Apple (AAPL34) contraria temores sobre demanda fraca no trimestre e ações sobem em Nova York; veja resultado da empresa
Os analistas não estavam otimistas sobre o resultado da Apple — alguns chegaram a prever que o lucro por ação e a receita da empresa cresceriam no ritmo mais lento em seis trimestres; descubra se eles estavam certos

A Apple (AAPL34) tinha uma missão difícil a cumprir: superar o desempenho histórico do último trimestre. A maçã não replicou essa performance, mas contrariou preocupações dos investidores sobre a deterioração do ambiente macroeconômico — o seu potencial para afetar a demanda por smartphones e computadores de última geração.
No período compreendido entre janeiro e março deste ano, a Apple registrou lucro líquido de US$ 25,01 bilhões, o que representa um aumento de 5,84% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O lucro por ação foi de US$ 1,52 ante US$ 1,40. Já a receita líquida somou US$ 97,2 bilhões, um crescimento de 8,6% em termos anuais.
Os analistas não estavam otimistas sobre o resultado da Apple — alguns chegaram a prever que o lucro por ação e a receita da empresa cresceriam no ritmo mais lento em seis trimestres.
Mas a maçã conseguiu uma reação positiva do mercado aos seus números trimestrais. As ações da Apple chegaram a subir mais de 3% no after market em Nova York.
Confira os resultados da Apple e a projeções da Refinitiv obtidas pela CNBC para o segundo trimestre fiscal, encerrado em 26 de março deste ano:
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- Lucro por ação: US$ 1,52 contra US$ 1,43 estimados;
- Receita: US$ 97,28 bilhões contra US$ 93,89 bilhões estimados;
- Receita com iPhone: US$ 50,57 bilhões contra US$ 47,88 bilhões estimados;
- Receita com serviços: US$ 19,82 bilhões contra US$ 19,72 bilhões;
- Receita com outros produtos: US$ 8,81 bilhões contra US$ 9,05 bilhões estimados;
- Receita com Mac: US$ 10,44 bilhões contra US$ 9,25 bilhões estimados;
- Receita com iPad: US$ 7,65 bilhões contra US$ 7,14 bilhões estimados.
iPhone: a estrela do balanço
A Apple depende fortemente do iPhone, que é de longe seu maior contribuinte de receita. O dispositivo foi responsável por 57,8% das vendas líquidas no último trimestre, em que as vendas aumentaram 9,2% em base anual, para US$ 71,63 bilhões.
Mais uma vez, a demanda contínua pelo iPhone 13 — habilitado para 5G — impulsionou a receita no segundo trimestre fiscal, respondendo por 52% das vendas da empresa.
Entre janeiro e março deste ano, a Apple registrou US$ 50,57 bilhões em receita com iPhone, o que representa um crescimento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O CEO da Apple, Tim Cook, disse que os negócios ligados ao iPhone tiveram um trimestre de sucesso com os switchers, como são conhecidas as pessoas que anteriormente tinham um telefone Android, mas decidiram comprar um celular da Apple.
Serviços ganham espaço nos negócios da Apple (AAPL34)
Havia a expectativa de que serviços como Apple TV+, Apple Arcade, Apple News+, Apple Card, Apple Fitness+ e Apple One contribuíssem para o crescimento geral da Apple (AAPL34) no segundo trimestre fiscal.
A empresa, no entanto, esperava que a taxa de crescimento de Serviços diminuísse em comparação com o primeiro trimestre fiscal de 2022. No trimestre anterior, as receitas de Serviços cresceram 23,8% em base anual, para US$ 19,52 bilhões e representaram 15,7% das vendas.
Agora, o segmento viu sua receita somar US$ 19,82 bilhões, um incremento de 17,3% em relação ao segundo trimestre do ano fiscal anterior e 20,4% das vendas.
A Apple também gera receita com serviços do AppleCare, de publicidade, do Apple Card e do Apple Pay. A empresa começou a se concentrar em serviços em 2015, quando o crescimento nas vendas do iPhone começou a desacelerar.
Em três dos últimos quatro anos, a receita de serviços ultrapassou a receita de produtos da Apple. No ano fiscal de 2018, a empresa gerou US$ 39,7 bilhões em receita de serviços, um aumento de 21,6% em relação ao ano anterior. O crescimento desacelerou para 16,5% e 16,2% nos dois anos fiscais subsequentes.
Em seguida, acelerou para 27,3% no ano fiscal de 2021, um ano dos quatro últimos em que a receita de produtos cresceu mais rapidamente.
Covid-19 na China pesou?
A região de crescimento mais rápido para a Apple no segundo trimestre fiscal de 2022 foi Américas, que viu as vendas aumentarem 20% em base anual, para US$ 50,57 bilhões.
A Grande China, que inclui Hong Kong e Taiwan, cresceu a uma taxa mais lenta de 3,47%, para US$ 18,34 bilhões.
O CFO da empresa, Luca Maestri, disse em entrevista à CNBC que os bloqueios na China relacionados à covid-19 não afetaram a Apple durante o trimestre.
Apple (AAPL34) sem previsões
A Apple não forneceu uma previsão para o trimestre atual — uma métrica que foi suspensa em fevereiro de 2020, segundo a empresa, por conta da incerteza provocada pela pandemia de covid-19.
No entanto, a maçã disse que seu conselho de administração autorizou US$ 90 bilhões em recompras de ações, mantendo o ritmo de gastos com a aquisição de seus próprios papéis. A Apple gastou US$ 88,3 bilhões em recompras em 2021, segundo a S&P Dow Jones Indices.
Além disso, a Apple aumentou seu dividendo em 5%, para US$ 0,23 por ação.
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