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Pesquisa Genial/Quaest continua mostrando Lula no limiar entre a vitória em primeiro turno e um tira-teima com Bolsonaro
As eleições presidenciais estão cada vez mais próximas. Com isso, o número de eleitores indecisos diminui a cada semana que passa. E, à medida que os brasileiros definem seus votos, consolida-se a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual inquilino do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PL).
É o que sugere a edição de julho da sondagem da Quaest Pesquisa e Consultoria encomendada pela Genial Investimentos com vistas às eleições de outubro.
"Esta rodada mostra que a polarização está muito consolidada", escreveu Felipe Nunes, diretor da Quaest, em um fio no Twitter.
De acordo com ele, essa consolidação é observada com mais clareza nos índices de decisão de voto, que chegam a 78% entre os eleitores de Lula e a 76% entre os de Bolsonaro. São respectivamente os níveis mais elevados capturados no histórico da pesquisa Quaest.

A título de comparação, a certeza de voto em outros candidatos que não sejam Lula ou Bolsonaro manteve a trajetória de queda e chegou a 27%.
Lula oscilou de 32% para 31% na passagem de junho para julho no cenário espontâneo da Quaest.
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Por sua vez, Bolsonaro passou de 20% para 24%, crescendo acima da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
O mesmo cenário mostra Ciro Gomes (PDT) passando de 2% para 1%. Os demais candidatos não receberam menções estatisticamente relevantes.

Ao mesmo tempo, o número de indecisos mantém a trajetória de queda, recuando agora para 40%.
O cenário estimulado mostra oscilações dentro da margem de erro nas intenções de voto em Lula e Bolsonaro se o primeiro turno ocorresse hoje.
Enquanto o pré-candidato petista passou de 46% para 45%, o atual presidente passou de 30% para 31%.

Com isso, a diferença entre eles passou de 16 pontos porcentuais em junho para 14 agora.
A pesquisa Genial/Quaest mostra que, dentro da margem de erro, Lula poderia até vencer em primeiro turno, mas no momento este o cenário menos provável do que em junho.
Dada a margem de erro da pesquisa, Lula teria de 43% a 47% dos votos no primeiro turno.
Já a soma de todos os outros candidatos juntos chega a 43%, o que coloca o dado na margem de 41% e 45%.
Se a eleição for para segundo turno, Lula tem ampla vantagem em todos os cenários analisados.
No mais provável, diante da Bolsonaro, Lula venceria por 53% a 34%. Entretanto, a vantagem lulista caiu de 22 para 19 pontos porcentuais na passagem de junho para julho.

Contra Ciro, Lula venceria por 52% a 25%.
Se enfrentasse Simone Tebet (MDB), o petista venceria por 55% a 20%.
Para elaborar a pesquisa, a Quaest ouviu 2 mil eleitores entre 29 de junho e 2 de julho.
A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.
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