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Pedido da farmacêutica a torna a primeira fabricante a solicitar à agência reguladora dos Estados Unidos para vacinar crianças entre seis meses e cinco anos de idade
A disputa pelo primeiro lugar sempre esteve presente na vida humana. Basta pensar na corrida espacial durante a Guerra Fria e agora, 65 anos depois, na competição para desenvolver a vacina contra a covid-19 o mais rápido possível e com a maior eficácia. A Moderna pode não ter sido a primeira vacina definitivamente aprovada, mas quer ser a primeira disponível para crianças.
A empresa solicitou autorização da Food and Drug Administration (FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos) para utilizar sua vacina contra o coronavírus para crianças entre os seis meses até os cinco anos de idade.
Isso torna a companhia a primeira fabricante a fazer esse pedido à FDA. Até então, a única vacina autorizada para crianças foi a da Pfizer-BioNTech, liberada para crianças de 5 a 11 anos e adolescentes de 12 a 17 anos.
Ao contrário da Pfizer, a vacina da Moderna só é permitida para adultos. Ou seja, a partir dos 18 anos. A nova solicitação da farmacêutica ainda inclui um pedido de autorização da vacina para crianças de 6 a 11 anos e de 12 a 17 anos.
De acordo com um porta-voz da empresa, os dados dos pedidos serão enviados aos órgãos reguladores até 09 de maio.
Em uma audiência no Senado na última terça-feira (26), o supervisor da regulamentação de vacinas para a FDA, Peter Marks, indicou que a agência pode considerar os pedidos da Moderna para todos os menores de 18 anos.
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“Algumas solicitações são complicadas porque são relativamente maiores e abrangem parcelas maiores da população pediátrica do que outras”, disse Marks.
A Moderna e a Pfizer-BioNTech estão na corrida para desenvolver doses seguras para as crianças mais novas desde 2021. O desenvolvimento das vacinas aumenta a pressão sobre os reguladores dos Estados Unidos para autorizar uma vacina pediátrica.
A Moderna propõe um esquema de duas doses para as crianças de seis meses a cinco anos, sendo que cada dose vai equivaler a um quarto da dose normal de um adulto.
Enquanto isso, a Pfizer e a BioNTech estão desenvolvendo um regime de três doses para crianças de seis meses a quatro anos, com um décimo da dose para adultos.
Vale destacar que a Pfizer ainda não solicitou autorização da FDA. Entretanto, o mercado acredita que a empresa enviará o pedido à agência em breve.
Em fevereiro, a FDA tentou acelerar a autorização da vacina Pfizer para os menores de 5 anos, liberando as duas primeiras doses da vacina. Porém, a farmacêutica decidiu adiar o pedido e aguardar novos dados da terceira dose, uma vez que os resultados das duas doses iniciais não foram bons o suficiente. Segundo Albert Bourla, CEO da Pfizer, as duas primeiras doses tiveram apenas entre 30% e 40% de eficácia.
A FDA comprometeu-se a agir rapidamente para autorizar as vacinas para as crianças abaixo dos seis anos assim que as fabricantes enviarem os pedidos completos aos regulares, com todos os dados para a solicitação.
O principal conselheiro médico da Casa Branca, Anthony Fauci, sugeriu durante uma entrevista na semana passada que a FDA quer revisar os dados da Moderna e da Pfizer ao mesmo tempo.
Segundo Fauci, a intenção da agência é comparar diretamente os dados de cada vacina para as crianças mais novas para “confundir as pessoas” sobre sua eficácia.
Porém, o diretor médico da Moderna disse esperar que a FDA analisasse a vacina da Moderna para todas as três faixas etárias abaixo de 18 anos — seis meses a cinco anos, cinco a 11 e 12 a 17 anos — de uma só vez.
O diretor médico da Moderna, Paul Burton, destacou em entrevista que “existe uma necessidade médica não atendida” para a população mais jovem, e espera que a Food and Drug Administration “avalie os dados com cuidado e adequadamente e não os retenha”.
