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A maior criptomoeda do mundo não se deixou levar pela expectativa de que o Federal Reserve deve continuar apertando a política monetária depois de ver que o mercado de trabalho criou mais vagas do que o esperado no mês passado e a taxa de desemprego caiu
O bitcoin (BTC) ignorou o forte dado de emprego de julho nos EUA e entra na noite desta sexta-feira (05) operando em alta — embora acumule perdas na semana.
A maior criptomoeda do mundo não se deixou levar pela expectativa de que o Federal Reserve deve continuar apertando a política monetária depois de ver que o mercado de trabalho criou mais vagas do que o esperado no mês passado e a taxa de desemprego caiu.
Por volta de 20h20, o bitcoin subia 2,67%, cotado a US$ 23.246,20. Confira a cotação de algumas das principais criptomoedas do mundo:
| Nome | Preço | 24h % | 7d % |
|---|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 23.246,20 | +2,67% | -3,37% |
| Ethereum (ETH) | US$ 1.721,33 | +7,45% | -1,89% |
| Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,00% | -0,02% |
| USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | -0,02% | +0,02% |
| BNB (BNB) | US$ 315,70 | +1,51% | +6,37% |
A alta do bitcoin mesmo com dados fortes de emprego nos EUA não é um feito para ser descartado.
As criptomoedas e as ações — ativos considerados de mais risco — têm reagido fortemente aos sinais de aperto monetário nos EUA e o dado de emprego divulgado mais cedo alimentou ainda mais a certeza de que o Fed vai manter o pé no acelerador do juro alto.
Na semana passada, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chegou a indicar que a escalada da taxa básica nos EUA poderia perder força, mas com os sinais de hoje de que não só o emprego segue aquecido como a renda, deixaram pouco espaço para quem acredita que a inflação pode ter atingido o pico no país.
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A economia norte-americana gerou 528.000 vagas no mês passado, superando facilmente a estimativa da agência Dow Jones de criação de 258.000 vagas. A taxa de desemprego caiu para 3,5%, ficando abaixo da estimativa de 3,6%.
Os salários também subiram mais do que o projetado: 0,5% em base mensal e 5,2% na comparação ano a ano — sinalizando que a aceleração da inflação provavelmente ainda é um problema.
Se o bitcoin superou os dados do mercado de trabalho nesta semana, na próxima, a maior criptomoeda do mundo terá um novo desfio: a divulgação dos dados de inflação dos EUA, medidos pelo CPI — o índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês.
Mesmo que o CPI não seja o número preferido do Fed — que opta por balizar sua decisão de juros no índice de despesas e consumo pessoal, o PCE —, a atual disparada da inflação coloca qualquer novo dado no centro do debate.
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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