O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Companhia recebeu uma “cobrança de prejuízo digital” no valor de US$ 917,8 milhões no 2T22, resultado da perda drástica na cotação do bitcoin este ano
“No bitcoin a gente confia”, dizia um tweet de Michael Saylor em meados de junho, apesar das quedas acentuadas da criptomoeda. Já familiarizado com a volatilidade dos mercados financeiros e com perdas bilionárias, ninguém parecia ter tanta fé no bitcoin (BTC) quanto o CEO e presidente do conselho de administração da MicroStrategy.
Acontece que, apesar do que dizem por aí, a fé por si só não costuma mover montanhas ou moinhos — e muito menos o caixa de uma empresa. A crença de Saylor no ativo digital tornou a MicroStrategy a empresa pública com maior estoque de bitcoin, acumulando 129.699 BTC.
Maior detentora corporativa da moeda virtual, a companhia de inteligência de negócios possui uma participação de aproximadamente US$ 3,02 bilhões em BTC, segundo o site Buy Bitcoin Worldwide.
A estratégia do executivo era simples: se aproveitar da volatilidade e das baixas do mercado para comprar a criptomoeda. Entretanto, o plano não foi tão bem sucedido, e o recuo ainda maior do bitcoin (BTC) após as aquisições feitas pela MicroStrategy teve um preço.
A companhia recebeu uma “cobrança de prejuízo digital” no valor de US$ 917,8 milhões no segundo trimestre de 2022, de acordo com a conferência de resultados corporativos da empresa realizada na terça-feira.
A cobrança é resultado da perda drástica na cotação do bitcoin — especialmente durante o atual inverno cripto vivido pelo mercado — em relação aos preços de quando comprou o ativo.
Leia Também
Desde agosto de 2020, a MicroStrategy comprou 129.699 bitcoins a um preço médio de US$ 30.664 por BTC.
Ou seja, no auge da criptomoeda em novembro de 2021, quando atingiu o recorde histórico de US$ 68 mil por moeda, o valor total das participações em Bitcoin da empresa era de cerca de US$ 8 bilhões.
Agora, com o BTC negociado a US$ 23.348 por moeda, a fatia da empresa de Michael Saylor é de aproximadamente US$ 3,02 bilhões. O deságio nas cotações chegou a ligar o sinal amarelo para os investidores, que esperavam o acionamento do gatilho da Regra da Morte.
É importante destacar que essa não é a primeira vez que a companhia recebe esse encargo, mas é um aumento considerável em relação à taxa cobrada no trimestre anterior, de US$ 170,1 milhões.
Segundo o diretor financeiro da companhia, Andrew Kang, cerca de 14 mil bitcoins são detidos pela controladora da MicroStrategy.
Enquanto isso, os 115 mil bitcoins restantes são detidos pela subsidiária MacroStrategy, sendo que 85 mil bitcoins não são garantidos e não estão onerados.
“Temos garantias mais do que suficientes para qualquer volatilidade de preços”, disse Kang.
O executivo explicou que a volatilidade do bitcoin é um dos principais responsáveis pelas perdas no balanço da empresa.
“As taxas de prejuízo digital sempre foram maiores do que as perdas operacionais em todos os trimestres”, afirmou Kang.
Apesar da cobrança causada justamente pela queda nos preços do bitcoin, Michael Saylor afirmou que não só antecipou a volatilidade da criptomoeda, como também gosta dessa característica do ativo.
“Volatilidade significa que o bitcoin é mais interessante e, portanto, a Microstrategy é mais interessante. Volatilidade é vitalidade”, explicou o empresário.
Os preços da “fé inabalável" de Michael Saylor no bitcoin (BTC) não foram pagos apenas pela MicroStrategy, mas também pelo próprio executivo.
Enquanto a empresa se encontra com um encargo quase bilionário, Saylor foi “demitido” do cargo de CEO após ocupá-lo desde 1989, quando a empresa foi criada.
Desse modo, o cofundador permanecerá apenas na cadeira de presidente do conselho administrativo da companhia a partir da próxima segunda-feira (08).
De acordo com Saylor, a divisão de funções possibilitará que ele foque ainda mais em estratégias de participações em bitcoin da empresa. “Meu foco é a defesa e educação do bitcoin e ser porta-voz da comunidade global de BTC”, afirmou.
A empresa escolheu o atual presidente, Phong Le, para assumir a posição. Ao que parece, Le manterá o posicionamento otimista de Michael em relação ao bitcoin (BTC).
"Estamos muito alinhados em como administrar uma empresa e muito alinhados na estratégia de aquisição de bitcoin. Não tenho nenhuma mudança significativa planejada”, disse Phong Le.
Durante a conferência de resultados do segundo trimestre, o futuro CEO disse que não havia vendido nenhum BTC até o momento.
“A MicroStrategy está em uma categoria única: somos o maior detentor corporativo de bitcoin do mundo. Nossa estratégia é comprar e manter no longo prazo, e é isso.”
Michael Saylor anunciou na teleconferência que a mudança foi uma decisão tomada há sete anos para "expandir e reorganizar a equipe administrativa".
"Foi cuidadosamente considerado e planejado pela liderança do conselho por muitos anos. Ficou claro que [Phong Le] era o herdeiro óbvio”, explicou.
*Com informações de Decrypt
Enquanto uns brilharam, outros comeram poeira em meio à volatilidade que marcou o ano — o ativo digital que mais perdeu no período caiu quase 90%; saiba para onde olhar em 2026
A maior empresa de tesouraria de bitcoin do mundo informou que adicionou mais de 10 mil BTC ao seu caixa, investindo US$ 980 milhões em plena fase de baixa do mercado
A 21shares espera um movimento de preços menos volátil e correções mais moderadas, com a adoção institucional reduzindo oscilações extremas
Duas moedas físicas criadas em 2011 e 2012, quando o bitcoin valia centavos, reaparecem e somam R$ 975 milhões
Com a recente forte correção do bitcoin, analistas voltam a prever o fim da criptomoeda — e o contador de “mortes” já chega a 450
Mercado global de criptomoedas perdeu cerca de US$ 1 trilhão desde o pico de preços nos últimos dias
Queda expressiva do Bitcoin derrubou o desempenho da competição da Synthetix, onde quase 90% dos participantes terminaram no prejuízo
Dado forte nos EUA reduziu apostas de corte de juros, elevou a aversão ao risco e pressionou a criptomoeda
Leão atualizou prestação de informações relativas a operações com criptoativos a fim de intensificar o combate à evasão, à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades criminosas
Enquanto a maior criptomoeda do mundo registra uma queda da ordem de 13,6% em 30 dias, empresas como a Strategy, a OranjeBTC e o Méliuz têm desempenhos mais fracos
Sempre que um determinado lanche do Mc volta para o cardápio, o Bitcoin dispara. Será que esse fenômeno vai se repetir agora?
Analista técnica e trader parceira da Ripio diz que a próxima faixa de resistência para o bitcoin está entre US$ 106,7 mil e US$ 112,5 mil
A maior criptomoeda do mundo chegou a romper o chamado “suporte psicológico” dos US$ 100 mil na sexta-feira (7), o que ampliou o sentimento de medo extremo entre investidores.
O bitcoin acabou arrastando com ele outros ativos digitais — o ethereum (ETH), por exemplo, chegou a cair quase 10%, com muitos tokens registrando perdas superiores a 50%
De Warren Buffett a Peter Schiff, o Bitcoin já foi declarado ‘morto’ mais de 400 vezes — mas quem investiu em cada uma dessas previsões estaria milionário hoje
O bitcoin até começou outubro em alta, mas turbulências macroeconômicas pesaram sobre o mercado de criptomoedas, especialmente a guerra comercial
Rico, famoso e compositor musical: robô da inteligência artificial compartilha memes, investe e deseja ter direitos, além da própria voz
O youtuber mais famoso do mundo agora pretende expandir seu império com um registro de marca voltada a serviços e pagamentos com criptomoedas; veja quem é
Maior apreensão de bitcoin da história dos EUA expõe rede criminosa ligada ao Camboja, que usava trabalho forçado e mineração para lavar dinheiro.
Analistas projetam que a plataforma de cashback vai ter um Ebitda de R$ 20 milhões no terceiro semestre deste ano