🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O bitcoin virou pop, mas você provavelmente ainda entende ele errado

Muito mais do que um ativo que digitaliza a história das relações humanas com o dinheiro, o bitcoin age como um lastro para toda nova internet, a tal “WEB3”

8 de abril de 2022
10:24 - atualizado às 14:40
Bitcoin sobre pilhas de dólares
Bitcoin sobre pilhas de dólares - Imagem: Shutterstock

Foi em 1518, na atual cidade de Jáchymov, um vilarejo na República Checa com cerca de 2400 habitantes, que nasceu provavelmente a moeda mais importante do mundo: o dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em suma, o "Joachimstaler" era uma enorme moeda de prata, extraída das minas da região, que se tornaria o meio de transações do Sacro Império Romano-Germânico. 

Na região da atual Alemanha, a moeda seria apelidada de Thaler, nos países nórdicos, Daler, e no Reino Unido, Dollar.

Em suas obras, Shakespeare utilizaria o termo dollar como dinheiro. Já a moeda espanhola, o Real de 8 (cujo nome inspira uma moeda que você talvez conheça), era popularmente chamado de Dólar Espanhol.

Foi como homenagem à moeda espanhola, dominante no mundo na época, que os caipiras que promulgaram sua independência em julho de 1776, nomearam o atual dólar. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Toda essa história, porém, serve hoje como uma vaga lembrança de que moedas já foram intimamente ligadas aos metais. Uma unidade física, de quantidade limitada e trabalhosa para criar. 

Leia Também

Sem limites para criar dinheiro

Desde 1971, porém, o mundo desistiu dessa ideia. Com o fim do padrão "dólar-ouro", as moedas deixaram de ter limitações mundanas.

O resultado, como você já deve ter sacado, é que políticos e seus nomeados para chefia dos Bancos Centrais ao redor do mundo não tem mais limitações para criar dinheiro. 

Na academia, é possível encontrar N justificativas para corroborar tamanha sanha. No mundo real, porém, aquele onde pessoas ainda precisam frequentar supermercados, o resultado da sanha da impressora descontrolada é apenas um: inflação

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja, em 1640 quando espanhóis descobriram minas de ouro nas Américas, o resultado foi um século que viria a ser conhecido como "revolução dos preços". A alta de 650% nos preços (em 100 anos), foi responsável por instabilidades e revoluções no continente. 

Nos dias de hoje, porém, vemos discursos alegarem que a inflação trata-se de um problema menor e "transitório".

Mero detalhe: a inflação que assustou a Europa no século 16 foi de 1,5% ao ano.

Satoshi teve uma ideia

Mas nem todo mundo parece muito conformado com a ideia de que inflação em 4, 6 ou mesmo 7% nos países ricos é algo "natural".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2008, pegando todo este processo histórico, além de obviamente outros inúmeros casos, um ilustre desconhecido chamado "Satoshi Nakamoto", colocou a tecnologia para agir em favor da história.

O bitcoin nasceu como uma arma histórica poderosa. Seu algoritmo é muito mais preciso do que cabeças de políticos, ou mesmo o ouro, em preservar o valor da moeda. 

Seu tempo de adoção, como vemos agora, é também muito mais ágil. Em termos de público, cresce na mesma linha da própria internet, o instrumento base da sua existência. 

Por questões históricas como essas, além da análise de momento, inúmeros investidores institucionais (bancos, fundos de investimento e empresas) têm olhado para o bitcoin como uma espécie de "ouro digital". Na visão deles, trata-se de um ativo escasso e anti-inflacionário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E argumentos para isso não faltam, com um mero detalhe: o bitcoin é muito mais rigoroso do que o ouro.

Há cerca de uma semana, o bitcoin de número 19 milhões foi minerado, o que significa dizer que nos próximos 120 anos, existirão apenas mais 2 milhões de bitcoins novos. Todo o restante já está aí. 

A facilidade de transação, armazenamento, além de uma compra e venda muito mais simplificada do que o ouro em si, também jogam a favor do bitcoin. 

A favor do ouro, a história. E contra, o fato de um ativo historicamente chamado de "antiinflacionário", ter visto seu preço ficar estagnado na década com maior impressão de moedas na história. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bitcoin como ativo de proteção

Empresas como a Microstrategy, de Michael Saylor, iniciaram a campanha em favor do bitcoin como ativo de proteção. 

Em Agosto de 2020, a MSTR adquiriu cerca de 21 mil Bitcoins por $250 milhões.

Desde então foram dezenas de outras empresas, fundos de investimento, bancos e até mesmo fundos de pensão, incluindo bitcoins em seu caixa. Todos sob o mesmo argumento: uma proteção contra a inflação. 

Não é um argumento qualquer, afinal, a função de qualquer investidor é superar a alta de preços e obter retornos reais. O mesmo vale para empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em tempos onde os títulos públicos entregam retornos menores, o desafio se torna ainda maior para diversos fundos, como os fundos de pensão, que precisam entregar retornos elevados para garantir a qualidade de vida dos trabalhadores na velhice.

Diante deste cenário, onde o bitcoin se torna cada vez mais presente em portfólios de investidores tradicionais, uma questão relevante tem sido levantada: a correlação entre o retorno do bitcoin e índices de bolsas de valores e mercados tradicionais está “crescendo”.

Ainda que nem de longe seja uma correlação direta, ações e bitcoin convivem no mesmo ambiente: o macro e o monetário importam. 

A grande questão, porém, é que bitcoin, assim como ações individuais, possui algo que vai além do preço.

Bitcoin como lastro do bitcoin

A inovação tecnológica, a segurança da rede e as aplicabilidades do bitcoin em si têm sido cada vez maiores. É natural que diante de retornos espetaculares, inúmeros possíveis investidores se deixem induzir apenas pelo preço, mas Bitcoin não é um veículo para te deixar rico do dia pra noite. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sim, sabemos que o Bitcoin se tornou um unicórnio (acima de US$ 1 bilhão), em apenas 3 anos entre a primeira cotação e o feito, e que chegou a atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado, mas isso é uma distração perigosa.

Falamos aqui de um ativo que, para além do seu desenho escasso, se propõe, e entrega, resultados de mudanças tecnológicas notáveis, além de “lastrear” todo um ecossistema de criptos. 

Se você é destes que ainda está na dúvida dos motivos para investir em algo “sem lastro”, convido a pensar sob um outro ponto de vista: e se… O bitcoin for o lastro?

Inúmeros projetos de cripto que entregam resultados em mercados como finanças (as DeFi), entretenimento, esportes e arte (NFT), ou mesmo aqueles que utilizam contratos inteligentes para servir de suporte ao app que você usa (como será, em breve, com apps de transporte, delivery, lazer etc), tem no Bitcoin um meio de “preservar valor”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste sentido, a correlação entre bitcoin e ativos como ações, não chegará a ser exata, afinal, estamos falando de coisas distintas. 

Ao falar de bitcoin, você está falando da soma entre a história do dinheiro, buscando preservar valor e estabilidade, além da história da internet, suportando inovações e entregando poder aos indivíduos, algo que você talvez tenha ouvido falar como WEB3. 

E essa diferença fundamental será cada vez mais perceptível daqui em diante.

Leia também:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar