Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

INDO ÀS ALTURAS

Copom segue escalando a montanha dos juros e eleva Selic em 1 ponto, a 12,75% ao ano — e continuará subindo rumo ao pico

É a décima alta consecutiva na Selic, que chega no maior patamar desde o começo de 2017; a decisão de juros do Copom foi unânime

Victor Aguiar
Victor Aguiar
4 de maio de 2022
19:13 - atualizado às 19:43
Montagem mostrando o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, escalando uma montanha, sinalizando o ciclo de alta da Selic, a taxa básica de juros do Brasil, promovido pelo Copom
Imagem: Unsplash/Agência Brasil; montagem Andre Morais

Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central (BC), olha para cima e calcula o próximo movimento — num paredão perigoso como o da alta de juros, basta um passo em falso para despencar no abismo da retração econômica. E, na condição de líder da expedição rumo ao topo da montanha, optou pelo trajeto mais seguro: o Copom acaba de elevar a Selic em 1 ponto percentual, ao nível de 12,75% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão, publicada há pouco, foi unânime e marca a décima alta consecutiva na taxa básica de juros da economia; no começo do ano passado, a Selic estava em 2%. O BC não ia a patamares tão altos desde janeiro de 2017 — na ocasião, a bandeira estava fincada nos 13%.

Esse novo passo para cima não surpreendeu o mercado; na reunião passada, feita em março, o Copom já tinha deixado claro que pretendia elevar a Selic em 1 ponto percentual. A grande dúvida era quanto aos movimentos daqui em diante: o BC armaria acampamento nos 12,75%, interrompendo a escalada, ou continuaria a subida?

Pois o comunicado da decisão do Copom deixa claro que o plano é seguir em frente, buscando um topo que parece próximo. A autoridade monetária deixou a porta aberta para novas altas na Selic, embora em intensidade menor que a promovida hoje.

Não há, no entanto, uma sinalização firme de quanto será essa nova alta — boa parte do mercado aposta num aumento de 0,5 ponto, o que levaria a Selic a 13,25% ao ano. O BC também não deixou claro se teremos apenas mais um degrau a ser subido, ou se o topo da montanha está ainda mais para cima.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa escalada implacável ocorre em meio ao avanço igualmente firme da inflação: em março, o IPCA acumulado em 12 meses chegou a 11,3%, sem dar grandes sinais de arrefecimento em meio aos juros cada vez mais altos. Guerra na Ucrânia, valorização do petróleo e dos combustíveis, encarecimento dos alimentos — o ambiente inflacionário não é dos mais favoráveis para o BC.

Leia Também

Copom: riscos, muitos riscos

Escalar uma cordilheira envolve diversos riscos: falta de oxigênio, ventos cortantes, temperaturas extremas — e a expedição do Copom está enfrentando uma série deles rumo ao pico da Selic.

Há a deterioração do ambiente externo: pressões inflacionárias se acumulam lá fora, tirando o ar das economias globais; aqui dentro, a elevação nos preços também deixa a atividade doméstica num ambiente hostil e obriga Campos Neto e o BC a continuarem subindo a Selic.

Ainda no âmbito local, há a questão da dinâmica fiscal do país — caso as contas públicas entrem numa espiral de descontrole, é esperado que a inflação brasileira continue surpreendendo positivamente. Ou seja: há um risco de as questões domésticas influenciarem a alta dos juros. E, é claro, vale lembrar que, num ano eleitoral, o risco fiscal fica ainda maior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O Comitê entende que essa decisão reflete a incerteza ao redor de seus cenários e um balanço de riscos com variância ainda maior do que a usual para a inflação prospectiva", diz o comunicado do Copom, afirmando ainda que a alta de 1 ponto na Selic "é compatível com a convergência da inflação para as metas ao longo do horizonte relevante"

Selic e o topo da montanha

Há uma mudança bastante relevante no comunicado do BC: pela primeira vez, a autoridade monetária reconhece que há um risco de desancoragem das expectativas de inflação nos prazos mais longos; em outras palavras, o Copom dá a entender que não quer deixar que a dinâmica dos preços saia do controle no médio prazo.

Pois esse temor de desancoragem é o que motiva a autoridade monetária a continuar escalando a montanha da Selic: a alta nos juros é a ferramenta clássica que os bancos centrais possuem para frear a inflação e impedir a deterioração do poder de compra da população. Veja esse trecho do comunicado:

O Copom considera que, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Comunicado do Copom sobre a alta de 1 ponto na Selic promovida em 4 de maio de 2022, ao patamar de 12,75% ao ano

Destaque para o uso do termo "significativamente" para classificar o avanço em território contracionista. Isso quer dizer que, para conter o avanço da inflação, o Banco Central pretende escalar a montanha dos juros até uma altura em que a economia fica com dificuldade de respirar — entrando, assim, numa área de retração da atividade.

