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Entre 6 e 13 de dezembro, estima-se que cerca de US$ 3,6 bilhões em stablecoins tenham sido retirados da Binance — o que levantou suspeitas sobre o balanço da empresa
Um poderoso integrante do setor de criptomoedas voltou às manchetes dos jornais que lidam com ativos digitais. A Binance, maior corretora de moedas virtuais (exchange) do mundo estaria à beira da falência, assim como aconteceu com a FTX?
Tudo começou há duas semanas. No dia 7 de dezembro, a corretora postava seu relatório de provas de reservas (proof-of-reserves, PoR), “como trabalho de transparência da Binance”, como informou um comunicado naquele mesmo dia — ainda que esse mecanismo seja questionado por alguns entes do setor.
A publicação feita pela auditoria francesa Mazars mostrou que as reservas estavam sobrecolateralizadas. Outra empresa sediada em Seul, na Coreia do Sul, garantia um colateral de 101% em seus fundos.
Em outras palavras, esse é o atestado de que a empresa teria como devolver as criptomoedas aos clientes em caso de falência.
Essa notícia deveria ser positiva para a corretora. Afinal, seria a prova de que os clientes da Binance não teriam os mesmos problemas que os usuários da FTX têm hoje.
No entanto, os últimos movimentos do mercado sugerem o contrário.
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Entre os dias 6 e 13 de dezembro, estima-se que cerca de US$ 3,6 bilhões em stablecoins tenham sido retirados da Binance pelos clientes. Na última terça-feira (13), a corretora suspendeu temporariamente os saques da stablecoin USD Coin (USDC).
A partir daí, as redes sociais de cripto foram inundadas com rumores e FUDs — jargão em inglês para informações que geram medo e apreensão no mercado.
Rumores de que a Binance estaria insolvente — ou seja, que as dívidas seriam superiores ao patrimônio da empresa — e poderia quebrar a qualquer momento se espalharam como um vírus.
Entre as poucas coisas que podem ser confirmadas como verdade, a Binance suspendeu as negociações de contas de alguns clientes. O CEO da corretora, Changpeng Zhao, conhecido como CZ, explicou que uma movimentação pouco típica do mercado motivou essa decisão.
"Com base em nossas investigações até agora, isso parece ser apenas o comportamento do mercado", twittou CZ. “Um cara fez um depósito e começou a comprar (Hackers não depositam). Outros caras fizeram o mesmo. Não consigo enxergar conexões entre as contas”, escreve.
Ainda na tentativa de separar boatos de fatos, outro evento fez o apetite dos investidores em cripto evaporar.
Lembra da auditoria Mazars? Nesta sexta-feira (16), a companhia francesa retirou o relatório de PoR de sua página.
Além disso, a Mazars informou que irá suspender temporariamente o trabalho global com parceiros do universo de criptomoedas. Entre as companhias afetadas estão Crypto.com, KuCoin e a própria Binance.
O turbilhão de notícias ruins não parou por aí. Kevin O'Leary, conhecido como jurado do programa "Shark Tank", também fez suas acusações.
Durante uma audiência no Senado estadunidense — cujo título foi Crypto Crash: por que a bolha FTX estourou e seus danos aos consumidores — o empresário responsabiliza a Binance pelos problemas com a então concorrente.
Mas para o analista de criptomoedas Paulo Camargo, da Empiricus, a FTX já estava errada antes mesmo de a Binance “piorar” a situação da corretora com a venda dos tokens FTT. Entenda a história aqui.
A Binance vem seguindo um caminho parecido com o da FTX, inclusive com uma desvalorização forte do token (criptomoeda) nativo da corretora.
Em sete dias, o BNB (BNB) recuou 14,02%, com uma queda anual de 51,4%. Entretanto, é preciso ponderar uma série de fatores antes de decretar a falência da corretora.
Verdade seja dita: existe pouca informação concreta sobre o balanço e uma possível falência ou insolvência da Binance. Até onde se sabe, tudo não passa de rumores de um mercado já machucado pela queda de um gigante.
Por outra visão, a possibilidade de uma empresa falir sempre existe — mas as chances de isso acontecer variam entre improvável e quase certa, dependendo do risco do negócio.
Por fim, vale ressaltar que o mercado de criptomoedas é extremamente volátil, e o investimento em empresas do setor, bem como em qualquer tipo de token, é altamente arriscado.
Analistas costumam recomendar uma parcela não maior que 5% do seu portfólio em ativos digitais.
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