Os pais de crianças abaixo dos cinco anos estão esperando por vacinas pediátricas há meses, uma vez que eles são a única faixa da população que ainda não é elegível para a vacinação contra a covid.
“Há muitos pais que querem desesperadamente uma vacina por muitas razões. E estamos quase lá. Acho que essas crianças precisam de uma vacina. Por outro lado, também reconheço que é uma situação complexa para o FDA”, afirmou Sean O'Leary, vice-presidente do comitê de doenças infecciosas da Academia Americana de Pediatria.
Porém, a expectativa é de que os órgãos reguladores dos EUA só analisem o pedido da Moderna em junho, uma vez que as autoridades anunciaram que os dados serão revisados por um painel consultivo externo de especialistas da agência antes de qualquer autorização.
A eficácia da vacina da Moderna em crianças varia de acordo com a idade dos pacientes.
De acordo com a empresa, em crianças menores de dois anos, a vacina foi aproximadamente 51% eficaz contra a infecção da variante ômicron.
Já em crianças entre dois e cinco anos, a eficácia chegou a cerca de 37%.
Segundo o diretor médico da farmacêutica, Paul Burton, os níveis atingidos pela vacina pediátrica são semelhantes à proteção oferecida pelas duas doses para adultos.
Apesar dos níveis mais baixos do que quando a Moderna anunciou a vacina pela primeira vez, com eficácia de 90%, as crianças que receberem as duas doses devem ter um alto nível de proteção contra o desenvolvimento de casos mais agravados, segundo Burton
Enquanto os adultos mostraram cerca de mil unidades de anticorpos após as duas doses, com uma proteção de pelo menos 70% contra doenças graves, as crianças no estudo da Moderna reportaram entre 1.400 e 1.800 unidades de anticorpos depois de completarem o esquema vacinal.
“O que sabemos é que esses níveis de anticorpos vão ser traduzidos em forma de proteção muito alta contra doenças graves e hospitalização”, disse Burton.
Especialmente depois do Carnaval por aqui, ouvimos muitas autoridades afirmarem que a pandemia não chegou ao fim. Mas não é o que está acontecendo na Dinamarca.
O país se tornou a primeira nação a interromper o programa de vacinação contra a covid-19, e a justificativa é justamente essa: o vírus está sob controle.
“A primavera chegou, a cobertura vacinal na população dinamarquesa é alta e a epidemia se reverteu”, afirmou a Autoridade de Saúde da Dinamarca.
Porém, isso não significa que a vacinação vai parar. Os locais que aplicam as doses contra a covid-19 vão permanecer abertos em todo o país.
A decisão do Conselho Nacional de Saúde da Dinamarca é simplesmente encerrar os amplos esforços para esta temporada, deixando de convidar as pessoas para se vacinarem a partir de 15 de maio.
Todos os dinamarqueses que quiserem completar seus esquemas de vacinação poderão ser vacinados, e a Autoridade de Saúde inclusive recomenda que os cidadãos concluam o curso de vacinação.
“Temos um bom controle da epidemia, que parece estar diminuindo. As taxas de admissão [aos hospitais] estão estáveis e também esperamos que caiam em breve. Portanto, estamos completando o programa de vacinação em massa contra o Covid-19”, disse Bolette Soborg, gerente do Conselho Nacional de Saúde da Dinamarca.
A campanha da Dinamarca de vacinação contra o coronavírus começou em dezembro de 2020, com mais de 4,8 milhões de cidadãos vacinados e cerca de 3,6 milhões de pessoas com dose de reforço contra o vírus.
A Autoridade de Saúde destacou que provavelmente haverá a necessidade de retomar a vacinação contra a covid-19 em setembro, quando começa o outono na Dinamarca, à medida que o vírus continua a sofrer mutações.
*Com informações de New York Times e CNBC
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