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Investimento permite embarcar em companhias com potencial para se tornarem gigantes da Bolsa, a exemplo de Magazine Luiza, que chegou a valer menos de R$ 300 milhões em 2015, quando poucos fundos olhavam para suas ações
Luís é um dos mais competentes gestores de investimentos do mercado brasileiro. Mas ele tem muito mais do que uma mente brilhante.
Com as receitas de administração milionárias que o seu fundo recebe, Luís consegue custear uma equipe de quase uma centena de profissionais espalhados pelo mundo inteiro que são muito bem pagos para acompanhar o mercado 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Paulo é um dentista dedicado, que trabalha 8 horas diárias, aproveita alguns bons momentos com a família quando chega em casa, e tenta guardar pelo menos duas horas por dia para estudar algumas ações.
Me responda com toda a sinceridade, qual dos dois você acha que tem mais chances de superar a concorrência no mercado financeiro?
É realmente difícil imaginar que fazendo bico de analista, Paulo produzirá retornos melhores do que dos profissionais que vivem o mercado financeiro o dia todo.
Que fique bem claro: eu não quero desencorajar ninguém!
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Pelo contrário, trabalho todos os dias da minha vida tentando ajudar a melhorar a vida financeira das pessoas – uma oportunidade que o meu pai não teve, por exemplo, e você não tem ideia da falta que isso fez.
O problema é que para vencer no mercado, você precisa saber quais são as suas limitações e as suas vantagens.
Para investir nas mesmas empresas que estão à disposição dos grandes gestores, é preciso ter algum tipo de vantagem informacional.
Enquanto você está tentando encontrar no Google o preço de fechamento de ontem do minério de ferro para saber se vale a pena comprar VALE3, o nosso amigo Luís tem um informante em algum porto na China que já sabe por quanto estão sendo negociados os contratos de minério de ferro para entrega na semana seguinte.
Difícil competir assim, não é?
Não é à toa que Peter Lynch, um dos grandes investidores de todos os tempos, diz que a pessoa física que quer se dar bem no mercado sem ajuda de profissionais, deve optar por setores ou companhias cujo negócio ele conheça muito bem e que, de preferência, consiga obter informações mais rápido do que o restante do mercado.
Por exemplo, é revendedor da Natura, tem uma loja da Arezzo, presta serviços para um shopping da brMalls, e por aí vai.
Mas existe uma forma mais fácil de bater os grandes fundos sem precisar pagar salário para um espião na China.
Sabe o que os grandes gestores não podem fazer? Investir em empresas pequenas, com baixo valor de mercado. Não porque eles não gostam, mas porque esse é um investimento que não faz muito sentido para eles.
Essas empresas são tão pequenas que esses gestores só conseguem investir uma quantia praticamente irrelevante do fundo nessas ações. Não vale o esforço: o gestor coloca um analista para se debruçar sobre o case, mas na hora de investir ele vai conseguir alocar menos de 1% do fundo naquele ativo.
O papel pode até dobrar em um semestre e a análise ter sido perfeita, mas isso vai fazer pouca diferença para o desempenho geral do fundo, que poderia ter dedicado tempo e dinheiro em outra companhia que pudesse fazer mais diferença.
Ruim para os fundos, ótimo para você — porque é justamente pelo fato de serem descartadas por boa parte do mercado que essas pequenas notáveis têm tanto potencial.
Papéis que estão fora do radar não têm muitos compradores. E por não terem muitos compradores, normalmente negociam com múltiplos bem baratos, mesmo muitas vezes sendo negócios bastante atraentes.
Aliás, Warren Buffett, Peter Lynch e Charlie Munger são alguns dos grandes investidores que começaram suas vidas no mercado financeiro comprando justamente essa classe de ativos: companhias pequenas, fora do radar e mal precificadas.
E mais do que bater o mercado, você ainda pode ter a chance de embarcar num daqueles casos de companhias que acabaram encontrando o caminho das pedras e saíram da condição de microcap para se tornarem gigantes da Bolsa.
Apenas como exemplo, o Magazine Luiza (MGLU3) chegou a valer menos de R$ 300 milhões na Bolsa em 2015, quando pouquíssimos fundos olhavam para as ações. Há alguns anos, quando começou a entrar no radar dos fundos, ela chegou a valer R$ 160 bilhões, ou seja, quinhentas vezes mais.

E mesmo depois da derrocada recente, a companhia ainda está avaliada em mais de R$ 40 bilhões.
Uma microcap que eu gosto bastante é a Lojas Quero-Quero (LJQQ3). Ela tem um negócio resiliente, que já passou por diversas crises econômicas e vem se expandido cada vez mais para, quem sabe, se tornar uma gigante lá na frente.
Mas essa é apenas uma das ótimas pequenas empresas presentes no Microcap Alert, série da Empiricus focada nesta categoria de ativos.
Se você quiser conferir a lista completa com as ações que têm mais chances de sair do anonimato e se tornarem as próximas estrelas da Bolsa, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
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