🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Disque J para Juros

Copom sobe Selic a 11,75% ao ano e tira o pé do acelerador, mas indica que mais uma alta de 1 ponto vem aí

O Copom elevou a Selic em 1 ponto percentual, levando os juros ao maior nível desde 2017. Veja os detalhes da decisão do Banco Central (BC)

Victor Aguiar
Victor Aguiar
16 de março de 2022
19:14 - atualizado às 20:05
O presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto, em um cartaz de filme com a frase "Um juro que sobe", em referência à trajetória da taxa Selic
O presidente do Banco Central brasileiro, Roberto Campos Neto - Imagem: Pedro França - Agência Senado; Montagem: Brenda Silva

Como num filme de Hitchcock, Roberto Campos Neto se encontra numa trama cada vez mais complexa. O presidente do Banco Central (BC) se vê ao redor de um ambiente confuso, em que cada esquina parece trazer um perigo misterioso. E, nessa trama cheia de suspense, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por elevar a Selic em 1 ponto percentual, levando a taxa básica de juros da economia a 11,75% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa foi a nona alta consecutiva na Selic, que estava em 2% no começo de 2021. A nova elevação, oficializada hoje — e decidida de maneira unânime pelos membros do BC, apesar do atraso de quase 50 minutos em relação ao prazo original —, recoloca os juros nos maiores patamares desde fevereiro de 2017, quando estavam em 12,25%.

E, apesar do alívio no ritmo de altas — o Copom subiu os juros em 1,5 ponto percentual nas últimas três reuniões —, isso não quer dizer que o fim do ciclo de aperto monetário esteja próximo. A autoridade monetária reconheceu que os riscos externos aumentaram, jogando por terra o plano que tinha sido traçado em janeiro.

Com as pressões inflacionárias ainda persistentes e uma nova camada de incertezas externas por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia, com saltos expressivos no valor dos combustíveis e uma expectativa de impactos nos preços dos alimentos no curto prazo, o Copom dá a entender que novas altas virão nas próximas reuniões.

"O Copom considera que, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista", disse a autoridade monetária, no comunicado da decisão desta quarta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o que seria esse "território ainda mais contracionista"? Bem, por ora, o BC já deixou claro: para a próxima reunião, em maio, uma nova elevação de 1 ponto deve ser concretizada, jogando a Selic ao nível de 12,75% ao ano.

Leia Também

  • IMPORTANTE: liberamos um guia gratuito com tudo que você precisa para declarar o Imposto de Renda 2022; acesse pelo link da bio do nosso Instagram e aproveite para nos seguir. Basta clicar aqui

Copom e Selic em: Intriga Internacional

Logo de cara, o Copom já deixa claro que a situação mudou drasticamente nos últimos meses: nas palavras do próprio comitê, o cenário externo "se deteriorou substancialmente". A afirmação faz referência, é claro, à guerra entre Rússia e Ucrânia e às inúmeras incertezas que o conflito trouxe à economia mundial.

Desde o início do confronto armado no leste europeu, o petróleo disparou às máximas em uma década e as cotações dos fertilizantes e das commodities agrícolas tiveram fortes altas, dada a incerteza quanto ao que pode acontecer na região. Isso, naturalmente, gera toda uma camada de incerteza e mistério.

O choque de oferta decorrente do conflito tem o potencial de exacerbar as pressões inflacionárias que já vinham se acumulando tanto em economias emergentes quanto avançadas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Comunicado do Copom desta quarta-feira (16)

A maior preocupação do Copom em relação à guerra diz respeito aos preços dos combustíveis: na semana passada, a Petrobras promoveu um reajuste de quase 20% na gasolina para manter a paridade com as cotações internacionais. A decisão, obviamente, não foi bem recebida pela sociedade.

E como o BC enxerga esse movimento — e os impactos dessa 'intriga internacional' na inflação? Segundo o comunicado, essa nova realidade das commodities deve gerar efeitos defasados à dinâmica da economia nacional. E, levando essa hipótese em conta, a autoridade monetária diz que o atual ciclo de alta nos juros é suficiente para a convergência da inflação no horizonte relevante.

"O Copom avalia que o momento exige serenidade para avaliação da extensão e duração dos atuais choques", diz o comunicado. "Caso esses se provem mais persistentes ou maiores que o antecipado, o Comitê estará pronto para ajustar o tamanho do ciclo de aperto monetário.

BC e a janela indiscreta dos juros

Quem observa os movimentos do BC brasileiro de fora, pode achar que há algo de suspeito no ar: enquanto o Fed e os bancos centrais dos países desenvolvidos ainda mostram certa hesitação em subir juros, o Copom tem atuado firmemente desde o ano passado — e, ao que tudo indica, o ciclo ainda vai demorar a se encerrar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O último boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16), projeta que a Selic terminará o ano num patamar de 12,75%; portanto, seguindo as diretrizes dadas hoje pelo Copom, teríamos apenas a elevação de juros já contratada para maio. Mas o próprio BC admite que há riscos de que esse plano não corra exatamente desta maneira.

No que diz respeito ao cenário doméstico, o Copom pondera, de um lado, que os dados do PIB do quarto trimestre de 2021 surpreenderam positivamente. Mas, por outro, a autoridade monetária diz que a inflação tem surpreendido negativamente — e, em tese, o controle da inflação é o que realmente importa ao BC.

Dito isso, ambas as hipóteses que o Copom adota em suas projeções colocam a inflação para 2022 acima do teto da meta, de 5%. No cenário de referência, que tem como base as premissas do Focus, o IPCA deste ano ficará em 7,1%, desacelerando para 3,4% em 2023.

No cenário 'alternativo', com o barril do petróleo fechando o ano em US$ 100, o Copom acredita que a inflação acumulada ao longo de 2022 ficará em 6,3%, passando a 3,1% no ano seguinte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Psicose fiscal

Mais uma vez, o Copom fez questão de mandar um recado ao governo e ao Congresso, frisando que o respeito às metas fiscais do país são fundamentais para manter ancoradas as expectativas de inflação.

É verdade que uma possível reversão parcial do aumento de preços das commodities poderá trazer alívio à trajetória de inflação. Mas, independente disso, a questão fiscal segue sendo acompanhada de perto pelo BC, com um eventual aumento no prêmio de risco do país por causa do descontrole nos gastos do governo sendo apontado como fator negativo.

"Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o Comitê avalia que a incerteza em relação ao arcabouço fiscal mantém elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mas considera que esse risco está sendo parcialmente incorporado nas expectativas de inflação e preços de ativos utilizados em seus modelos", diz o Copom. "O Comitê segue considerando uma assimetria altista no balanço de riscos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PAI DE CRIAÇÃO

Paternidade socioafetiva: entenda a estratégia de homem que reivindica herança em um dos maiores casos do gênero no Brasil

25 de fevereiro de 2026 - 15:40

Após DNA negativo, defesa recorre à tese em disputa bilionária pela herança de João Carlos Di Genio; veja os detalhes

MENOS R$ 1.467 NA CONTA

Lei da CNH fixa multa salgada a motorista que ignorar exame obrigatório

25 de fevereiro de 2026 - 15:02

Penalidade é aplicada automaticamente e pode chegar ao valor de R$ 1.467,35

BTG SUMMIT

Crescimento da economia brasileira não é o que parece: “cuidado com esses números”, alerta Mansueto Almeida, do BTG

25 de fevereiro de 2026 - 14:35

Ao contrário: em um ano de juros muito altos, avanço machuca bastante o varejo e a indústria de transformação, disse economista-chefe do BTG.

ÚLTIMAS HORAS

Salário de R$ 22,5 mil: Último dia para se inscrever em concurso com carreira internacional

25 de fevereiro de 2026 - 10:59

Prazo termina hoje para concorrer a uma das 60 vagas com remuneração equivalente a cerca de 14 salários mínimos

COMO SE DESTACAR

As habilidades que vão colocar profissionais em destaque no mercado de trabalho em 2026, segundo rede social de networking profissional

25 de fevereiro de 2026 - 10:21

Estudo do LinkedIn aponta competências técnicas e comportamentais em alta, destacando IA, gestão de projetos e comunicação estratégica em diferentes áreas

REDUÇÃO DAS TAXAS

Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil aos EUA

25 de fevereiro de 2026 - 9:54

Aeronaves ficam isentas; 25% das vendas ao país terão taxa de 10%

O QUE ESTÁ NA MESA DA XERIFE

CVM tem 6 investigações em andamento sobre Master, Reag e outras entidades

25 de fevereiro de 2026 - 9:31

Há processos e investigações envolvendo a Ambipar, Banco de Santa Catarina, Reag Investimentos, Reag Trust e outras empresas conectadas ao caso

BRILHOU SOZINHA

Lotofácil 3620 tem 15 vencedores, mas só um deles fica milionário com o prêmio; Mega-Sena acumula de novo e vai a R$ 130 milhões

25 de fevereiro de 2026 - 6:49

Enquanto a Lotofácil tem vencedores praticamente todos os dias, a Mega-Sena pagou o prêmio principal apenas uma vez este ano desde a Mega da Virada.

VALE DA ELETRÔNICA

Essa cidade do interior de Minas Gerais é reconhecida como modelo global de inovação

24 de fevereiro de 2026 - 15:01

Cidade do interior de Minas Gerais ficou conhecida por ser o ‘Vale da Eletrônica’ no Brasil

BULA MENTIROSA?

Remédio que combate o colesterol ‘ruim’ tem menos efeitos colaterais do que se imaginava

24 de fevereiro de 2026 - 11:25

Autores de um novo estudo dizem que as bulas das estatinas deveriam ser alteradas para refletir a conclusão

PREPARE O BOLSO

Listagem sugere GTA 6 com preço mais alto do esperado no Brasil; saiba o valor

24 de fevereiro de 2026 - 11:17

Expectativa com o lançamento do GTA 6 reacende debate sobre reprecificação no mercado de games; produtora ainda não divulgou o preço oficial.

MAPA DA REMUNERAÇÃO

Salários no Brasil variam até 60% de um Estado para outro; veja onde se ganha mais – e menos

24 de fevereiro de 2026 - 9:47

Confira como os rendimentos variam entre os estados e onde estão as melhores e piores remunerações do país

ATENÇÕES DIVIDIDAS

Lotofácil 3619 tem 5 ganhadores e Quina 6959 sai para vencedor único, mas ninguém fica milionário; Mega-Sena pode pagar R$ 116 milhões hoje

24 de fevereiro de 2026 - 7:19

Lotofácil não foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira, mas foi a que deixou os sortudos mais próximos da marca de R$ 1 milhão.

INVESTIDOR CAUTELOSO

Renda fixa domina e ações seguem pressionadas: o equilíbrio entre risco e retorno, segundo a Moody’s

23 de fevereiro de 2026 - 19:58

Ranking avalia desempenho ajustado ao risco em três anos e mostra preferência crescente do investidor por estratégias mais previsíveis

DE OLHO NA ESTABILIDADE

Concurso em São Paulo abre inscrições com salários de até R$ 10,2 mil; veja vagas

23 de fevereiro de 2026 - 15:35

Certame oferece oportunidades para níveis fundamental, médio e superior; provas estão previstas para abril

SÁMI DE INARI

Ela esteve próxima de se transformar em língua morta, mas foi salva da extinção por um grupo de crianças

23 de fevereiro de 2026 - 15:29

Crianças da Lapônia, região situada no Círculo Polar Ártico, salvam a língua sámi de Inari da extinção

BOLADA DE R$ 116 MILHÕES

O que fazer com R$ 116 milhões? Veja quanto rende o prêmio da Mega-Sena com a Selic a 15%

23 de fevereiro de 2026 - 14:06

Bolada da Mega-Sena que será sorteada nesta terça-feira (24) teria potencial de gerar ganhos milionários mesmo em investimentos conservadores

‘VARÍOLA DOS MACACOS’

Mpox: Doença tem 55 casos confirmados no Brasil; nova variante é detectada no Reino Unido e na Índia; veja sintomas e tratamento

23 de fevereiro de 2026 - 13:21

Mpox registrou 1.056 casos confirmados e dois óbitos relacionados à doença no Brasil em 2025

LOTERIAS

Com R$ 116 milhões em jogo, Mega-Sena promete maior prêmio da semana, mas Lotofácil acumulada rouba a cena hoje

23 de fevereiro de 2026 - 7:03

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Lotomania e a Lotofácil são as loterias da Caixa com os maiores prêmios em jogo na noite desta segunda-feira (23); confira os valores.

VIAJOU NO ESPAÇO?

Centros de dados para IA no espaço? Ideia de Elon Musk é “ridícula”, diz CEO da OpenAI, dona do ChatGPT

22 de fevereiro de 2026 - 15:50

Elon Musk, homem mais rico do mundo e dono da SpaceX e Tesla, afirma que quer construir os centros no espaço, com uso de energia solar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar