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2022-02-10T11:06:35-03:00
Carolina Gama
GRANDE IRMÃO

BBB virtual? Tik Tok e YouTube lideram lista de plataformas que mais rastreiam dados pessoais de seus usuários, mostra estudo

O rastreamento por terceiros chamou atenção da empresa de marketing móvel URL Genius, já que é praticamente impossível saber quem e quais informações estão sendo coletadas

8 de fevereiro de 2022
16:58 - atualizado às 11:06
tiktok
TikTok - Imagem: Shutterstock

O Big Brother do livro 1984, escrito pelo britânico George Orwell, é o líder supremo da fictícia Oceânia e controla toda a população. O personagem, é claro, serviu de inspiração para o famoso reality show BBB — mas a influência da obra não fica por aí. Ao que tudo indica, Tik Tok e YouTube também se espelharam no Grande Irmão para rastrear seus usuários. 

Segundo estudo recente publicado pela URL Genius, o TikTok e o YouTube coletam os dados pessoais dos usuários mais do que qualquer outro dispositivo de mídia social. 

A empresa de marketing móvel descobriu que o YouTube armazena principalmente informações pessoais para seus próprios fins, a exemplo do rastreamento do histórico de pesquisa on-line ou até mesmo a localização do usuário para veicular anúncios relevantes

Já o TikTok, de propriedade da gigante chinesa de tecnologia ByteDance, permite principalmente que rastreadores de terceiros coletem seus dados – e a partir daí, é difícil dizer o que acontece com eles.

Para realizar o estudo, a URL Genius usou o recurso Record App Activity, do iOS da Apple, para contar quantos domínios diferentes rastreiam a atividade de um usuário em 10 dispositivos de mídia social diferentes – YouTube, TikTok, Twitter, Telegram, LinkedIn, Instagram, Facebook, Snapchat, Messenger e Whatsapp — ao longo de uma visita, antes mesmo de fazer login na sua conta.

YouTube e TikTok: o que o estudo revelou

O YouTube e o TikTok superaram os outros aplicativos com 14 contatos de rede cada — mais que o dobro da média de seis contatos de rede por aplicativo do estudo.

“Esses números são provavelmente maiores para usuários que estão logados em contas nesses aplicativos”, diz o estudo.

Dez dos rastreadores do YouTube eram contatos de rede primários, o que significa que a plataforma estava rastreando a atividade do usuário para seus próprios fins. Quatro dos contatos eram de domínios de terceiros, o que significa que a plataforma estava permitindo que um punhado de usuários misteriosos coletasse informações e rastreasse a atividade do usuário.

Para o TikTok, os resultados foram ainda mais misteriosos: 13 dos 14 contatos de rede no popular aplicativo de mídia social eram de terceiros. O rastreamento acontecia mesmo quando os usuários não permitiam a coleta de informações nas configurações de cada aplicativo, de acordo com o estudo.

“Atualmente, os usuários não conseguem ver quais dados são compartilhados com redes de terceiros ou como seus dados serão usados”, disseram os autores do relatório.

O risco dos rastreadores de terceiros

O rastreamento por terceiros chamou atenção do estudo sobre o YouTube e o Tik Tok. Com eles, é praticamente impossível saber quem está coletando os dados do usuário ou quais informações estão sendo obtidas.

Esses rastreadores têm acesso às postagens com as quais o usuário interage e quanto tempo é gasto em cada uma delas, além de saber a localização física e qualquer outra informação pessoal que é compartilhada com o aplicativo.

Como o estudo observou, rastreadores de terceiros podem mapear a atividade de usuários em outros sites, mesmo depois que a pessoa saiu do aplicativo.

Tik Tok sob vigilância nos EUA

O TikTok foi alvo de críticas no passado sobre como coleta e utiliza dados, especialmente dos mais jovens, incluindo alegações de que a rede social transferiu algumas informações privadas de usuários para servidores chineses.

Em 2020, o então presidente norte-americano, Donald Trump, tentou banir o TikTok nos Estados Unidos devido a preocupações com as políticas de segurança de dados do aplicativo.

O atual presidente Joe Biden recuou nas ameaças e ordenou uma revisão de possíveis riscos à segurança representados por aplicativos de propriedade estrangeira.

*Com informações da CNBC

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