O que se sabe, por ora, é que o próximo passo na montanha será menor que o atual — de 0,75 ponto ou menos. Mas, dada a altitude elevada, é preciso tomar cuidado daqui para frente.

"O Comitê nota que a elevada incerteza da atual conjuntura, além do estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demandam cautela adicional em sua atuação", diz o documento, dizendo vagamente que os próximos passos dependem da evolução das variáveis econômicas.

O balanço de riscos do BC

Quais fatores estão sendo levados em conta pelo Banco Central para calcular os próximos movimentos na montanha dos juros? Bem, é divulgado em todas as decisões o chamado "balanço de riscos" — uma espécie de resumo do que pode direcionar a trajetória da Selic daqui em diante. Veja abaixo os destaques:

  • Para cima: pressões inflacionárias mais persistentes no exterior;
  • Para cima: incerteza quanto à trajetória fiscal do país;
  • Para baixo: eventual reversão dos preços de commodities, o que aliviaria a pressão sobre os combustíveis;
  • Para baixo: desaceleração mais acentuada da economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
APETITE POR EMERGENTES

Guerra, petróleo caro e fuga dos EUA: o combo que pode jogar a favor do Brasil, segundo André Esteves, do BTG

31 de março de 2026 - 13:29

Chairman do BTG Pactual vê fluxo global migrando para emergentes e revela “carta na manga” brasileira; confira

CHOQUE ALÉM DO PETRÓLEO

A guerra no Oriente Médio já chegou no seu bolso — e os bancos tentam colocar em números o peso dessa inflação

31 de março de 2026 - 13:03

Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos

SÓ O COELINHO NÃO DESCANSA

Feriados e chocolates: abril traz Páscoa e Tiradentes após um mês sem feriados nacionais; confira as datas

31 de março de 2026 - 7:45

Confira o calendário de feriados de abril para se programar e aproveitar para descansar durante o mês

EMPRESTA O BRILHO?

Lotofácil 3649 faz multimilionário na RMSP e teimosinha leva prêmio principal da Quina 6989; concurso 2374 da Timemania promete hoje prêmio maior que o da Mega-Sena 2991

31 de março de 2026 - 7:02

Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para abril de 2026

31 de março de 2026 - 5:29

Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda

MCMV PARA A CLASSE MÉDIA

Novo teto de R$ 600 mil do Minha Casa Minha Vida contempla imóveis em 1,4 mil ruas de São Paulo — em quais bairros estão essas casas e apartamentos?

30 de março de 2026 - 19:28

Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores

EFEITO DOMINÓ

Guerra pressiona inflação global e pode travar cortes de juros, alerta FMI; Brasil já sente os primeiros efeitos

30 de março de 2026 - 16:46

Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima

BC JOGA NO TEMPO

Por que o BC pisou no freio? “Gordura” da Selic vira trunfo em meio à turbulência global e permite “ganhar tempo”, diz Galípolo

30 de março de 2026 - 13:05

Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse

O RECADO DO MERCADO

Inflação dá sinal de alerta no Focus: mercado piora projeções para alta dos preços e reforça juros altos por mais tempo

30 de março de 2026 - 9:03

Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana

FICOU NO VÁCUO

Mega desprestigiada? Dupla de Páscoa, +Milionária e mais 4 modalidades começam a semana com prêmios maiores que o da Mega-Sena

30 de março de 2026 - 7:52

Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.

O COELHINHO ENGORDOU

Caixa anuncia aumento de 14,3% no prêmio da Dupla de Páscoa; veja quanto vai ser sorteado no feriado prolongado

30 de março de 2026 - 6:44

Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.

CERTEZA DA INCERTEZA

Fim da linha para a queda da Selic? As perspectivas para os juros no Brasil com a guerra e a eleição pela frente

30 de março de 2026 - 6:04

Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também

ALÉM DO PETRÓLEO

Cenário de estresse global muda o jogo para a inflação e a Selic: veja o que pode acontecer com os juros, segundo o Inter

29 de março de 2026 - 17:09

Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

CONTA MAIS CARA EM ANO ELEITORAL?

Para atenuar alta na conta de luz, governo pode conceder crédito de R$ 7 bilhões a distribuidoras de energia elétrica

29 de março de 2026 - 11:07

No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%

TÃO DOCE E TÃO SALGADO

Páscoa sem chocolate? Como a escassez de cacau vai influenciar um dos feriados mais esperados pela criançada

29 de março de 2026 - 10:22

Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate

SEM ACORDO

Após 30 dias de guerra, Irã fecha o cerco no Estreito de Ormuz

29 de março de 2026 - 9:57

Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia