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Na avaliação dos analistas do banco, o Bradesco (BBDC4) tem potencial para bons retornos, mas curto prazo ainda implica volatilidade

Em uma temporada de balanços marcada pela piora na qualidade do crédito dos grandes bancos, uma coisa ficou evidente — enquanto Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) foram os destaques da vez, Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) acenderam um sinal de alerta nos investidores.
Porém, na avaliação do JP Morgan, a qualidade dessas ativos merece atenção, especialmente se observadas a dinâmica de receita e redução da inflação no Brasil.
Com a expectativa de uma melhora macroeconômica de maneira geral, o banco elevou a recomendação do Bradesco para compra, com preço-alvo passando de R$ 22 para R$ 21 — potencial de alta de 38% em relação ao fechamento de quarta-feira (16).
De acordo com o relatório, a perspectiva de retorno é alta, mas também implica maior volatilidade.
A equipe ressalta que só viram o Bradesco negociando tão próximo ao preço sobre o valor patrimonial por ação (P/VPA) três vezes ao longo da história — durante a crise de 2015, no início da pandemia e na semana passada, quando trouxe seus resultados.
Assim, após a baixa de 18% desde que o balanço foi divulgado e negociando a 1 vez o valor contábil (abaixo do nível histórico de 1,7 vezes), esse pode ser o momento de entrada. Mas fica o alerta: isso só serve para quem for capaz de suportar o momento atual, com um curto prazo ainda bastante desafiador.
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Em suas revisões mais recentes, o JP Morgan também reduziu o faturamento esperado para o Bradesco (BBDC4) para R$ 27 bilhões em 2023, uma queda de 5%. Com isso, o ROE (retorno sobre patrimônio líquido) do banco seria de 16%.
A mudança foi feita de olho nas maiores provisões para perdas com empréstimos previstas para o banco já no quarto trimestre deste ano, mesmo que seja algo precificado.
Ainda em 2022, os analistas acreditam numa alta de 69% neste indicador na base anual para o Bradesco, com normalização prevista para 2023. Também no ano que vem deve ocorrer uma melhora nas receitas e na margem financeira líquida da instituição.
Conforme o relatório do JP Morgan, o papel favorito do setor continua sendo ITUB4, após um balanço que agradou o mercado. Já o Santander está em último lugar entre as preferências dos analistas, mesmo que eles reconheçam que o banco espanhol pode retomar crescimento no futuro.
O Itaú também teve seu preço-alvo elevado de R$ 30,00 para R$ 33,00 — potencial de alta de 25,6% se considerado o fechamento de ontem.
Já o Banco do Brasil tem recomendação, com preço-alvo passando de R$ 47,00 para R$ 50,00 — valorização de 41,8% de acordo com o fechamento anterior.
Quem também tem recomendação neutra é o Santander, que viu seu preço-alvo cair de R$ 36,00 para R$ 35,00 — ganhos de 24,8%.
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