Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Os grandes bancos estão de volta: ações disparam com alta da Selic e dividendos gordos. O que esperar daqui para frente?

Há também a questão de melhora relativa dos bancões em relação às fintechs, que têm mais problemas na captação de recursos

18 de fevereiro de 2022
5:50 - atualizado às 14:30
pista de corrida entre bancos Itaú, Santander, Banco do Brasil; carreira
Modelo digital tem contribuído para melhorar a produtividade e a eficiência dos bancões - Imagem: Montagem Andrei Morais / Envato

Nesta temporada de resultados, todo mundo está morrendo de medo do que as companhias mais expostas ao varejo e à indústria vão conseguir apresentar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em um ambiente cheio de problemas nas cadeias de suprimento, com forte aumento de custos de matérias-primas e um poder de compra cada vez mais corroído pela inflação, tem muita gente se questionando sobre a capacidade de as companhias manterem margens saudáveis.

Um exemplo prático

A Alpargatas (ALPA4), dona da marca Havaianas, apresentou resultados muito afetados por essa dinâmica. 

Mesmo produzindo o chinelo mais vendido e amado no Brasil, os resultados operacionais foram bastante afetados no trimestre.

O motivo? O preço da principal matéria-prima subiu 42%, e, nem sendo dona de uma das marcas mais fortes do país, a companhia conseguiu repassar preços o suficiente para manter as margens operacionais robustas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte: Alpargatas

Não à toa, as ações caem mais de 20% no ano, também atrapalhadas pela aquisição da Rothy's que trouxe algumas dúvidas sobre a estratégia da companhia.

Leia Também

As exceções

Mas nem todas as empresas apanharam. Neste início de temporada de resultados, Itaú (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3) foram grandes exceções. 

Para começar, a enorme elevação da Selic ajuda os bancos, que conseguem emprestar dinheiro com juros mais elevados.

Além disso, se a dinâmica de inflação atrapalha os custos no varejo e nas indústrias, esses bancões ainda têm muito mato para cortar e mitigar o efeito do aumento de gastos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Centenas de agências estão sendo fechadas e a migração para um modelo digital têm contribuído para melhorar a produtividade e a eficiência.

Número de agências e pontos de atendimento. Fontes: Itaú e Banco do Brasil
Índice de eficiência (quanto menor, melhor). Fontes: Itaú e Banco do Brasil

Mas não se trata apenas da melhora do resultado desses bancos de forma isolada. É também uma questão de melhora relativa na comparação com as fintechs.

Esse ambiente de juros elevados atrapalha mais as fintechs de duas formas. Primeiro, impacta a captação de recursos para elas continuarem crescendo, já que IPOs e follow-ons tendem a diminuir em um cenário de Selic elevada – os bancões, já bem capitalizados, não sofrem desse mal. 

Além disso, os mesmos juros elevados tendem a impactar mais negativamente o valuation dessas empresas novatas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas aulas sobre Fluxo de Caixa Descontado no nosso MBA você vai aprender exatamente o motivo de o preço justo das fintechs sofrer mais com o aumento dos juros. 

Mas apenas para exemplificar, com o CDI em 2% ao ano, R$ 10 mil investidos durante dez anos em Tesouro Selic se transformariam em R$ 12,2 mil. Como o retorno é muito baixo, vale a pena apostar em uma fintech e ver no que dá.

Mas com a Selic rondando os 11% como nos dias atuais, a coisa muda bastante de figura. Os mesmos R$ 10 mil virariam R$ 28,4 mil. Neste caso, não faz mais tanto sentido apostar em algo com retorno tão distante e incerto como uma fintech se você pode colocar a grana em um investimento com ótimo rendimento e retorno garantido como o Tesouro Selic. Isso tende a pressionar o valuation dessas companhias. 

Os bancões, por outro lado, como já possuem altos retornos e pagam elevados dividendos recorrentes, são pouco impactados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fim dos bancos?

Mas mesmo com bons números no quarto trimestre de 2021, muita gente ainda morre de medo do que vai acontecer com o setor daqui a quatro ou cinco anos.

Será que o ambiente vai voltar a ficar propício para as fintechs dominarem o sistema financeiro?

Será que vão acabar de vez as vantagens competitivas dos grandes bancos do país?

Essas são perguntas que nem eu, nem você, nem ninguém consegue responder ainda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vai depender do poder de adaptação desses incumbentes à modernização, das taxas de juros, da retomada do apetite de investidores por teses mais arriscadas, e por aí vai. 

O que sabemos é que os bancões vêm adotando com sucesso o modelo digital, com grande aumento de participação nas interações e transações online e via app, e mesmo diante do aumento da competição das fintechs conseguiram manter um índice de rentabilidade (retorno sobre o patrimônio líquido, ou ROE) em níveis muito satisfatórios nos últimos anos.

O Itaú acabou de apresentar um ROE de 20% e negocia por 9 vezes lucros, com 5% de dividend yield, níveis de preços que na minha visão mais do que compensam os riscos pela frente. Por isso, o Itaú faz parte da série Vacas Leiteiras.

Caso emblemático entre os bancos

O caso do Banco do Brasil é ainda mais emblemático: ele negocia por apenas 4,5 vezes lucros e 9% de dividend yield. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco estatal está presente na Carteira Empiricus em uma operação de Long & Short. Na ponta comprada está o BB e na ponta vendida está justamente uma fintech. Nessa operação você ganha dinheiro se Banco do Brasil subir mais que a fintech, ou se a fintech cair mais do que o BB.

Agora, se o Banco do Brasil subir e a fintech cair, o ganho será ainda maior. 

Se quiser conferir essa e muitas outras operações da série, fica aqui o convite.

É claro que você não deve rechear a sua carteira com ações de bancos tradicionais. Mas nos preços atuais, faz sentido ter pelo menos alguma exposição a esse setor. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um grande abraço e até a semana que vem!

Ruy

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar