Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

SEM DOR OU COM DOR?

Tudo o que você precisa saber sobre os próximos passos do Fed — e por que isso importa para os seus investimentos

A inflação ao consumidor (CPI) dos EUA segue em alta e já chega a 9,1%, no acumulado em 12 meses — bem acima das projeções do mercado. O cenário aumentando a probabilidade de o Fed elevar a taxa de juros em 1 pp em julho, no que seria o maior aperto desde os anos 90

Carolina Gama
13 de julho de 2022
17:24
Montagem de Jerome Powell em cima de um foguete rumo ao planeta chamado juros
Montagem de Jerome Powell em foguete rumo ao planeta juros - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock / Banco Central da Suíça

“1, 2, 3…” Se fosse uma luta de boxe, o árbitro teria aberto a contagem para saber se o Federal Reserve (Fed) vai conseguir levantar e continuar a luta contra a maior taxa de inflação em 40 anos nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também não é para menos: o banco central norte-americano levou um cruzado de direita do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nesta quarta-feira (13). 

O indicador segue surpreendendo para cima e já chega a 9,1% no acumulado em 12 meses — as previsões da Dow Jones giravam em torno de 8,8% após o resultado de junho.

Nem mesmo a ligeira redução do chamado núcleo de inflação, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia — um recuo de 6% em maio para 5,9% em junho, no acumulado em 12 meses  — serve como consolo: essa retração foi menor que a esperada pelos economistas.

E, mais preocupante ainda: em uma base mensal, o núcleo do CPI avançou de 0,6% em maio para 0,7% no mês passado, chegando à leitura mais alta em um ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Fed vai partir pra cima?

Se Jerome Powell, presidente do Fed, for fã de Rocky Balboa, a chance é de assistirmos ao BC dos EUA  apanhar até o último minuto para então levantar-se, partir pra cima e vencer o combate — com muitas escoriações, é verdade. 

Leia Também

E é nisso que a maioria dos traders acredita: o Fed vai reagir e dar um duro golpe para que a inflação perca força de vez. 

Assim como no esporte, a política monetária tem uma espécie de casa de apostas própria. Embora não valha dinheiro, os traders conseguem medir a temperatura do que vai acontecer nas próximas reunião do Fed. 

Quem compila os dados é o CME Group, com base em uma análise de contratos futuros dos chamados fed funds, como a taxa de juros dos EUA é conhecida. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois do resultado da inflação de junho, os traders passaram a enxergar uma probabilidade de 60% de aumento da taxa referencial em 1 ponto percentual (pp). 

Se isso acontecer, será o maior aumento desde que o Fed começou a usar diretamente a taxa de juros para conduzir a política monetária, no início dos anos 90.

Powell não entra no ringue sozinho

Mickey Goldmill, Paulie Penino, Duke… Rocky Balboa contava com técnicos e assistentes para vencer no ringue. Assim como o lutador eternizado pelo cinema, Jerome Powell — o presidente do Fed — também tem uma equipe para enfrentar suas batalhas. 

No mês passado, Powell disse — depois que o banco central norte-americano aumentou o juro em 0,75 pp, para uma faixa de 1,5% a 1,75% — que uma elevação de 0,50 pp ou 0,75 pp era provável em julho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde então, a maioria dos membros do Fed ecoou o mesmo discurso ou endossou um movimento maior.

O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, alimentou hoje as expectativas crescentes de uma ação mais agressiva do Fed, dizendo que a inflação de junho pode exigir  um aumento de 1 pp na reunião do final deste mês.

Uma ideia mais clara do que eles pensam deve ser conhecida hoje à noite, quando a presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, será entrevistada pela Bloomberg TV.

Amanhã quem deve falar é o diretor do Fed, Christopher Waller, enquanto o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, e seu colega de St. Louis, James Bullard, têm eventos na sexta-feira. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois disso, os membros do Fed entram no período de silêncio pré-reunião. O próximo encontro do banco central norte-americano acontece nos dias 26 e 27 de julho. 

Veja também: Recessão global à vista: hora de investir na bolsa?

Sem dor ou com dor, Fed? 

No caso de Balboa, ele sempre repetia o mantra “sem dor, sem dor” para dizer a si mesmo que um determinado golpe não seria capaz de derrubá-lo. 

No caso do Fed, a luta contra a inflação pode ser com dor. Isso porque um aumento tão agressivo dos juros, ainda que telegrafado pelo banco central para não pegar ninguém de surpresa, pode lançar a economia dos EUA na recessão. 

“Se de fato o Fed elevar em 1 pp em julho e em 0,75 em setembro, acho que as perspectivas de crescimento para o final do ano provavelmente se deteriorarão”, disse Michael Feroli, economista- chefe do JPMorgan Chase & Co para os EUA. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Com o Fed mais agressivo, passa a ser uma questão de que tipo de recessão teremos e não se vamos ter uma recessão ou não”, disse Tom Porcelli, economista-chefe dos EUA da RBC Capital Markets.

O Brasil também acusa o golpe?

Com todos jabs de todos os lados, não tinha como o Brasil não acusar o golpe. A inflação nos EUA traz reflexos aos movimentos de preços por aqui — a exemplo da gasolina, alimentos e produtos industriais. 

Ou seja: como a dinâmica entre oferta e demanda no mundo também afeta a inflação no Brasil, preços perdendo ou ganhando força nos EUA acabam sinalizando um comportamento a ser esperado também no cenário doméstico.

Além disso, importamos muitos produtos manufaturados de países desenvolvidos, sendo os EUA um dos principais fornecedores. Assim, quando os preços de determinados produtos sobem por lá, sentimos parte dessa alta por aqui, via importação. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro, contabilizando aí também a diferença da taxa de câmbio do real em relação ao dólar — no caso, quanto mais desvalorizada nossa moeda, maior impacto terá a inflação nos EUA sobre os nossos produtos.

Além de crédito mais caro, juros em alta significam menor liquidez para os mercados, isto é, menos dinheiro em busca de retornos no mundo. 

Além disso, maiores juros nos EUA reduzem a atratividade relativa de ativos em países mais arriscados, como o Brasil.

Isso ocorre devido a redução do chamado diferencial de juros. De maneira simplificada, trata-se de uma comparação do quanto um investidor ganharia investindo aqui no Brasil — considerando a nossa taxa básica de juros como base para retornos — e quanto ganharia dado a taxa básica de juros dos EUA, onde o risco é considerado um dos menores do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ou seja: com juros maiores lá, investidores pensam um pouco mais sobre investir aqui, onde o risco é maior.

Deste modo, o rumo dos juros nos EUA também impacta o rumo dos nossos juros aqui. Quanto maiores os juros por lá, menor a entrada de dólares aqui (logo, mais desvalorizada nossa moeda). 

Esse movimento impacta a nossa inflação e contribui para maiores juros por aqui também.

Vale correr pro corner?

Segundo especialistas, proteger os investimentos contra a alta de preços aqui e lá fora torna-se ainda mais essencial no momento atual — além disso, o movimento de alta de juros pode trazer boas oportunidades.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimento, diz que no Brasil, títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA + 2026, debêntures de empresas sólidas e boas classificação de risco, e fundos de inflação (fundos de investimento que investem em ativos indexados à inflação) são alternativas a serem consideradas pelos investidores. 

“Ao mesmo tempo, o período de juros em elevação também traz oportunidades em títulos pós fixados — aqueles que acompanham a nossa taxa básica de juros, a Selic. Tesouro Selic, CDBs de bancos sólidos e fundos de crédito privado também ajudam a aproveitar as oportunidades do ciclo de alta da Selic”, afirma. 

Para surfar a onda da alta de juros também o cenário global, Rachel de Sá lembra dos ativos de renda fixa internacional. 

Com uma dinâmica bem diferente dos ativos brasileiros, a renda fixa internacional além de incluir muito mais opções de ativos, possui maior liquidez e estratégias que podem ser exploradas por grandes gestores de fundos de investimento, segundo a analista. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com informações da Bloomberg e da Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VALORES SALGADOS

Aluguel dispara em São Paulo e sobe 63% em um bairro no último ano — veja quanto custa morar na capital agora

30 de abril de 2026 - 19:01

Pesquisa com 178 mil anúncios de imóveis residenciais mostra que morar de aluguel em São Paulo está mais caro do que um ano atrás

TOUROS E URSOS

Muito risco para pouco retorno: por que o crédito privado não está compensando hoje — e quais são as exceções

30 de abril de 2026 - 17:30

Em participação no podcast Touros e Ursos, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, afirma que spreads no crédito provado estão “apertados demais”, não compensam o risco de calote. Ele defende foco em juros reais, com críticas até ao Tesouro IPCA+ e aos prefixados

TOME CUIDADO

Google solta alerta grave de segurança no navegador Chrome; mas é relativamente fácil resolver o problema

30 de abril de 2026 - 16:11

Mesmo com atualizações automáticas, usuários do Chrome podem permanecer vulneráveis se não atualizarem o navegador

DAS RUAS PARA O HOME-OFFICE

Só não faz o cafezinho: Toyota lança cadeira gamer inspirada em assentos de seus próprios carros de luxo

30 de abril de 2026 - 15:26

Com ajustes elétricos, bateria interna e USB‑C integrado, a cadeira da Toyota leva tecnologia automotiva ao home office

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?

Em estabelecimento totalmente administrado por IA, robô manda em humanos, pede dinheiro para funcionários e compra ingredientes para pratos que não estão no cardápio

30 de abril de 2026 - 14:34

A chefe é “Mona”, IA do Google que fundou e gerencia a cafeteria — e que é responsável por avaliar funcionários humanos

UMA COCA-COLA TODO DIA?

Coca-Cola anuncia mudanças que vão impactar no tamanho dos refrigerantes e no bolso dos consumidores

30 de abril de 2026 - 11:35

Coca-Cola quer estar mais presente no consumo diário e espontâneo dos consumidores brasileiros

SEM RECLAMAÇÕES

Super Sete 841 aproveita bola dividida na Lotofácil 3673 e paga o único prêmio milionário da rodada nas loterias da Caixa; Mega-Sena 3002 pode pagar R$ 130 milhões hoje

30 de abril de 2026 - 9:02

Lotofácil manteve a fama de loteria “menos difícil” da Caixa na rodada de quarta-feira (29), mas foi superada pela Super Sete, que pagou o prêmio principal pela primeira vez em 2026

AGENDA DE FERIADOS

Dia do Trabalhador: Como fica o funcionamento da B3, dos bancos, do Pix, dos Correios e de outros serviços no feriado?

30 de abril de 2026 - 6:30

O Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (04), influenciará o funcionamento dos principais serviços do Brasil

AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS

Bolsa Família, Gás do Povo e Pé-de-Meia e mais: confira o calendário completo dos programas sociais para maio de 2026

30 de abril de 2026 - 5:29

O guia detalha os dias em que os programas sociais são pagos pelo governo à população, feitos periodicamente e sujeitos à mudanças

AMEAÇA ÀS FINANÇAS?

Faturamento das bets dispara 44,4% em um ano, mas cifra bilionária camufla riscos para o bolso

29 de abril de 2026 - 19:20

Empresas de apostas online tiveram faturamento de R$ 2,2 bilhões em janeiro deste ano; pesquisa da FecomercioSP mostra o que está no radar desse mercado

AJUSTE ESPERADO

Copom corta a Selic para 14,50% e mantém cautela nas palavras; decisão inaugura fase mais incerta para o ciclo de juros

29 de abril de 2026 - 18:43

Colegiado evitou antecipar os próximos passos e disse que Selic alta por período prolongado surtiu efeito para a contração da atividade econômica

MAIOR E MAIS CARO

Completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 vai pesar no bolso; veja como se preparar

29 de abril de 2026 - 16:10

Álbum da Copa de 2026 será a edição mais cara; economista dá dicas de como prepara o bolso para a coleção

DIAGNÓSTICO DO BANCO

Banco do Brasil (BBAS3) vê reação rápida do agro se Selic cair; inadimplência pesa em máquinas e insumos

29 de abril de 2026 - 11:18

O banco conta com uma carteira de R$ 406 bilhões no agronegócio e espera ver uma estabilidade em 2026

UM BAITA IMPULSO

‘Supertênis’ da Adidas foi responsável por primeira maratona em menos de 2 horas? Enquanto especialistas buscam resposta, calçado tecnológico chega ao Brasil em breve — e não vai ser barato

29 de abril de 2026 - 11:14

Adidas ganhou a corrida nas pistas e obteve um impulso nas ações no rescaldo da Maratona de Londres

EFEITOS DA GUERRA

Gás do Povo: governo reajusta valor do benefício em 22 estados; veja para quanto foram os vouchers

29 de abril de 2026 - 9:59

Com aumento do valor de referência do Gás do Povo, governo brasileiro tenta mitigar efeitos da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã

O DIABO NÃO USA APENAS PRADA

Anna Wintour, a Miranda Priestly da vida real, não se lembrava de assistente e tem postura inesperada em relação a O Diabo Veste Prada 2

29 de abril de 2026 - 9:18

Sequência de filme que marcou a cultura pop nas última décadas, ‘O Diabo Veste Prada 2’ chega aos cinemas brasileiros nesta semana; confira quem é a Miranda Priestly na ‘vida real’

CAUTELA CONTINUA

Tudo indica que inflação é transitória, diz economista-chefe do Inter sobre impacto geopolítico; mas Selic já não vai mais cair tanto

29 de abril de 2026 - 7:15

Há espaço para aceleração dos cortes da Selic no segundo semestre, mas por ora Copom deve continuar com a mesma cautela, diz Rafaela Vitória

BOLA DIVIDIDA

Lotofácil 3672 tem 18 ganhadores, mas só 2 vão embolsar o prêmio inteiro; Mega-Sena 3001 acumula e +Milionária promete R$ 38 milhões hoje

29 de abril de 2026 - 6:53

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 28 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

CONTRA O EFEITO DOMINÓ

Quanto custa evitar o pior? Para o FGC, R$ 57,4 bilhões após crise do Banco Master

28 de abril de 2026 - 18:39

Em relatório anual, fundo afirma que bancou garantias, fez empréstimos e ainda viu indicador de liquidez cair abaixo do nível recomendado

TÍTULO DE ELEITOR

Eleitores têm até a próxima semana para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor para as eleições de 2026

28 de abril de 2026 - 17:25

O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros com mais de 18 anos, o; prazo vai até dia 6 de maio

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia