS

Selic a 14% ao ano e ajuste fiscal só em 2028: ASA vê dívida pública perto de nível recorde e faz alerta sobre o dólar

APOSENTADORIA DOS BABY BOOMERS

Robert Kiyosaki, autor de ‘Pai Rico, Pai Pobre’, prevê crise previdenciária global

Macêdo e Wainberg explicam que, mesmo na pandemia, os empresários recorreram menos ao Judiciário em 2021 porque, entre outros fatores, foram renegociadas dívidas, realizados acordos extrajudiciais e novas linhas de crédito foram disponibilizadas.

Além disso, de acordo com os especialistas, as leis trabalhistas se tornaram mais flexíveis, o auxílio emergencial ajudou a manter o consumo e o advento da Lei nº 14.112/20 (nova lei de recuperação judicial e falências), que entrou em vigor em janeiro de 2021 e reformou a Lei nº 11.101/05, também contribuiu para a queda dos pedidos de recuperação.

Isso porque a nova legislação traz uma certa insegurança aos atores sobre como ela será aplicada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Indubitavelmente esses números não representam uma retomada econômica do País, mas sim um alívio temporário em razão dos fatores mencionados. O cenário atual de inflação e juros galopantes ainda é extremamente desafiador", afirma Macêdo.

Ele lembra ainda que 2022 é ano eleitoral, "o que tende a agravar o quadro de incerteza, implicando normalmente uma tomada de crédito mais cara, o que, por sua vez, tende a desestimular o consumo e estrangular ainda mais o fluxo de caixa das empresas, sobretudo micro e pequenos empresários", completou.

Segundo os advogados, alguns empresários decidiram pelo fechamento das empresas, sem a abertura de processo falimentar ou tentativa de recuperação.

Ou seja, provavelmente as empresas foram diretamente para o processo de liquidação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Wainberg, os números do ano passado não representam uma recuperação econômica, mas uma melhora artificial no ambiente de negócios promovida por políticas públicas pontuais.

O especialista destaca que essas políticas públicas foram tomadas em tempos extraordinários, e, provavelmente, "cobrarão seu preço em algum momento".

"Em 2022, época de eleição, teremos um cenário ainda mais complexo. O que nos resta saber é se, quando a real conta da pandemia chegar, teremos a estrutura e os mecanismos aptos para o soerguimento da atividade econômica ou nos endividamos ainda mais", concluiu Wainberg.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Calendário BPC 2026 4 de agosto de 2026 - 5:45
Gás do Povo Créditos: Foto: Ricardo Botelho/MME 3 de agosto de 2026 - 5:37
totvs tots3 2 de agosto de 2026 - 10:00
Pé-de-Meia: programa federal que financia a permanência de estudantes no ensino médio público 2 de agosto de 2026 - 6:13
btg aulas trader 1 de agosto de 2026 - 14:00
Imagem com uma casa e moedas para representar preços de imóveis 1 de agosto de 2026 - 12:30
bolsa família 1 de agosto de 2026 - 6:30
Antiga sede dos Correios 31 de julho de 2026 - 12:19
Bolsa Família 2025 31 de julho de 2026 - 5:38
Ilustração de pessoa assitindo chuva de meteoros 30 de julho de 2026 - 17:02
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar