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Gigante do e-commerce chinês quer importar o Dia do Solteiro, em novembro, para o mercado brasileiro e rivalizar com a Black Friday

A disputa no comércio digital no Brasil é acirrada, mas a gigante chinês do comércio digital AliExpress está preparada para brigar com a brasileira Magazine Luiza (MGLU3), a asiática Shopee e outras concorrentes por esse mercado — e já tem planos ambiciosos para suas operações no país.
O primeiro passo estratégico da asiática é mudar a direção da companhia no Brasil. A partir de agora, a ex-chefe de marketing da Americanas, Briza Rocha Bueno, vai assumir a presidência por aqui.
Bueno chega ao comando da empresa do grupo Alibaba com um projeto para unir as tradições chinesas ao “jeitinho brasileiro” — e importar uma data comemorativa da China que movimenta bilhões e bilhões.
A ideia da presidente do AliExpress é popularizar o Dia do Solteiro no mercado brasileiro. Todo dia 11 de novembro, o evento chega carregado de promoções, especialmente nas gigantes chinesas do e-commerce.
A data surgiu na China como uma espécie de “anti-Dia dos Namorados”, além de rivalizar com a Black Friday dos Estados Unidos.
Porém, o dia acabou se tornando tão popular que se transformou na principal data do comércio da China — e passou até mesmo a ser considerada a Black Friday chinesa.
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"Trago um 'jeitinho' brasileiro para o AliExpress, algo que adquiri nos meus anos de experiência no e-commerce nacional", disse a nova presidente do AliExpress no Brasil.
No ano passado, o Dia dos Solteiros bateu recorde e movimentou o montante de US$ 139,1 bilhões — equivalente a aproximadamente R$ 644,9 bilhões, na conversão atual.
Só no AliExpress, o faturamento foi de US$ 85 bilhões, correspondente a cerca de R$ 394,1 bilhões, em 11 de novembro de 2021.
A aposta da chinesa em importar a data comemorativa ainda preenche o espaço vazio no calendário brasileiro, uma vez que existe uma janela entre o Dia das Crianças e o Natal, de acordo com Ulysses Reis, professor de varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A “pré-Black Friday” do AliExpress no Brasil ainda deve aumentar as compras de presentes de Natal antecipadas, segundo Reis.
A expansão do AliExpress no Brasil não é de hoje. A companhia de e-commerce aumentou o número de voos que transportam produtos para o Brasil, que subiram de cinco para seis vezes por semana.
Inaugurar um centro de distribuição no país não está fora dos planos de investimento da asiática. Porém, segundo a nova presidente do AliExpress no Brasil, ainda não existem projetos do tipo em execução.
Mas a disputa para conquistar o comércio digital no Brasil e impulsionar os negócios no país também inclui os vendedores locais na plataforma.
A empresa quer aumentar o número de comerciantes brasileiros, uma vez que o Brasil é o único país que o AliExpress permitiu a entrada de vendedores locais no site.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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