O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mais do que isso: quando a tela do seu home broker é tomada por uma maré vermelha, talvez seja a hora de ir às compras
Você está olhando para a tela do home broker e vê todas as suas ações na bolsa no vermelho, caindo forte por causa de alguma notícia assustadora.
O que fazer nesse momento? Não sei você, mas para a grande maioria dos investidores, este é o momento que eles escolhem para se desfazerem de suas ações.
Mas será que essa é a hora certa de vender?
Na conferência anual da Berkshire Hathaway de 1998, Warren Buffett e seu parceiro Charlie Munger receberam a seguinte pergunta:
"Quais critérios vocês usam para saber a hora certa de vender suas ações?"
Buffett começou dizendo que a melhor coisa a se fazer no mundo dos investimentos é comprar ações que você nunca vai querer vender. Você deveria tentar comprar ações para a vida inteira.
Leia Também
Mas pode acontecer de você precisar vender alguma ação para investir em outro setor mais atrativo, ou porque começou a achar que o valuation daquela companhia está completamente fora de controle (em outras palavras, que aquilo virou uma bolha). Segundo Buffett, este seria um outro bom motivo para vender.
Charlie Munger encerrou o assunto, falando que o ideal é vender somente quando você encontrar um outro ativo imensamente melhor do que aquele que você já possui.
É isso mesmo. Eles vendem ações apenas quando acham uma empresa melhor para investir ou quando os valuations estão completamente fora de controle.
Só isso.
Nenhum deles falou absolutamente nada sobre juros, PIB, taxa de desemprego, previsão do tempo, cartas de tarô etc.
Outro assunto que eles não mencionaram como justificativa para vender: guerra! Isso mesmo, nem as guerras estão entre os motivos para eles acharem interessante se desfazer de ações.
E olha que naquela conferência de 1998 eles já haviam passado por várias guerras como investidores importantes. As guerras árabe-israelenses que culminaram na crise do petróleo na década de 70 e a Guerra do Golfo no início dos anos 90 são apenas dois exemplos.
Você pode assistir à fala de Buffett e Munger no vídeo abaixo:
Então, se você está aterrorizado com os seus investimentos depois da invasão da Rússia na Ucrânia, lembre-se dos ensinamentos de dois dos maiores investidores de todos os tempos, que passaram por muito mais guerras do que eu e você juntos e hoje são bilionários: venda apenas quando achar uma empresa melhor para investir ou quando os valuations estão completamente fora de controle.
Como sabemos, o valuation atual das empresas brasileiras está longe de ser uma bolha, com o Ibovespa negociando por 8 vezes lucros. Então, não é por isso que você deveria vender.
E se você não tem em mente nenhuma empresa melhor onde alocar o dinheiro já investido, então acabaram os motivos para vender suas ações.
A verdade é que os grandes investidores como Buffett, Munger, Bill Ackman e Peter Lynch, apenas para citar alguns, aproveitam justamente esses momentos de estresse para comprar empresas que gostariam de carregar para a vida toda, mas com ótimos descontos provocados pela venda descontrolada de investidores com medo.
Como Buffett disse naquela mesma resposta: "a compra ideal é aquela na qual você encontra um ativo que você já gostava sendo vendido por um preço que você sente vontade de comprar ainda mais."
Eu não estou falando que a guerra não terá consequências negativas. Ela pode afetar ainda mais o preço de commodities, inflação, juros, desaceleração da atividade global, entre outros fatores.
Mas, espere um pouco, será que algum desses fatores está listado pelos velhinhos de Omaha como motivos para vender ações?
Não!
É claro que tudo isso pode acabar afetando o preço das ações no curto prazo, aumentando a volatilidade do mercado. Mas se você investe em empresas boas, rentáveis, com preços decentes e boas perspectivas para o longo prazo, qualquer queda deveria instigar em você o desejo de aumentar a sua participação na empresa, não de reduzir.
Uma empresa que está barata e acaba até se beneficiando do conflito por conta da alta nos preços do petróleo é a Petrobras (PETR4), que soltou ótimos resultados mais uma vez e fica ainda mais rentável com o Brent na casa dos US$ 100 por barril.
Por esse motivo, PETR4 faz parte da série As Melhores Ações da Bolsa, que ainda traz diversas outras ações que hoje negociam por preços descontados e de companhias que eu adoraria carregar para a vida inteira.
Se quiser conferir a lista completa, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio
O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor
Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito
Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje
Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito
O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais