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Possível zebra à parte, investidores estão de olho nas alterações que a PEC da Transição deve sofrer durante seu trâmite-relâmpago pelo Congresso
Uma das marcas da primeira fase da Copa do Mundo de 2022 foi o inesperado ataque de uma manada de zebras nos gramados do Catar.
De todas as seleções consideradas “grandes”, somente Holanda e Inglaterra passaram incólumes ao coice da zebra na fase de grupos. Alemanha e Uruguai nem ao menos se classificaram para as oitavas-de-final.
Então o mata-mata começou e as zebras de repente sumiram. Pela ordem dos jogos, Holanda, Argentina, França, Inglaterra, Croácia e Brasil confirmaram o favoritismo e já estão nas quartas-de-final.
Mas como assim? As oitavas-de-final vão terminar sem nenhuma zebrinha? Nenhum bolão despedaçado por um coice inesperado? Não pode ser.
Se a zebra não der as caras hoje, terá se despedido da Copa de maneira tão abrupta e inesperada quanto surgiu.
Não que eu esteja secando as pimenteiras ibéricas. Longe de mim. Mas espero da zebra pelo menos um adeus à altura. Espanha e Portugal que se cuidem diante de Marrocos e Suíça.
Enquanto isso, o Ibovespa retoma a normalidade depois de dois pregões informalmente encurtados pelos jogos do Brasil na Copa.
Quando a seleção perdeu na sexta-feira, a bolsa subiu. Quando ganhou com autoridade, ontem, desabou. Para o bem ou para o mal, os eventos não têm correlação.
O que deve continuar pegando nos mercados financeiros é a tramitação da PEC da Transição. Hoje ela chega à CCJ do Senado, onde deve ser votada em primeiro turno amanhã.
Os investidores estão de olho nas alterações que a PEC deve sofrer durante seu trâmite-relâmpago pelo Congresso.
Tudo isso em meio à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) em 2022.
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