O que são bônus de guerra, os títulos de dívida lançados no início da semana pela Ucrânia para financiar a campanha contra a Rússia
Última emissão conhecida de um título de guerra havia sido feita pelos EUA depois dos atentados de 11 de setembro de 2001

O feriado de Carnaval e o avanço das tropas russas pela Ucrânia colocaram em segundo plano um acontecimento raro na história: a emissão de bônus de guerra.
Na terça-feira de Carnaval, o governo ucraniano levantou 8,14 bilhões de hryvnias (a moeda local), o que equivale a US$ 270 milhões. Os títulos têm valor nominal de 1.000 hryvnias (US$ 33), prazo de um ano e prometem um rendimento de 11%.
“Os títulos serão usados para financiar as atividades das Forças Armadas da Ucrânia e assegurar a provisão ininterrupta das necessidades financeiras do Estado em guerra”, tuitou o Ministério das Finanças na terça-feira.
O governo também colocou títulos em moeda local com prazo de dois meses e rendimento de 10%, o que rendeu mais US$ 7 milhões.
A excepcionalidade dos bônus de guerra
Os chamados bônus de guerra foram bastante populares nas duas grandes guerras da primeira metade do século 20, mas a emissão desses títulos é rara na história.
Leia Também
Eles circularam pela primeira vez há pouco mais de um século.
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Reino Unido e o extinto Império Áustro-Húngaro lançaram títulos destinados a financiar suas atividades no conflito.
EUA, Canadá, Reino Unido e Alemanha repetiram a dose na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Sob o slogan “Ajude a Esmagar o Eixo”, até mesmo o Brasil chegou a emitir bônus para financiar a campanha dos pracinhas durante a Segunda Guerra.
Até o início da semana, a última vez que se tinha notícia da emissão de um bônus de guerra foi depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. De 2001 a 2011, os EUA emitiram os "Patriot Bonds", destinados a financiar a chamada Guerra ao Terror.
Patriotismo à frente dos lucros
Historicamente, os compradores de bônus de guerra são movidos mais por sentimentos patrióticos do que necessariamente pelo lucro, uma vez que esses títulos costumavam oferecer taxas de retorno inferiores às vigentes no mercado.
No caso do título ucraniano, a taxa de retorno de 11% em um ano é elevada se comparada com o yields oferecidos nos títulos convencionais do governo com vencimento em dez anos, de 43%.
Seja como for, o montante arrecadado com os bônus de guerra é pequeno em relação ao orçamento militar ucraniano. Em 2020, Kiev gastou o equivalente a US$ 5,92 bilhões com suas forças armadas.
*Com informações da CNBC
INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS